Filipa lowndes vicente a a rte sem his


parte dos museus públicos, em vários países do mundo, nasceram de



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parte dos museus públicos, em vários países do mundo, nasceram de 
colecções privadas, nas suas múltiplas vertentes, e as colecções particu-
lares de hoje serão, em muitos casos, os museus do futuro. Mas como 
é que podemos explicar que colecções formadas recentemente, e com 
artistas contemporâneos, continuem com quantidades ínfimas de mu-
lheres artistas? Como se constata em inúmeros casos, o crivo que fez 
com que, no passado, as colecções e museus possuíssem menos obras 
de mulheres artistas continua activo. E se, para muitas épocas, havia ob-
jectivamente menos quantidade de mulheres artistas, hoje, para muitas 
zonas do mundo, já não é possível afirmá-lo. Assim, e voltamos a insistir, 
se o género, como invocam alguns, nada tem a ver com os critérios da 
qualidade artística e se a representatividade reflecte o número de artis-
tas mulheres que existem numa determinada época, então porque é que 
tantos dos museus/colecções/exposições constituídos no presente con-
tinuam a exibir muito menos mulheres artistas do que homens artistas?
Aquilo que aconteceu e acontece em Portugal em relação à prática 
artística feita por mulheres é semelhante à de outros países. Ou seja, as 
exposições colectivas, os museus, as galerias, as monografias de artis-
tas, os prémios artísticos, em Nova Iorque, em Londres, ou em Lisboa, 
do passado ou do presente, privilegiaram (e continuam a privilegiar) a 
prática artística masculina. A diferença entre aquilo que acontece em 
Portugal e aquilo que acontece em alguns países é que, nestes, existem 
mais vozes críticas, existem práticas e consciências alternativas, existem 
resistências provenientes de muitos lugares, enquanto, em Portugal, a 
ausência de uma consciência feminista forte, na academia, na crítica 
de arte e na comunicação social, leva a que muitos destes fenómenos 
passem desapercebidos e sejam ignorados. 

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