Filipa lowndes vicente a a rte sem his



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PO D E R O LH A R


A A RTE S E M H I STÓ R I A
200
O que torna o trabalho de Mapplethorpe original é que ele não 
é um “voyeur” ou um repórter, mas um participante activo daquilo 
que representa, tal como Nan Goldin. Mas, ao contrário de uma fo-
tógrafa como Goldin, que também fotografa o mundo onde vive e a 
intimidade afectiva e sexual dos seus amigos nova-iorquinos, Mapple-
thorpe esteticiza e encena os seus objectos. A câmara, longe de surgir 
como  intermediária  numa  transacção  em  que  um  dos  participantes 
desconhece que o é, exige do fotografado uma enorme consciência 
de si próprio e do acto de estar a ser fotografado. Apesar de a cara e 
a expressão estarem muitas vezes ausentes da imagem, e o destaque 
ser dado a fragmentos do corpo, o anonimato da imagem é anulado 
pela legenda que a acompanha. Mesmo quando representa um corpo 
escultural masculino sobre um pedestal, como se de uma estátua gre-
ga se tratasse, os modelos preservam a sua identidade através do seu 
nome. Nesta sua fragmentação do corpo masculino, assim como na 
forma como sexualiza e celebra esse mesmo corpo masculino, Mapp-
plethorpe subverteu o lugar que a prática artística e a história da arte 
atribuíram ao nu feminino.     

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