Filipa lowndes vicente a a rte sem his


. As fotografias do  norte-americano Robert Mapplethorpe, por exemplo, podem ser um  ponto de partida para esta reflexão 277



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. As fotografias do 
norte-americano Robert Mapplethorpe, por exemplo, podem ser um 
ponto de partida para esta reflexão
277
. Mapplethorpe fotografa a nudez 
masculina em corpos erotizados e sexualizados, mas, ao representá-la, 
faz dela um objecto de desejo masculino. E isto leva-nos a reflectir sobre 
questões relacionadas com o desejo feminino, nas suas possibilidades e 
impossibilidades; sobre o desejo masculino, na legitimidade que a pró-
pria representação artística lhe concedeu ao longo da história; e, em ge-
ral, sobre o lugar da/o observadora/or. 
Se o nu masculino na representação artística – no 
David de Mi-
chelangelo ou nas fotografias de Mapplethorpe – tem sido associado 
a um homoerotismo que pressupõe o olhar de desejo masculino so-
bre o masculino, então será que existe espaço para o desejo heteros-
sexual  feminino?  Será  que  a  mulher  observadora  pode  transformar 
a representação artística do masculino em objecto do seu desejo, ou 
este é-lhe sempre recusado pela apropriação homossexual masculina 
implícita na representação artística do homem erotizado? Será que há 
275.
    Edward Lucie-SmithSexuality in Western Art (Londres: Thames and 
Hudson, 1995); 1.ª ed., 1972 [a edição de 1988 tem um quadro de Paula Rego 
na capa: The Cadet and his Sister); Edward Lucie-Smith, Race, Sex, and Gender in 
Contemporary Art
 (Nova Iorque: Harry N. Abrams, 1994). 

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