Filipa lowndes vicente a a rte sem his


    Antero de Figueiredo, A Arte na Educação da Mulher, pp. 46-48. 217



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216.
    Antero de FigueiredoA Arte na Educação da Mulher, pp. 46-48.
217.
    Antero de Figueiredo, A Arte na Educação da Mulher, p. 56.
218.
    Antero de Figueiredo, A Arte na Educação da Mulher, pp. 57, 59.
I D E NTI DA D E A RTÍ STI C A N O S ÉC U LO XI X


A A RTE S E M H I STÓ R I A
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àquelas que Antero de Figueiredo veio a proferir várias décadas de-
pois
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. Reconhecendo a enorme quantidade de mulheres que, na al-
tura, tinham acesso a algum tipo de formação artística, Scott alertou 
para os malefícios da proliferação de tantas mulheres no mundo das 
artes. Mas se lhes coarctava um caminho – o da profissionalização –, 
abria-lhes, no entanto, tal como fará mais tarde Antero de Figueiredo, 
os caminhos do embelezamento do espaço doméstico. Decorando as 
cortinas ou pintando os cartões de boas-festas, “o lar” pode ter “usos 
infindáveis para as artes.” Assim, o talento e a destreza, acessíveis ao 
feminino, deveriam ser canalizados para as artes decorativas, e o génio, 
passível apenas de ser sentido pelo masculino, devia ser o “professor 
e apóstolo das artes.” Com esta divisão clara de práticas artísticas de 
acordo com o sexo, as “nossas exposições de pintura seriam então tem-
plos da arte, e os nossos lares, a idealização da utilidade.”
Em 1906, Luiza de Sousa publicou, em Lisboa, um livrinho de-
nominado 
Photominiatura.  Algumas  palavras  sobre  outros  trabalhos 
feminis,  onde  se  dirigia  àquelas  que,  não  podendo  ser  artistas,  não 
queriam prescindir de ter um “passatempo artístico” que educasse “o 
gosto de quem a ele se dedica”
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. Neste curioso folheto, a autora, que 
frequentemente refere a sua experiência de ensino em trabalhos “tão 
puramente feminis”, enunciava as técnicas de produção caseira de “fo-
tominiaturas” e “fotopinturas”, resultando em representações pictóri-
cas onde a ilusão da realidade se obtinha graças à fotografia. Num capí-
tulo final, Luiza de Sousa assumia-se como a iniciadora, em Portugal, 
da aplicação da pintura aos lavores femininos e como a divulgadora 
de técnicas que, sendo muito cultivadas no estrangeiro, só mais tarde 
chegaram a Portugal. Destinado a senhoras que desejassem preencher 
“horas vagas, que tão utilmente podem ser aproveitadas em trabalhos 
úteis e bonitos”, este folheto faz parte de uma enorme quantidade de 
textos que são publicados nesta altura sobre as actividades que as mu-
lheres poderiam desenvolver em casa como forma de entretimento

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