Filipa lowndes vicente a a rte sem his


    Tamar Garb, Sisters of the Brush, pp. 89, 101. 192



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    Tamar Garb, Sisters of the Brush, pp. 89, 101.
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    Tamar Garb, Sisters of the Brush, p. 104.


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e  “amadora”.  Por  um  lado,  deixavam  de  existir  tantas  barreiras  à  pro-
fissionalização  das  mulheres  artistas,  por  outro,  surgiam  outras  for-
mas  de  masculinização  das  artes,  menos  evidentes  porque  mais  di-
fusas por grupos informais e pouco regulamentados. Assim, os vários 
modernismos  nos  seus  múltiplos  cenários  e  contextos  –  de  Paris  de 
finais do século XIX à Bauhaus ou aos abstracto-expressionistas ame-
ricanos  dos  anos  1950  –  caracterizaram-se  pela  sua  masculinidade  e 
pelo  recorrente  afastamento  ou  menorizarão  do  contributo  artístico  
feminino,  embora  a  maior  parte  dos  espaços  artísticos  institucio-
nalizados  já  não  pusessem  entraves  à  participação  das  mulheres
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A transição do século XIX para o século XX pode ser assim identificada 
como uma fronteira: caem muitas das barreiras visíveis e institucionais 
que afastavam as mulheres dos espaços de aprendizagem artística mais 
prestigiados. Mas fazem-no precisamente no momento em que esses lu-
gares também perdem prestígio e os seus métodos e técnicas de ensino 
se tornam menos determinantes para os caminhos estéticos que se co-
meçam a experimentar. O século XX caracteriza-se, pois, por uma frag-
mentação dos espaços de arte e também pela reificação de outro tipo de 
barreiras ao reconhecimento da criatividade feminina, menos institucio-
nais, menos escritas, menos visíveis, mas igualmente dissuasoras.
O que este caso e tantos outros que tiveram lugar ao longo do sé-
culo XIX demonstram é que, por vezes, eram necessários anos, senão 
décadas, de palavras, ditas e escritas, e de outro tipo de manifestações 
para que uma pequena abertura, neste caso a presença das mulheres, 
fosse sequer considerada. Qualquer mudança nas estruturas das insti-
tuições artísticas exigiu um enorme empenho por parte de uma pessoa 
ou de um grupo de pessoas, implicou uma enorme luta, persistência, 
dedicação e vontade. Nada mudava “naturalmente”, pois o “natural” 
era que tudo continuasse como sempre fora, como já explicara John 
Stuart Mill no seu ensaio 
The Subjection of Women. 

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