Filipa lowndes vicente a a rte sem his



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Marie Bashkirtseff,
 
No estúdio 
[Académie Julian], 1881, postal da exposição 
Overcoming all Obstacles. The Women of the Académie Julian, Dahesh Museum, Nova 
Iorque, EUA, 2000.
Fotografia de uma aula de desenho ao vivo na Slade School of Art, Londres, 1906,  
UCL Slade School of Art Archives, Universidade de Londres, Reino Unido.  
A C A M I N H O DA PRO F I S S I O N A LI Z AÇ ÃO


A A RTE S E M H I STÓ R I A
134
Marie Bashkirtseff,
 
Auto-retrato com paleta,
 1884, óleo sobre tela, colecção 
Musée des Beaux-Arts, Nice. © Ville de Nice, França, Photo Muriel Anssens.


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“as suas alunas mulheres eram tão boas como os seus alunos homens”, 
os outros espaços da cidade de Paris e os modos de os viver estavam 
condicionados pelo género
171
. E a possibilidade de usufruir de liber-
dade para viver a cidade, ou a sua ausência, era, naturalmente, o grande 
factor de distinção entre homens e mulheres.
Nos Estados Unidos da América, viviam-se processos parale-
los. Se existia uma maior abertura em muitas das escolas de belas-
artes (a Pennsylvania Academy of Fine Arts, por exemplo, já aceitava 
alunas mulheres nas aulas de desenho ao vivo em 1868), também 
existem vários casos de criação de instituições e associações só para 
mulheres
172
.  Se  estas  podiam  favorecer  a  percepção  das  mulheres 
artistas como “senhoras” que se dedicavam à pintura de forma ama-
dora, a estratégia do “separatismo” também contribuiu para que se 
fossem  definindo  as  fronteiras  da  sua  profissionalização.  Uma  das 
provas desta profissionalização estava na própria auto-identificação 
das mulheres enquanto artistas nos censos nacionais. No censo nor-
te-americano de 1890, por exemplo, quase metade dos artistas em 
exercício eram mulheres
173
.
Assim, além da tentativa de modificar as regras das instituições 
mais prestigiadas, a criação de espaços alternativos foi outra das es-
tratégias utilizadas pelas mulheres artistas. A lógica era simples: se 
não nos deixam entrar, então criamos lugares só para nós. Mas este 
caminho tinha os seus problemas e nem todas as mulheres concor-
davam com as suas implicações. Um caso bem exemplificativo é o 
da Union des Femmes Peintres et Sculpteurs, fundada em Paris em 
1881
174
. A iniciativa da primeira associação de mulheres artistas em 
França partiu de Mme Léon Bertaux, uma escultora, também filha 
de um escultor, com muita experiência de ensino artístico a meninas 

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