Filipa lowndes vicente a a rte sem his


    Ann Sutherland Harris e Linda Nochlin, Women Artists: 1550-1950, p. 38. DA E XC E PÇ ÃO À E XC LU SÃO



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    Ann Sutherland Harris e Linda NochlinWomen Artists: 1550-1950, p. 38.
DA E XC E PÇ ÃO À E XC LU SÃO


A A RTE S E M H I STÓ R I A
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inscritas nos séculos XVII e XVIII, na qualidade de “irmãs pintoras”, 
e não parece ter havido na sua história qualquer cláusula específica 
relativa à entrada de mulheres
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. De igual modo, enquanto, na se-
gunda metade do século XIX, o acesso ao estudo do modelo nu por 
parte das mulheres artistas foi uma das principais razões invocadas 
para impedir a entrada de mulheres nas Academias de Belas-Artes 
parisienses ou londrinas, nas instituições equivalentes em Lisboa e 
no Porto, parece não se ter colocado o problema
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. O carácter pe-
riférico de Portugal em relação aos grandes centros de arte e uma 
menor institucionalização artística terão levado à existência de uma 
menor regulamentação que, paradoxalmente, acabou por beneficiar 
o acesso das mulheres ao ensino artístico.
Arte invísivel: pintoras portuguesas do século XVIII   
Se optámos por dar destaque ao caso de Elizabeth Vigée-Lebrun, é 
necessário ter em conta que muitos outros casos poderiam ser tra-
tados e que já existe uma extensa bibliografia sobre mulheres artis-
tas durante este período, sobretudo em língua inglesa e em língua 
francesa, mas também italiana. A proliferação de mulheres artistas 
em diferentes contextos nacionais também se reflectiu numa certa 
dispersão  historiográfica:  os  estudos  para  este  período  tendem  a 
centrar-se na individualidade da artista, ou numa abordagem de con-
textos nacionais específicos. Além das condicionantes implícitas a 
qualquer tentativa de estudar casos específicos de mulheres artistas 
em Portugal, existe a dificuldade acrescida de uma fragmentação nas 
referências à prática artística de mulheres ou a casos específicos de 
pintoras e de não se poder contar com uma base de estudos anterio-
res sobre o assunto, como acontece para outros contextos nacionais. 
Uma  abordagem  mais  tradicional  da  história  da  arte  construída  a 
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