Faculdade de Motricidade Humana



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2.4. Avaliação da Aptidão Cardiorrespiratória 
 
A  aptidão  cardiorrespiratória  está  relacionada  com  a  capacidade  de 
realizar  movimentos  que  envolvam  grandes  grupos  musculares,  dinâmicos, 
com  intensidade  moderada  a  vigorosa  por  longos  períodos  de  tempo  (ACSM, 
2014).  
Segundo  Barlow  et  al.  (2015),  a  aptidão  cardiorrespiratória  está 
inversamente relacionada com as causas de DCV. Desta forma, pode assumir-
se  que  a  aptidão  cardiorrespiratória  é  uma  importante  ferramenta  e  por  isso 
deve ser avaliada em programas de exercício (ACSM, 2014). 
A  aptidão  cardiorrespiratória  é  um  dos  preditores  mais  fortes  para 
eventos  cardiovasculares  e  para  ser  avaliada  é  necessário  realizar  a 
verificação  do  consumo  máximo  de  oxigénio  (VO
2máx
),  que  é  expresso  nas 
unidades  de  medida:  mL.kg
-1
.min
-1
  caso  seja  relativo  ou  mL.min
-1
  se  for 
absoluto.  (Khan  et  al.  2017).  O  VO
2máx
  é  obtido  através  do  débito  cardíaco 
máximo  (Q)  e  da  diferença  arteriovenosa  de  oxigénio  e  traduz  de  uma  forma 
muito aproximada a capacidade funcional do coração (ACSM, 2014).  
Os  protocolos  de  esforço  cardiopulmonares  fornecem  uma  diversidade 
de  informações  relativas  a  uma  avaliação  das  respostas  cardiovasculares, 
ventilatórias  e  metabólicas  ao  exercício,  auxiliando  no  diagnóstico  e 
prognóstico  de  patologias  (Ingle  et  al.  2015)  e  são  uma  ferramenta  útil  na 
avaliação  da  aptidão  cardiorrespiratória.  Antes  de  escolher  o  protocolo  a 
realizar devem ter-se em conta alguns aspetos, tais como: a finalidade do teste, 
a disponibilidade de material e de profissionais e o risco para o indivíduo; este 
último envolve uma variedade de contraindicações, tanto absolutas (ex.: IC não 
controlada)  como  relativas  (ex.:  hipertensão  arterial  não  controlada),  que 
devem  ser  tidas  em  consideração  (Ingle,  L.  et  al.  2015).  Estes  protocolos 
combinam exercício de intensidade máxima ou progressiva com a análise dos 
gases ventilatórios expirados durante o esforço realizado, o que permite definir 


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a  capacidade  funcional  e  as  limitações  do  indivíduo  analisado  (Ingle  et  al. 
2015). 
Torna-se  fundamental  selecionar  o  protocolo  mais  adequado  para 
determinar  as  variáveis  pretendidas,  seja  ele  realizado  em  cicloergómetro  ou 
passadeira.  No  entanto  e  de  acordo  com  as  investigações  de  Ingle  et  al. 
(2015), é necessário considerar que as principais variáveis de interesse têm um 
atraso  significativo  relativamente  às  taxas  de  trabalho,  sendo  preferível  a 
utilização de protocolos que tenham pequenos incrementos de carga em cada 
estágio.  Se  for  escolhido  um  protocolo  em  que  a  taxa  de  trabalho  é  sujeita  a 
grandes  incrementos,  a  acumulação  de  lactato  devida  ao  esforço  realizado 
pode  levar  a  uma  paragem  do  teste  muito  precoce  (<8  minutos)  e  não  será 
possível  avaliar,  com  clareza,  as  variáveis  pretendidas,  nomeadamente  o 
VO
2máx
. (Ingle et al. 2015). 
Em  seguida,  serão  apresentados  alguns  protocolos  de  esforço  que 
permitem  determinar  a  aptidão  cardiorrespiratória  e  descritos  os  que  foram 
utilizados  nas  atividades  de  estágio,  bem  como  o  equipamento  utilizado  em 
cada um deles. 
 



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