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Desmitologização

Uma das “mitologizações” que Angela Carter questiona é a “masculinidade”. Outra é a “femininidade”. “Women tend to be raised with a monolithic notion of "maleness", just as men are raised with the idea of a single and undifferentiated femininity. Stereotyping. Real men, especially when approached by women acting in ways they're not supposed to act, can behave like fifteen-year-old girls in the photo story magazines. This can come as a shock.” Angela Carter, citada por Patricia Juliana Smith, em Smith, Patricia Juliana (1994), “All you need is Love – Angela Carter’s novel of the sixties sex and sensibility”. Review of Contemporary Fiction, 14, 3, 24.

Quando questionada sobre o que quer dizer quando está no ramo da desmitologização, e não no da remitologização, Angela Carter responde, na já citada entrevista a Anna Katsavos, que está a tentar descobrir o significado de certas imagens, ou certas configurações de imagens na nossa sociedade, na nossa cultura (e questioná-las, subvertendo-as).

Referindo-se a uma personagem de “Nights at the Circus”, Fevvers, criada à imagem de Juliette, de Sade, que era uma mulher que devia ter asas para renovar o mundo, segundo Guilliaume Apollinaire, Angela Carter diz que o que se tem de fazer é mudar as regras e fazer um jogo novo. É um pouco isso o que faz ao “desmitologizar”. O que Angela Carter faz é tentar responder à questão “e se?” “E se a minha mãe tivesse um caso com um homem que eu achava ser o meu tio?” “E se eu descobrisse que o meu namorado tinha mudado de sexo?” Não interessa tanto discutir ideias e sim o “aqui e agora”.





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