Faculdade de letras universidade do porto



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A Perda da Mãe

“Nos romances de Carter de 1960, a perda de uma Inglaterra industrializada e imperialista, como a perda de uma mãe para uma criança, é experienciada não só como a perda de algo. É experienciada também como a presença de algo mais, a presença de algo tangível e assustador.” Peach, Linden (1998), “Introduction”, in Peach, Linden, Angela Carter. New York, MacMillan Modern Novelists, 15. (tradução minha)

Dada a natureza da obra de Carter, adequa-se discutir a sua perceção da Inglaterra do pós-guerra em termos de psicanálise, diz Linden Peach, em Angela Carter. Todos os seus romances, designadamente, estas três short stories demonstram um interesse, quanto mais não seja, cético relativamente à psicanálise e às maneiras como tem influenciado o nosso pensamento acerca de nós próprios, das nossas identidades, da nossa sexualidade e das nossas relações com os outros.

Angela Carter acaba por fazer colapsar o mundo real dos sentidos e o mundo de fantasia um sobre o outro. Mas há mais uma razão para que a sensação de perda que Carter experimentou relativamente à Inglaterra do pós-guerra possa ser analisada em termos de experiência que uma criança pode ter da perda da sua mãe.

Ao mesmo tempo que há uma ausência de mães na ficção carteriana, exceção feita a dois destes três contos, que têm mães como personagens centrais, há uma série de personagens que experimentam a perda das suas mães. Há uma ligação que se estabelece entre a ausência de figuras maternas nos romances de Carter, a predominância de personagens que perderam as mães e um contínuo interesse nas primeiras romances pela melancolia.




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