Exercícios com Gabarito de Português Verbo, Substantivo e Adjetivo



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Exerc cios com Gabarito de Portugu s Verbo, Substantivo e Adjeti
BOOK 345 - Enfermeiro
(Prata, Mario. Revista Época. São Paulo. Editora Globo, Nº- 
324, 02 de agosto de 2004, p. 99) 
É exemplo de frase em que o sujeito é representado por 
um substantivo sobrecomum: 
a) “E deixo aqui uns versinhos do Neruda para as minhas 
leitoras de 30 e 40 anos (e para todas):” 
b) “Eu matava o cara!” 
c) “Mas a frase me veio à cabeça agora, porque eu gosto 
demais dela.” 
d) “Quando o Chico Buarque escreveu o verso acima, ainda 
não tinha o ‘que você nem leu’.“ 
e) “No meio de uma separação, um dos cônjuges (me 
desculpe a palavra) me solta esta...“ 
172) (IBMEC-2006) 
Um homem de consciência 
“Chamava-se João Teodoro, só. O mais pacato e modesto 
dos homens. Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito 
apenas: não dar o mínimo valor a si próprio. Para João 
Teodoro, a coisa de menos importância no mundo era João 
Teodoro. 
Nunca fora nada na vida, nem admitia a hipótese de vir a 
ser alguma coisa. E por muito tempo não quis nem sequer 
o que todos ali queriam: mudar-se para terra melhor. 
Mas João Teodoro acompanhava com aperto de coração o 
deperecimento visível de sua Itaoca. 
Isto já foi muito melhor, dizia consigo. Já teve três médicos 
bem bons — agora só um e bem ruinzote. Já teve seis 
advogados e hoje mal dá serviço para um rábula ordinário 
como o Tenório. Nem circo de cavalinhos bate mais por 
aqui. A gente que presta se muda. Fica o restolho. 
Decididamente, a minha Itaoca está se acabando… 
João Teodoro entrou a incubar a idéia de também mudar-
se, mas para isso necessitava dum fato qualquer que o 
convencesse de maneira absoluta de que Itaoca não tinha 
mais conserto ou arranjo possível. 
— É isso, deliberou lá por dentro. Quando eu verificar que 
tudo está perdido, que Itaoca não vale mais nada de nada 
de nada, então arrumo a trouxa e boto-me fora daqui. 
Um dia aconteceu a grande novidade: a nomeação de João 
Teodoro para delegado. Nosso homem recebeu a notícia 
como se fosse uma porretada no crânio. Delegado ele! Ele 
que não era nada, nunca fora nada, não queria ser nada, 
não se julgava capaz de nada… 
Ser delegado numa cidadezinha daquelas é coisa 
seriíssima. Não há cargo mais importante. É homem que 
prende os outros, que solta, que manda dar sovas, que vai 
à capital falar com o governo. Uma coisa colossal ser 
delegado — e estava ele, João Teodoro, de-le-ga-do de 
Itaoca!… 
João Teodoro caiu em meditação profunda. Passou a noite 
em claro, pensando e arrumando as malas. Pela 
madrugada botou-os num burro, montou no seu cavalo 
magro e partiu. 
— Que é isso, João? Para onde se atira tão cedo, assim de 
armas e bagagens? 
— Vou-me embora, respondeu o retirante. Verifiquei que 
Itaoca chegou mesmo ao fim. 
— Mas, como? Agora que você está delegado? 
— Justamente por isso. Terra em que João Teodoro chega 
a delegado, eu não moro. Adeus. 


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E sumiu.“ 
(Lobato, Monteiro. Cidades Mortas. São Paulo, Editora 
Brasiliense, 2004, 26ª- edição, p. 167-8) 
Assinale o período que apresenta, respectivamente, 
substantivo e adjetivo flexionados em grau. 
a) “Já teve três médicos bem bons — agora só um e bem 
ruinzote.” 
b) “Ser delegado numa cidadinha daquelas é coisa 
seriíssima.” 
c) “Honestíssimo e lealíssimo, com um defeito apenas: não 
dar o mínimo valor a si próprio.” 
d) “O mais pacato e modesto dos homens.” 
e) “Pela madrugada botou-as num burro, montou no seu 
cavalo magro e partiu.” 
173) (IBMEC-2006) 
A busca da felicidade 
Ser feliz é provavelmente o maior desejo de todo ser 
humano. Na prática, ninguém sabe definir direito a palavra 
felicidade. Mas todos sabem exatamente o que ela 
significa. Nos últimos tempos, psicólogos, neurocientistas e 
filósofos têm voltado sua atenção de modo sistemático 
para esse tema que sempre fascinou, intrigou e desafiou a 
humanidade. 
As últimas conclusões a que eles chegaram são o tema de 
uma densa reportagem escrita pelo redator-chefe de 
ÉPOCA, David Cohen, em parceria com a editora Aida 
Veiga. O texto, conduzido com uma dose incomum de bom 
humor, inteligência e perspicácia, contradiz várias noções 
normalmente tidas como verdade pela maior parte das 
pessoas. A felicidade, ao contrário do que parece, não é 
mais fácil para os belos e ricos. 
A maioria dos prazeres ao alcance daqueles que possuem 
mais beleza ou riqueza tem, segundo as pesquisas, um 
impacto de curtíssima duração. Depois de usufruí-los, as 
pessoas retornam a seu nível básico de satisfação com a 
vida. Por isso, tanta gente parece feliz à toa, enquanto 
tantos outros não perdem uma oportunidade de reclamar 
da existência. 
Mesmo quem passa por experiências de impacto decisivo, 
como ganhar na loteria ou perder uma perna, costuma 
voltar a seu estado natural de satisfação. Seria então a 
felicidade um dado da natureza, determinado 
exclusivamente pelo que vem inscrito na carga genética? 
De acordo com os estudos, não é bem assim. Muitas 
práticas vêm tendo sua eficácia comprovada para tornar a 
vida mais feliz: ter amigos, ter atividades que exijam 
concentração e dedicação completas, exercer o controle 
sobre a própria vida, ter um sentido de gratidão para com 
as coisas ou pessoas boas que apareçam, cuidar da saúde, 
amar e ser amado. Uma das descobertas mais fascinantes 
dos pesquisadores é que parece não adiantar nada ir atrás 
de todas as conquistas que, segundo julgamos, nos farão 
mais felizes. Pelo contrário, é o fato de sermos mais felizes 
que nos ajuda a conquistar o que desejamos. 
Nada disso quer dizer que os cientistas tenham descoberto 
a fórmula mágica nem que tenha se tornado fácil descobrir 
a própria felicidade. Olhando aqui de fora, até que David e 
Aida parecem felizes com o resultado do trabalho que 
fizeram. Agora, é esperar que esse resultado também 
ajude você a se tornar mais feliz. 
(Gurovitz, Hélio. Revista ÉPOCA. Editora Globo, São Paulo. 
Número 412, 10 de abril de 2006, p. 6) 
Sobre a palavra felicidade é correto afirmar que: 
a) É um substantivo abstrato formado por derivação sufixal 
e composto por dez letras e dez fonemas. 
b) É um substantivo derivado formado por derivação 
imprópria e composto por dez letras e cinco fonemas. 
c) É um adjetivo formado por derivação imprópria e 
composto por dez letras e dez fonemas. 
d) É um adjetivo formado por derivação progressiva e 
composta por dez letras e dez fonemas. 
e) É um substantivo comum formado por derivação 
parassintética e composto por dez letras e nove fonemas. 
174) (ITA-2002) 
Beber é mal, mas é muito bom. 
(FERNANDES, Millôr. Mais! Folha de S. Paulo, 5 ago. 2001, 
p. 28.) 
A palavra “mal”, no caso específico da frase de Millôr, é: 
a) adjetivo.
b) substantivo.
c) pronome. 
d) advérbio. 
e) preposição. 
175) (ITA-2003) 
Durante a Copa do Mundo deste ano, foi 
veiculada, em programa esportivo de uma emissora de TV, 
a notícia de que um apostador inglês acertou o resultado 
de uma partida, porque seguiu os prognósticos de seu 
burro de estimação. Um dos comentaristas fez, então, a 
seguinte observação: “Já vi muito comentarista burro,mas 
burro comentarista é a primeira vez.” 
Percebe-se que a classe gramatical das palavras se altera 
em função da ordem que elas assumem na expressão. 
Assinale a alternativa em que isso NÃO ocorre: 
a) obra grandiosa 
b) jovem estudante 
c) brasileiro trabalhador 
d) velho chinês 
e) fanático religioso 
176) (Mack-2007) 
Há exatamente dois anos, parei de 
fumar. Desde então, só fumei uns três charutos 
incompletos. Em casamentos. E dos bons. 
Depois de um ano, você é considerado um ex por muitos 
pneumologistas. A vontade passou. Você está com outra 
cara. A pele melhorou. O otimismo reacende. Você até 


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acha que o Brasil tem jeito, que o pessoal reclama de 
barriga cheia. Falando em barriga... 
Você não se importa em engordar um pouquinho? 
Marcelo Rubens Paiva 
Afirma-se, com correção, que: 
a) o adjetivo bons (linha 02) só pode se referir a 
casamentos, apesar de charutos ser outra forma no 
masculino e no plural presente no parágrafo. 
b) em uns três (linha 02), o termo destacado confere 
precisão à quantificação apresentada. 
c) exatamente (linha 01) pode ser substituído por 
“corretamente”, sem alterar o sentido original. 
d) ex (linha 03) tem valor de substantivo, como em “O 
novo campeão cumprimentou o ex”. 
e) até (linha 05) indica um limite físico extremo, como em 
“Está envolvido, até o pescoço, em irregularidades”. 
177) (UEL-1995) 
Assinale a letra correspondente à 
alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase 
apresentada. 
É nas ..... do Palácio que ocorrem, por motivos ....., as 
disputas do poder de influência sobre o Presidente. 
a) antes-sala - quaisquer. 
b) ante-salas - qualquer. 
c) antes-salas - quaisquer. 
d) antes-salas - qualquer. 
e) ante-salas - quaisquer. 
178) (UEPB-2006) 
“Como agravante temos nessa região 
pobre uma taxa de crescimento demográfico mais rápido 
do país e dificilmente igualada.” (Correio da Paraíba, 
24/05/05) 
A compreensão do fragmento acima está prejudicada 
devido a uma ambigüidade na estrutura oracional, 
provocada pela inadequada distribuição dos substantivos e 
adjetivos em destaque no texto. Apresentamos, abaixo, 
outras versões (de I a IV) para expressar a informação. 
I.
“Como agravante, temos, nessa região pobre do 
país, uma alta taxa de crescimento demográfico, 
dificilmente igualada.” 
II.
“Como agravante, temos nessa região pobre do 
país um rápido crescimento demográfico, dificilmente 
igualado.” 
III. 
“Como agravante temos nessa região pobre uma 
taxa de crescimento demográfico do pais mais rápido e 
dificilmente igualada.” 
IV.
“Como agravante, temos nessa região pobre uma 
taxa de crescimento demográfico mais rápida do país e 
dificilmente igualado.” 
Indique a alternativa que contém a(s) versão(ões) que 
expressa(m), claramente, a informação do texto: 
a) Apenas II e IV. 
b) Apenas I. 
c) Apenas III e IV. 
d) Apenas I e II. 
e) Apenas III. 
179) (UFSCar-2005) 
Tanta Tinta 
Ah! menina tonta, 
toda suja de tinta 
mal o sol desponta! 
(Sentou-se na ponte,muito desatenta … 
E agora se espanta: 
Quem é que a ponte pinta 
com tanta tinta?…) 
A ponte aponta 
e se desaponta. 
A tontinha tenta 
limpar a tinta, 
ponto por ponto 
e pinta por pinta … 
Ah! a menina tonta 
Não viu a tinta da ponte! 
(Cecília Meireles, Ou isto ou aquilo.) 
Esse poema faz parte de uma coleção dedicada por Cecília 
Meireles às crianças. 
a) Cite um dos principais recursos estilísticos nele 
utilizados.Exemplifique. 
b) A que classe de palavra pertence a palavra tontinha, no 
texto? Cite uma de suas funções na construção desse 
texto. 
180) (UNICAMP-2006) 
Os quadrinhos a seguir fazem parte 
de um material publicado na Folha de S. Paulo em 17 de 
agosto de 2005, relativo à crise política brasileira, que teve 
início em maio do mesmo ano. 
 
No quadrinho de Caco Galhardo, outras associações com a 
crise política podem ser observadas. 
a) “Vossa Excelência me permite um aparte” é uma 
expressão típica de um espaço institucional. Qual é esse 
espaço e quais as palavras que permitem essa 
identificação? 


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b) A expressão ‘um aparte’ pode ser segmentada de outra 
maneira. Qual a expressão resultante dessa segmentação? 
Explique o sentido de cada uma das expressões. 
c) Levando em consideração as relações entre as imagens e 
as palavras, explique como se constrói a interpretação do 
quadrinho. 
181) (Unifesp-2003) 
A questão a seguir baseia-se em duas 
tirinhas de quadrinhos, de Maurício de Sousa (1935-), e na 
“Canção do exílio”, de Gonçalves Dias (1823-1864). 

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