Exercícios com Gabarito de Português Verbo, Substantivo e Adjetivo


partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco



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Exerc cios com Gabarito de Portugu s Verbo, Substantivo e Adjeti
BOOK 345 - Enfermeiro

partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco 
esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em 
quando ele pode trazer. Quem espera mais do que isso 
sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de 
ser alegre, igual, irmão, criança. E sem soltar a criança, 
nenhum amor é bonito. 
05 
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da 
opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a 
cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre. 
Recomendam-se: encabulamentos, ser pego em flagrante 
gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a 
convivência com teorizações; adiar sempre, se possível 
com beijos, 'aquela conversa importante que precisamos 
ter'; arquivar, se possível, as reclamações pela pouca 
atenção recebida. Para quem ama, toda atenção é sempre 
pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode 
ser toda a atenção possível. Quem ama bonito não gasta o 
tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. 
06 
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, 
pobres escritores que vemos a vida como a criança de 
nariz encostado na vitrina cheia de brinquedos dos nossos 
sonhos); não teorize sobre o amor; ame. Siga o destino dos 
sentimentos aqui e agora. 
07 
Não tenha medo exatamente de tudo o que você 
teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a 
sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a 
verdade do tamanho do amor que sente. 
08 
Jogue por alto todas as jogadas, estratagemas, 
golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é 
sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção 
e carência, exatamente aquele você que a vida impede de 
ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. 
Falando besteira, mas criando sempre. Gaguejando flores. 
Sentindo coração bater como no tempo do Natal infantil. 
Revivendo os carinhos que intuiu em criança. Sem medo 
de dizer eu quero, eu gosto, eu estou com vontade. 
09 
Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou 
fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo o seu amor, 
ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases 
não altera o produto), sempre que ele seja a mais 
verdadeira expressão de tudo o que você é, e nunca: 
deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser. 
10 
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. 
Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide 
agora da formas. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do 
cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o 
suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim 
poder começar a tentar fazer o outro feliz". 
(TÁVOLA, Arthur da. Para quem quer aprender a amar. In: 
COSTA, Dirce Maura Lucchetti et al. Estudo de texto: 
estrutura, mensagem, re-criação. Rio, DIMAC, 1987. P. 25-
6) 
Flexiona-se como "enfeia", parágrafo 3, o verbo:
a) afiar. 
b) agraciar. 
c) balbuciar. 
d) galantear. 
110) (UECE-2002) 
AS IRACEMAS DO CEARÁ 
Em pleno domingo, ao pino do sol, procurávamos, 
entre o pouco verde que ainda resta, entre as pequenas 
estradas de Caucaia, a índia que recebera o mesmo nome
da virgem dos lábios de mel de José de Alencar. Ao 
encontrá-la, algumas semelhanças nos vêm à mente. Os 
cabelos são negros como asa de graúna só que ficam 
presos no topo da cabeça. O pé é pequeno e grácil, mas 
não aparece nu e sim calçado em uma chinela de borracha. 
Está ali uma outra Iracema, está ali também o retrato das 
índias de agora, longe do traço romanesco do poeta-
romancista.Esta Iracema, de sobrenome Matos Mesquita, 
traça uma história diferente daquela dos seus 


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antepassados (...).Até pouco tempo atrás ensinava os guris 
da aldeia da Lagoa, embaixo de uma cajazeira. Iracema 
trocou os livros e as cantigas de meninos para tornar-se 
agente de saúde. “O trabalho da índia não é mais diferente 
do da mulher branca. Antes, ela ia para a mata, plantava e 
fazia artesanato. Agora, algumas vendem frutas e peixes 
em Fortaleza e outras ou são professoras ou apenas 
domésticas”, explica Iracema. Da antiga imagem das 
mulheres de seios de fora, saia de palha e cocar na cabeça 
resta muito pouco. As mulheres indígenas não esperam 
mais aquilo que a terra sob os pés tem a oferecer. (...) 
Apenas algumas índias conhecem a saga da virgem dos 
lábios de mel. “Nós fomos abandonados como a Iracema 
do livro. Só que abandonados pelas autoridades. Hoje, a 
situação está mudando um pouco porque não ficamos 
mais calados e descobrimos que temos direitos. E estamos 
lutando por eles”, enfatiza a Iracema dos Tapebas. (Ana 
Naddaf e Marisa A. de Britto Xavier. O POVO. (18/4/1999) 
No texto, que constitui um relato, supõe-se que todos os 
fatos referidos ocorreram num tempo anterior ao da 
enunciação (o momento da produção do relato). 
Considerando-se então a perspectiva das autoras, pode-se 
dizer que as formas verbais procurávamos, recebera e vêm
indicam, respectivamente, 
a) passado remoto, passado recente, passado 
intermediário 
b) passado intermediário, passado remoto, presente 
c) passado remoto, passado intermediário, presente 
d) passado intermediário, passado remoto, passado 
recente 
111) (UECE-2002) 
HERANÇA 
- Vamos brincar de Brasil? 
Mas sou eu quem manda 
Quero morar numa casa grande 
... Começou desse jeito a nossa história. 
Negro fez papel de sombra. 
E foram chegando soldados e frades 
Trouxeram as leis e os Dez-Mandamentos 
Jabuti perguntou: 
“- Ora é só isso?” 
Depois vieram as mulheres do próximo 
Vieram imigrantes com alma a retalho 
Brasil subiu até o 10º andar 
Litoral riu com os motores 
Subúrbio confraternizou com a cidade 
Negro coçou piano e fez música 
Vira-bosta mudou de vida 
Maitacas se instalaram no alto dos galhos 
No interior 
o Brasil continua desconfiado 
A serra morde as carretas 
Povo puxa bendito pra vir chuva 
Nas estradas vazias 
cruzes sem nome marcam casos de morte 
As vinganças continuam 
Famílias se entredevoram nas tocaias 
Há noites de reza e cata-piolho 
Nas bandas do cemitério 
Cachorro magro sem dono uiva sozinho 
De vez em quando 
a mula-sem-cabeça sobe a serra 
ver o Brasil como vai 
Raul Bopp 
Considerando-se as formas verbais empregadas no poema, 
constata-se que o pretérito perfeito dialoga com o 
presente, de modo a permitir a divisão do texto em duas 
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