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GRUPO I A APOLOGIA DA RAZÃO HUMANA NO PENSAMENTO EUROPEU DO SÉCULO XVIII



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GRUPO I

A APOLOGIA DA RAZÃO HUMANA NO PENSAMENTO EUROPEU DO SÉCULO XVIII

O ideário dos iluministas, segundo d’Holbach, na Enciclopédia (1751-1772)

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Os representantes de uma nação são cidadãos escolhidos que […] estão encarregados pela 

sociedade de falar em seu nome, de estipular os seus interesses, de impedir que a oprimam, 

de contribuir para a administração. […]

Sob o governo feudal, a nobreza e o clero tiveram durante muito tempo o direito exclusivo de 

falar em nome de toda a nação, ou de serem os seus únicos representantes. O povo, formado 

[…] pela parte mais numerosa, mais trabalhadora e mais útil da sociedade, não tinha por si o 

direito de falar; foi forçado a receber, sem murmurar, as leis que alguns grandes combinaram 

com o soberano. […] Só depois de os reis terem suportado durante muito tempo os excessos 

de uma nobreza arrogante e as iniciativas de um clero muito rico e independente, deram 

alguma influência à nação nas assembleias que decidiram do seu destino. […] Precisou-se de 

leis […].

 Só gradual e muito lentamente é que os governos ganharam estabilidade; baseados 

inicialmente na força, só se podem manter assentes em leis justas que assegurem as 

propriedades e os direitos de cada cidadão, e que os defendam da opressão; […] não pode 

haver sociedade duradoura se os direitos de cada um não forem protegidos do poder que 

quer sempre abusar; esteja em que mãos estiver, o poder torna-se funesto se não estiver bem 

limitado […].

Um monarca não pode usufruir de um verdadeiro poder se não governa súbditos felizes e 

voluntariamente unidos; para que o sejam, é preciso […] nunca sacrificar os interesses de 

todos aos de uma minoria e dar atenção às necessidades de todas as ordens. Nenhum 

homem é capaz, sem conselhos, sem auxílio, de governar uma nação inteira; nenhuma ordem 

no Estado pode ter a capacidade de conhecer as necessidades dos outros; por isso o 

soberano deve ouvir todos os súbditos […]; mas para que os súbditos se expliquem sem 

tumulto, convém que tenham representantes, ou seja, cidadãos mais esclarecidos que os 

outros, cujas posses os liguem à pátria, cuja posição os coloque em situação de sentir as 

necessidades do Estado. […] 

Os representantes garantem o respeito pelo povo de quem deriva o seu poder […] e [cujos] 

direitos são direitos da nação, imprescritíveis e inalienáveis; por menos atenção que se dê à 

razão, ela provará facilmente que o povo pode […] destituir os representantes que o traiam, 

que abusem dos seus poderes.

Identificação da fonte

Paul-Henri Thiry, barão d’Holbach, «Representantes», in A Enciclopédia  Textos Escolhidos, Lisboa, Editorial Estampa, 1974, pp. 169-175 

(adaptado)



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