Etnografia e seus sujeitos



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adm, R.I.C.-2004-7


Revista de Iniciação Científica da FFC, v.4, n.1, 2004.
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A ANTROPOLOGIA PÓS-MODERNA: UMA NOVA CONCEPÇÃO DA 
ETNOGRAFIA E SEUS SUJEITOS
1
 
 
Patrícia JORDÃO
2
RESUMO 
 
A hermenêutica e a pós-modernidade antropológica, como metodologias científicas, ocupam 
uma parcela significativa na maneira de refletir dos autores pós-modernos, em especial, os 
norte-americanos, acarretando, consequentemente, uma nova forma de abordagem na relação 
sujeito-objeto na pesquisa de campo e no estilo etnográfico. Neste trabalho apresenta-se um 
panorama do fazer e pensar antropológicos pós-moderno americano, abordando os seus 
principais representantes e analisando os limites e as possibilidades da relação sujeito-objeto 
na prática da pesquisa de campo e no texto etnográfico. 
Palavras-chave:
 Etnografia; hermenêutica; pós-moderno; antropologia; ciência. 
Neste texto pretendemos abordar alguns aspectos históricos das condições de 
produção do trabalho antropológico e mostrar de que maneira o ideal do pós-modernismo, 
como filosofia de uma época, tem se formado em termos de uma concepção na antropologia
de seu objeto e de seus praticantes. Faremos isso a partir da perspectiva da relação sujeito-
objeto na prática de campo e no texto etnográfico.
A tradição do trabalho de campo intensivo na antropológica acontece a partir da 
publicação dos Argonautas do Pacifico Ocidental (1922), trabalho realizado com os habitantes 
das Ilhas Trobriand na Nova Guiné, com Bronislaw Kaspar Malinowski. Foi aluno de 
Durkheim e considerava-se seu discípulo. Com isto a questão da objetividade na disciplina 
1
Os dados deste artigo foram obtidos do 4º capítulo da minha Dissertação de Bacharelado concluído em 1999, 
pela UNESP – Câmpus de Marília. Apresentação em eventos: 51ª Reunião Anual – SBPC (Sociedade Brasileira 
para o Progresso da Ciência), realizada de 11 a 16 de julho de 1999; 6ª Jornada de Iniciação Cientifica, realizada 
em Marília, nos dias 13 e 14 de setembro de 1999; XI Congresso de Iniciação Cientifica da UNESP nos dias 
10,11 e 12 de novembro de 1999; 52ª Reunião Anual - SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) 
realizada de 9 a 14 de julho de 2000. 
2
Aluna do Curso de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia e Ciências – UNESP – Câmpus de Marília – 
17525-900 – Marília – SP – Brasil. Orientadora: Profª. Dr.ª Christina de Rezende Rubim, Departamento de 
Sociologia e Antropologia da UNESP – Marília.


Revista de Iniciação Científica da FFC, v.4, n.1, 2004.
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ganha autoridade e aparentemente alcança o mesmo status das ciências exatas. Ciente da 
necessidade de legitimar o fazer antropológico, o autor empenha-se na tentativa de reproduzir 
a realidade, tal como ela se apresenta através da pesquisa de campo. 
De outro lado, alguns críticos atuais da antropologia que se auto-denominam de 
pós-modernos
3
, radicalizam no seus ataques à disciplina, propondo a própria desconstrução 
deste fazer e pensar na antropologia. Para eles, a ciência não passa de uma construção 
ideológica. Qualquer conhecimento objetivo do real é mera ilusão, o que muitas vezes nos 
leva necessariamente ao niilismo antropológico
4
, apresentando-se como uma proposta 
eminentemente estéril e segundo alguns de seus críticos, como por exemplo Carlos Reynoso 
(1991) e ao relativismo exacerbado. 

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