Estudo de caso



Baixar 1.42 Mb.
Pdf preview
Página11/29
Encontro30.06.2021
Tamanho1.42 Mb.
1   ...   7   8   9   10   11   12   13   14   ...   29
2 A COMPOSIÇÃO DO SISTEMA 

 

Segundo  Davenport  e  Prusak  (1998),  a  única  vantagem  sustentável  que  uma 



empresa tem é aquilo que ela coletivamente sabe, a eficiência com que ela usa o que 

sabe  e  a  prontidão  com  que  ela  adquire  e  emprega  novos  conhecimentos.  Estes 

devem  ser  os  pilares  do  sustento  de  um grupo,  pois  tornam  capazes  a  inovação  e  a 

renovação  fundamentais  tanto  para  a  existência  em  mercados  vorazes  quanto  em 

momentos  de  crise  e  recursos  escassos.  Isso  serve  como  base  para  a  execução  do 

Ciclo  PDCA  de  Shewhart,  como  vimos  nos  capítulos  anteriores  e  como  veremos  ser 

um  dos  motivadores  do  projeto  explicitado  no  estudo  de  caso.  Então,  baseando-se 

nisso,  em  gerenciar  aquilo  que  se  sabe  para  focar  em  uma  possível  ação  e  para 

constantes conferências dos números resultantes destas ações, um sistema elaborado 

para gestão à vista se faz extremamente útil. 

De  acordo  com  Cruz  (2002),  esta  gestão  do  conhecimento  pressupõe  um 

arquétipo  ideal  que  deve  apresentar  três  elementos  fundamentais:  o  fator 

comportamental  (modelos  de  gestão,  cultura  organizacional,  ambiente  de  trabalho  e 

fatores  éticos),  o  fator  informacional  (construindo  documentação  e  explicitando  o 

conhecimento através de processos, metodologias e best cases), e o fator tecnológico 

(softwares, hardwares, flexibilidade dos sistemas e acessibilidade).

  

 

Como  dito  nas  restrições  deste  estudo,  não  há  objetivo  em  se  aprofundar  na 



temática  comportamental  (como  a  legalidade  na  exposição  do  informações  e  nomes 

de  funcionários,  além  da  própria  estratégia  da  empresa  para  divulgação  de  certos 

dados). Sobre a temática informacional, muito foi dito no capítulo anterior e parte será 

exposta  nas  justificativas  do  estudo  de  caso  que  virá  a  seguir.  Por  fim,  este  capítulo 

pretende apontar os principais componentes dos fatores tecnológicos e se aprofundar 

em  características  de  algumas  opções  de  mercado,  para  melhor  compreensão  e 

exemplificação. 



34 

 

 



2.1 NECESSIDADES DO SISTEMA 

Antes de mais nada, para que se possa entender a composição de um sistema 

de gestão  à  vista,  se faz  fundamental  compreender  o  cenário  em que o  mesmo  está 

inserido,  as  necessidades  para  a  sua  execução  e  os  componentes  adjacentes  ao 

mesmo.  

De  acordo  com  Cameira  (2003),  a  intervenção  por  este  tipo  de  gestão  se  faz 

aplicável em situações que respeitem a  Arquitetura Integrada de Sistemas (AIS). Isto 

é, uma situação em que haja: 

1.  Uma mínima estrutura básica de rede de comunicação, hardware e 

banco de dados, servindo como suporte dos sistemas a seguir

2.  A apresentação: Um portal web-based para inputs de informações; 

3.  A aplicação: Os Sistemas Integrados de Gestão (SIGs), que são os 

sistemas responsáveis pelo controle em si dessas informações e; 

4.  A infraestrutura de integração de aplicações:  Plug-ins  sistêmicos e 

conectores dos sistemas. 

De maneira simplista, é como se fossem necessários um servidor e um banco 

de  dados  para  armazenar  as  informações,  uma  tela  de  interação  para  o  colaborador 

introduzir  as  informações  de  dada  situação,  um  sistema  em  si  que  contemple  as 

necessidades do processo em questão e uma infraestrutura que possibilite a interação 

entre diversos sistemas, se necessário. 




35 

 

 



 

Figura 5 - A visualização da Arquitetura Integrada de Sistemas 

Fonte: Adaptado de Cameira (2003) 

 

Se  pararmos  para  analisar  a  situação  de  um  sistema  de  gestão  à  vista  na 



estrutura acima, veremos que a correlação dos fatores e necessidades é grande. Em 

ambos  os  casos,  se  faz  necessário  o  controle  robusto  e  claro  dos  dados,  com 

possibilidades  de  interações  com  diversas  plataformas  (até  para  a  exposição  de 

dados, no caso de dashboards). 

Assim,  adaptando  esta  estrutura  de  AIS,  podemos  nos  aproximar  das 

necessidades  de  um  sistema  de  gestão  à  vista.  Para  seguir  a  análise  deste  projeto, 

dividiremos a estrutura da AIS de maneira exposta a seguir. 



36 

 

 



 

Figura 6 - Visualização da Gestão à Vista dentro da AIS 

Fonte: Adaptado de Cameira (2003)

 

 

 



Deste modo, o “fator tecnológico” citado por Cruz (2002), se observado sob o 

prisma  de  um  projeto  de  gestão  à  vista  e  sob  a  Arquitetura  Integrada  de  Sistemas 

mencionada por Cameira (2003), pode ser agrupado em três principais vertentes: 

I. 


Os sistemas de gestão e suas interfaces; 

II. 


Os plug-ins que permitem manuseio, envio e exposição de dados, e; 

III. 


A  infra-estrutura  básica  de  servidores,  redes,  hardwares  e  alguns 

softwares. 

Como dito na Introdução deste projeto, o objetivo ao falar da composição dos 

sistemas  é  apontar  características  dos  mesmos  que  facilitem 

–  ou  pelo  menos 

embasem 

–  a  escolha  por  um  deles.  Portanto,  a  discussão  de  hardwares

 

do  item  III 



acima  não  será  aprofundada,  visto  que  não  é  desejoso  apontar,  por  exemplo, 


37 

 

 



melhores  monitores  para  exibição  de  dashboards.  No  mais,  a  discussão  sobre  os 

sistemas dos itens I e II será aprofundada a seguir.

  

 

2.2 



“COLETAR”, A PRIMEIRA PARTE: OS SISTEMAS DE GESTÃO 

 




Compartilhe com seus amigos:
1   ...   7   8   9   10   11   12   13   14   ...   29


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal