Esportes e o cérebro o surpreendente resultado da autópsia em cérebro de atleta que matou amigo e se suicidou na prisão



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Encontro08.10.2019
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'Cavernas' no cérebro

O cérebro de Hernandez foi levado ao Hospital da Universidade de Boston em uma espécie de operação secreta, para evitar que o caso atraísse a atenção de fãs e curiosos.

De acordo com o jornal The New York Times, o órgão foi levado para um laboratório fora de Boston e ganhou um pseudônimo.

Só três pessoas da equipe da neuropatologista Ann McKee - que há anos estuda a doença em jogadores de futebol americanos - conheciam a identidade do dono do órgão.

Ao fatiar o cérebro em pedaços de cerca de 1,3 centímetros, os pesquisadores perceberam as "cavernas" de tamanho incomum em meio ao órgão - que se expandiram na medida em que o tecido cerebral diminuía.

De acordo com Paulo Caramelli, o visual é incomum porque em uma pessoa de 27 anos, as dobras do cérebro preenchem praticamente todo o espaço do crânio.

A equipe de McKee também observou que o septo pelúcido, uma membrana que divide os dois lados do cérebro, estava perfurada - algo que costuma acontecer com pacientes de ETC por causa do trauma repetido na cabeça.

O principal sinal da doença, no entanto, só foi encontrado quando os pesquisadores colocaram o cérebro de Hernandez no microscópio - o acúmulo da proteína tau, que mata as células nervosas.

A proteína ocorre normalmente no cérebro e é uma espécie de "cimento" que dá estabilidade ao sistema de transporte de substâncias dentro da célula nervosa, segundo Caramelli.

"Em algumas doenças degenerativas, como o Alzheimer e a ETC, ela modifica sua estrutura e perde a função. Aí o neurônio não consegue funcionar e morre", explica.

O processo faz com que as conexões entre as áreas cerebrais que processam determinadas funções, como as emoções e a memória, deixem de funcionar normalmente.

No caso de Hernandez, a proteína tau aparecia em todo o córtex frontal, a parte do cérebro que controla a tomada de decisões, os impulsos e a inibição. E se espalhava pela amídala, que regula emoções como medo e ansiedade, e por outras partes do cérebro como o hipocampo, estrutura considerada a principal sede da memória e parte do sistema límbico (responsável por comportamentos sociais).






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