Especial, P. 358-372, out 2014 358 artigo de opiniãO



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O PMAQ-AB como 

avaliação de si e dos 

efeitos de diversas ações e 

programas

O  PMAQ-AB  é,  também,  um  processo  de 

avaliação do grau de implantação de diversas 

ações  propostas  por  ele  próprio  e  por  pro-

gramas de tantas outras áreas que integram 

a Política Nacional de Saúde (PNS). Segundo 

Pinto, Sousa e Florêncio 

(2012)


, o PMAQ-AB 

induz,  avalia  e  acompanha  a  implantação  e 

o desenvolvimento, ao mesmo tempo, de di-

versas  outras  ações  que  compõem  a  PNAB, 

exatamente  as  mais  estratégicas,  que,  por 

esse motivo, foram priorizadas no programa. 

Isso  se  dá,  justamente,  por  combinar,  num 

desenho  cíclico  e  continuado,  ações  de  au-

toavaliação 

(BRASIL, 2011C; 2011D)

,  monitoramen-

to de indicadores 

(BRASIL, 2011C)

 e avaliação de 

processos implantados e resultados alcança-

dos


 (BRASIL, 2011C; 2011E)

.

Destacaremos alguns processos que são for-



temente estimulados pelo PMAQ-AB para per-

ceber tanto como ele teve capacidade de indu-

zir a implantação e/ou desenvolvimento desses 

processos  nas  EqAB  participantes  quanto 

como ele permite acompanhar a evolução do 

que ele induz e avalia. Elegemos três grupos de 

padrões considerados prioritários pelo progra-

ma: o planejamento pelas EqAB de suas ações 

de  mudança;  a  implantação  do  acolhimento 

com  avaliação  de  risco  e  vulnerabilidade;  e  a 

implantação  pela  gestão  municipal  de  apoio 

institucional às equipes 

(BRASIL, 2011C; 2011D; 2011E)

É  importante  lembrar  que  os  padrões  foram 



divulgados  antes  da  realização  da  avaliação 

(BRASIL, 2011E)

, justamente para induzir o esforço 

das EqAB e gestões municipais de implantação 

dos padrões que seriam posteriormente objeto 

da Avaliação Externa.

O PMAQ-AB estimulou que as EqAB, após 

a realização da autoavaliação, recortassem de 

forma  interessada  os  problemas  e  priorizas-

sem, planejassem, pactuassem e acompanhas-

sem as ações de mudança 

(BRASIL, 2011C; 2011D)

.

Na Avaliação Externa do 1º ciclo, na pergun-



ta ‘nos últimos 12 meses a equipe realizou algu-

ma atividade de planejamento de suas ações?’, 

86,6% das EqAB responderam que sim, sendo 

que 72,4% delas mostraram o documento que 

continha o plano formulado, e 85,6% referiram 

ter recebido apoio da gestão local para a ativi-

dade. Mais um exemplo de indução de esforço 

combinado entre EqAB e gestão.

Consideremos  agora  os  dados  relaciona-

dos à implantação do acolhimento com ava-

liação  de  risco  e  vulnerabilidade,  ação  que 

exige  muita  mobilização  e  esforço  cotidia-

no  das  equipes  de  atenção  e  gestão  por  ser 

a introdução no cotidiano do serviço de um 

dispositivo  permanente  de  organização  do 

acesso e do processo de trabalho.

A Avaliação Externa mostrou que 80% das 

equipes  disseram  ter  implantado  o  acolhi-

mento, passando a fazer a escuta e a avalia-

ção de toda a demanda, 92,2% destas mostra-

ram reserva de vagas de consultas na agenda 

para  garantir  retaguarda  aos  casos  agudos, 

mas só 47,8% demonstraram a existência de 

protocolos de avaliação de risco e vulnerabi-

lidade para orientar essa avaliação.

Também  no  questionário  eletrônico, 

aplicado aos gestores 

(PINTO, 2013)

, temos evi-

dências não só de resultados dessa implan-

tação  como  também  do  quanto  as  mesmas 

foram  decorrentes  do  PMAQ-AB,  uma  vez 

que as perguntas pediram uma comparação 

entre as situações anterior e posterior ao 1º 

ciclo do PMAQ-AB.


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