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Castro Alves: “Navio negreiro”



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CAMPOS ESFERAS2-PARTE1-MIOLO-001-208
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Castro Alves: “Navio negreiro”
O poema épico dramático Navio negreiro foi escrito em São Paulo, em abril de 1869, e tem como subtítulo 
“Tragédia no mar”. Conheça a parte final.
6
a
Existe um povo que a bandeira empresta
P’ra cobrir tanta infâmia e cobardia!... 
E deixa-a transformar-se nessa festa 
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta, 
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto!...
Auriverde pendão de minha terra, 
Que a brisa do Brasil beija e balança, 
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança... 
Tu que, da liberdade após a guerra, 
Foste hasteado dos heróis na lança 
Antes te houvessem roto na batalha
Que servires a um povo de mortalha!...
Fatalidade atroz que a mente esmaga! 
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais!... Da etérea plaga 
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo! 
Andrada! arranca esse pendão dos ares! 
Colombo! fecha a porta dos teus mares!
ALVES, Castro. Navio negreiro. In: BARBOSA, Frederico (Org.). Cinco séculos de poesia: 
antologia da poesia clássica brasileira. São Paulo: Landy, 2000. p. 241-249.
1.
  Que relações de sentido há entre os dois últimos versos da terceira estrofe e os versos das outras estrofes em 
relação à bandeira como símbolo pátrio?

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