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Mulheres da tribo pintando o



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CAMPOS ESFERAS2-PARTE1-MIOLO-001-208
CAMPOS ESFERAS2-PARTE1-MIOLO-001-208
Mulheres da tribo pintando o 
Ibirapema e o rosto do prisioneiro 
para execução, gravura em cobre 
do flamengo Theodore de Bry, 1592.
canitar:
 adorno de penas que 
os índios usavam na cabeça, 
em solenidades.
coma:
 cabeleira abundante e 
crescida.
embira:
 qualquer casca ou 
cipó usado para amarrar.
enduape:
 ornamento de 
plumas de ema, usado pelos 
Tupinambá.
ignavo:
 covarde.
ignoto:
 ignorado.
leda:
 contente, alegre.
maça:
 bastão usado nos 
cortejos que precediam certos 
cerimoniais. 
maracá:
 chocalho usado 
pelos índios nas solenidades 
religiosas e guerreiras.
trigança:
 pressa.
Theodore de Bry. 1592. Gravura em cobre. Biblioteca municipal Mário de Andrade, São Paulo
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Capítulo 13 – O leitor literário da poesia romântica brasileira
I-Juca Pirama
O poema épico “I-Juca Pirama” foi publicado, em 1851, no livro Últimos cantos. Dividido em dez cantos, conta o 
lamento de um índio da tribo Tupi feito prisioneiro pelos guerreiros Timbira. O movimento do poema é marcado pela 
variação de metros e ritmos em diferentes combinações de estrofes.
O drama vivido por I-Juca Pirama contraria o heroísmo inflexível do índio convencional: ele se humilha para 
salvar a vida do pai cego e continuar guiando-o. O chefe Timbira manda libertá-lo, tripudiando-o diante do gesto 
covarde: “não queremos / com carne vil enfraquecer os fortes”. O jovem Tupi encontra o pai, que o maldiz por 
isso e o obriga a retornar à taba Timbira. Ele então se atira, valente, à luta contra a tribo inimiga, provando que 
não é um covarde. No último canto, depois de muito tempo, um velho Timbira conta para as crianças da tribo as 
qualidades heroicas do guerreiro Tupi. 
Esse é um dos mais famosos poemas indianistas de Gonçalves Dias, pois representa a valorização da cultura indígena.
F A Ç A   N O
CADERNO
1.
  Depois de ler o poema, observe atentamente a construção poética de Gonçalves Dias. No canto I:
a) como o eu poético descreve a tribo dos Timbira?
b) por que a tribo se prepara para um cerimonial antropofágico?
c) como o prisioneiro é preparado para o ritual?
2.
  O nome I-Juca Pirama significa “o que há de ser morto”, “o que é digno de ser morto”. Note que o título do 
poema demonstra que a antropofagia não significa ausência de valores, mas caracteriza determinada visão de 
mundo. Em que medida o título antecipa a narrativa do poema?
3.
  Qual é a importância de recuperar a figura do índio como herói da cultura brasileira?

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