Esferas2-parte1-miolo-001-208. pdf


Manifestações e manifestos



Baixar 32.12 Mb.
Pdf preview
Página272/371
Encontro24.07.2021
Tamanho32.12 Mb.
#16544
1   ...   268   269   270   271   272   273   274   275   ...   371
CAMPOS ESFERAS2-PARTE1-MIOLO-001-208
CAMPOS ESFERAS2-PARTE1-MIOLO-001-208
Manifestações e manifestos
Você já participou de alguma manifestação pública? Como estudante, já sentiu vontade de mobilizar colegas 
para fazer uma solicitação ou expressar a opinião do grupo sobre uma questão educacional ao diretor da escola 
ou ao secretário municipal ou estadual de Educação?
Como cidadão de seu bairro, já pensou em se unir aos vizinhos para reivindicar ao poder municipal a preser-
vação de uma praça pública, por exemplo?
FERNANDES, Millôr. Veja, São Paulo: Abril, ed. 184, 15 mar. 1972. p. 11. 
© Ivan Rubino Fernandes
D2_POR_EM_3046_V2_P1eP2_LA_001_368.indb   139
12/8/16   5:34 PM


140
Capítulo 11 – Gênero de manifestação pública: manifesto
Constantemente tomamos conhecimento, pela mídia, de pessoas que se agrupam em locais públicos para 
se manifestar sobre as mais variadas causas sociais. Citaremos um caso ocorrido na cidade de São Paulo, publi-
cado na primeira página de um jornal paulistano. Para os manifestantes, aparecer na primeira página é importan-
te, pois eles têm interesse na visibilidade de sua causa.
Observe que a notícia se constrói com foto e legenda.
FOLHA DE S.PAULO. São Paulo,  
2 dez. 2003. Capa.
Jorge Araújo/Folhapress
Editoria de Arte/Folhapress
PATRIMÔNIO. Artistas e vizinhos dão abraço simbólico no Theatro São Pedro, inaugurado em 
1917 na Barra Funda; sobrados que abrigam museu e administração vão ser demolidos.
1.
  Qual foi o gesto dos manifestantes e o que ele queria dizer?
Neste caso, o gesto coletivo de artistas e vizinhos alcançou o resultado pretendido: a não demolição dos 
sobrados. Às vezes, além do gesto, são usados outros recursos. Observe este exemplo.
F A Ç A   N O
CADERNO
Protesto ocorrido na cidade de Lyon, 
na França, em 2006.
Jean-Philippe Ksiazek/AFP
D2_POR_EM_3046_V2_P1eP2_LA_001_368.indb   140
12/8/16   5:34 PM


141
Texto, gênero do discurso e produção
A foto mostra a manifestação de estudantes franceses, em março de 2006, contra o projeto de lei do governo 
que criava o Contrato do Primeiro Emprego (CPE). Apresentado pelo primeiro-ministro Dominique de Villepin, 
esse contrato tinha como objetivo incentivar as empresas a contratar jovens de até 26 anos. O grande motivo do 
descontentamento dos manifestantes, apoiados por sindicatos, funcionários públicos e políticos de esquerda, 
era que a proposta permitia a demissão sem justa causa durante os dois primeiros anos de trabalho.
Após mais de dois meses de protestos e greves em várias cidades francesas, o governo entrou em negocia-
ção com os manifestantes, mas terminou por revogar a lei, que foi substituída por uma concessão de subsídios 
às empresas que contratassem jovens dessa faixa etária sem experiência profissional.
2.
  Responda, observando a manifestação dos jovens franceses retratada na foto anterior:
a) Em primeiro plano, com que elementos verbo-visuais a jovem marca seu protesto?
b) Que outros recursos foram empregados pelos jovens para expressar seu descontentamento?
3.
  A jovem em primeiro plano traz no peito um símbolo de trânsito associado à sigla CPE. Explique a interfe-
rência desse símbolo na manifestação.
F A Ç A   N O
CADERNO
Nem sempre é possível a um grupo se manifestar. Além disso, há casos em que só a manifestação não bas-
ta, é preciso documentar por escrito a posição. Para esses casos, existem os manifestos. Conheça um deles.
Manifesto de compromisso na defesa dos direitos da criança e do adolescente
Nós, abaixo-assinados, participantes do “Encontro Nacional: Construindo Estratégias para a Garantia 
dos Direitos das Crianças e Adolescentes”, acontecido em Brasília nos dias 12 a 14 de julho de 2000, so-
mando forças com outros atores deste importante campo social, estamos manifestando nosso compro-
misso efetivo na luta pela defesa dos direitos da criança e do adolescente.
Em  1988,  ao  incluir  em  sua  Constituição  Federal  os  artigos  227  e  228  que  tratam  dos  direitos  da 
criança e do adolescente, o Brasil passou a exercer um papel de protagonista no cenário internacional. 
Esses artigos foram regulamentados, em seguida, pela Lei Federal 8 069/90 — o Estatuto da Criança e 
do Adolescente. A aprovação desta lei foi precedida de uma ampla mobilização dos diferentes atores da 
sociedade civil. Naquele momento se partia da convicção de que a melhoria das condições de vida da 
população brasileira não estava num futuro distante, mas no investimento que se faz agora em favor da 
criança e do adolescente.
Foi assim que transformamos o enfoque legal da atuação na área da criança e do adolescente. Todavia, 
precisamos trazer para a prática do quotidiano aquilo que a lei define. Crianças e adolescentes, pessoas 
em condição peculiar de desenvolvimento, necessitam de nosso apoio para a garantia de seu pleno desen-
volvimento e sustentação do sonho da construção da sociedade justa e fraterna e participativa.
O Estatuto da Criança e do Adolescente criou mecanismos e meios para que a Família, a Sociedade 
e  o  Estado  promovam,  garantam  e  defendam  os  direitos  deste  segmento  absolutamente  prioritário  da 
população. Da nossa atenção aos anseios e ao vozerio das crianças e adolescentes que chegam de todos 
os cantos deste Brasil, percebemos que é nosso dever viabilizar e cobrar a implementação destes direitos. 
Assim sendo, assumimos o compromisso de:
1.  Fazer gestão para a implantação e implementação dos Conselhos de Di-
reitos em todos os níveis como forma de democratizar a gestão pública 
e contextualizar a deliberação e o controle da política de atendimento à 
criança e ao adolescente;
2.  Fazer gestão para a implantação e apoio dos Conselhos Tutelares em to-
dos os Municípios como forma de garantir o zelo pelo cumprimento dos 
direitos da criança e adolescente e a não judicialização dos casos sociais;
3.  Fazer gestão para a criação, regulamentação e funcionamento dos Fundos 
dos Direitos, vinculados aos Conselhos de cada esfera de governo como 
forma de democratizar o acesso aos recursos públicos a dar transparência 
na gestão dos mesmos;

Baixar 32.12 Mb.

Compartilhe com seus amigos:
1   ...   268   269   270   271   272   273   274   275   ...   371




©historiapt.info 2022
enviar mensagem

    Página principal