Escola superior de enfermagem do porto


Programa “Viver em Harmonia com a Diabetes”



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2.1. Programa “Viver em Harmonia com a Diabetes”




O programa implementado denomina-se “Viver em Harmonia com a Diabetes” e já foi executado, anteriormente, em Portugal, nos centros de saúde de Chaves e de Murça, (Sousa, 2014). O modelo adotado no programa foi inspirado nas diretrizes dos autores Anderson & Funnel (2005), baseadas na filosofia do empowerment em utentes com DM2.

No presente estudo o programa foi desenvolvido em seis sessões de grupo, que decorreram semanalmente, com uma duração de, aproximadamente, duas horas cada. Cada grupo de intervenção era constituído por seis a oito participantes, todos portadores de diagnóstico de DM2. Para efeitos do estudo da eficácia do programa só foram considerados os participantes que tenham assistido a todas as sessões. O programa decorreu na junta de Freguesia de Santa Joana, no distrito de Aveiro, entre os meses de Maio e Julho de 2017, tendo sido dinamizadas pela investigadora.

Tal como no estudo original (Sousa, 2014) os conteúdos do programa educacional foram agrupados em quatro módulos:

  • 1.º Módulo: O que é para mim a DM2?;

  • 2.º Módulo: Como é que a Diabetes afeta o meu dia-a-dia?;

  • 3.º Módulo: Quais os meus objetivos em relação à DM2?;

  • 4.º Módulo: Como posso gerir a minha DM2 através da alimentação, do exercício físico, da medicação e da autovigilância?

O programa (Figura 2) centrou-se numa abordagem interativa e prática, visando trabalhar com os participantes as competências para a tomada de decisão e para a resolução dos seus problemas diários. As metodologias formativas utilizadas dependeram dos objetivos e conteúdos abordados em cada sessão, mas também das características e necessidades dos participantes.





Figura 2 - Programa Viver em Harmonia com a DM


No primeiro módulo, “O que é para mim a DM2?”, pretendeu-se identificar as crenças de saúde dos participantes (vulnerabilidade percebida, gravidade, etiologia, cronicidade, sintomatologia e consequências) ajudando-os a refletir sobre elas e fornecendo algumas informações sobre a DM2. No segundo módulo, “Como é que a DM2 afeta o meu dia-a-dia?” abordou-se, com os participantes, as experiências vividas e os seus sentimentos em relação à DM2, tendo como objetivo ajudá-los a identificar os seus tipos de coping e os seus obstáculos à mudança.

No terceiro módulo, “Quais os meus objetivos?”, pretendeu-se que os participantes fossem capazes de: 1) Identificar benefícios com a mudança; 2) Identificar motivação para a mudança; 3) Identificar objetivos a longo, médio e curto prazo; 4) Identificar estratégias para alcançar objetivos; 5) Identificar estratégias para resolução de problemas e 6) Negociar contratos terapêuticos.

Por fim, no quarto módulo, “Como posso gerir a minha medicação, alimentação, atividade física e autovigilância?”, a investigadora abordou os seguintes conceitos:


  • Medicação: Ensinar (de acordo com as necessidades) sobre ADO e respetivos mecanismos de ação, bem como tipos de insulina e seus mecanismos de ação; Ensinar e instruir sobre estratégias para gerir medicação.

  • Alimentação: Abordar a roda dos alimentos, equivalentes de hidratos de carbono, e as regras para uma alimentação saudável.

  • Atividade Física: Distinguir entre exercício físico e atividade física; Discutir a importância do exercício físico na DM2; Cuidados a ter antes, durante e após o exercício físico; Complicações do exercício físico na DM2.

  • Autovigilância: Discutir as vantagens deste procedimento; Discutir receios e barreiras à auto-monitorização; Instruir e treinar a pesquisa de glicemia capilar.

O programa “Viver em Harmonia com DM” (Anexo 1) foi avaliado pelos resultados obtidos, através da análise do seu impacto, com recurso a um instrumento de colheita de dados, em entrevista individual, em dois momentos: antes da implementação do programa e após o final do programa. Os resultados incidiram sobre aspetos sociocognitivos, como a perceção de autoeficácia, e comportamentais, como o autocuidado com a DM2. Foram, igualmente, recolhidos dados sobre as caraterísticas sociodemográficas, crenças de saúde e medidas fisiológicas (hemoglobina glicada, valores tensionais, peso, estatura, perímetro abdominal e índice de massa corporal). No final de cada sessão, os participantes tiveram a oportunidade de colocar as suas dúvidas e de emitir o seu parecer no que respeita à forma como decorreram as sessões, apresentando sugestões e temas que gostariam de ver comtemplados. No final do programa foi realizado um momento de avaliação final, com recurso a uma escala de likert, que pretendeu analisar qual foi a perceção sobre o impacto do programa nos participantes (Anexo 2).







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