Escola estadual maria pereira martins



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PIBID HISTÓRIA 1 – UFPR

COORDENADORA: PROFA. DRA. KARINA KOSICKI BELLOTTI

SUPERVISORAS: PROF. NÍVIA CELINE E LORENA PANTALEAO

ESCOLA ESTADUAL MARIA PEREIRA MARTINS



1. IDENTIFICAÇÃO

Nome dos proponentes: Casso Vinícius, Fabiane Hadas, Julyane Hul, Lareane Machado, Mateus Hecke, Milena Dell’Agio, Rodrigo Bonatto.



1. 1.TEMA: Dia da Consciência Negra.

1.1 Conteúdo: Dia da Consciência Negra; Resistência negra com enfoque em aspectos culturais.



2. ETAPA DO ENSINO – ANO/SÉRIE

Ensino Fundamental: ( ) 6° ano ( ) 7°ano ( x) 8° ano ( x ) 9° ano





3. DURAÇÃO: 2 horas-aula;



4. OBJETIVOS/JUSTIFICATIVA

A Lei n. 10.639/03 incluiu no currículo oficial brasileiro a obrigatoriedade da História e Cultura Afro-Brasileira no ensino de História, tendo isto em vista e também embasados no conteúdo das Diretrizes Curriculares da Educação Básica para o Ensino de História no Estado do Paraná1, que tem como um dos temas principais a abordagem cultural na qual podemos recortar a questão da identidade, buscamos aproveitar o marco do dia da Consciência Negra para uma atividade. Nosso foco foram as ferramentas e possibilidades resistência dos negros, principalmente no que diz respeito à utilização da música como crítica social e resistência. Além de estimular a percepção da importância do Dia da Consciência Negra.




5. METODOLOGIA

AULA 1-2: Explicar a origem do Dia da Consciência Negra bem como a necessidade de valorização dessa cultura já que o racismo ainda continua presente na sociedade atual. Em seguida trataremos da resistência negra através da música. Após a introdução dos bolsistas, reproduzir pela TV Multimídia a música: Não foi Cabral de MC Carol. Depois questioná-los a respeito da mesma: Vocês conhecem quem canta esta música? Que ritmo é este? Sobre o que a música fala? Por que os bolsistas trouxeram esta música? Trabalhar então a problemática da música e a escolha do dia 20 de novembro como dia da consciência negra e Zumbi como figura de resistência. Retomar a partir das respostas dos estudantes formas possíveis de resistência, tendo em vista que este é um tema recorrente nos planos de aula aplicados ao longo do ano. Iniciaremos a aula explicando a origem de gêneros musicais como o soul, o jazz e o funk, bastante comuns nos Estados Unidos, e que possuem grande influência da black music. Será explicado aos alunos que a black music é um gênero musical que se inicia já com a vinda de africanos escravizados para os Estados Unidos, e que essas músicas expressavam as angústias do trabalho escravo. Dessa maneira, a influência que exerce no soul, funk, entre outros gêneros, além de possuir grande proximidade de estilo musical apresenta também uma crítica social, mas agora voltada à situação em que os negros viviam nos Estados Unidos, e a afirmação da identidade negra, principalmente por conta da segregação racial existente no período. Nesse sentido, apresentar sobre a lenda da música James Brown, falando sobre sua transição do gospel para o soul e o funk, para exemplificar o quão famosas ficaram as músicas desse artista, tocar um trecho de Say It Loud, I’m Black and I’m Proud, para trabalhar a questão do empoderamento negro. Pretendemos explicar aos alunos a herança da cultura negra presente nessas músicas e de que maneira esse processo ajuda a construir a percepção da agência dos negros como participantes da formação da sociedade estadunidense. Continuaremos discutindo sobre a resistência negra através da música, mas partindo especificamente para o contexto nacional. Será trabalhada a questão do samba no começo do Brasil república e o período de urbanização e a formação das periferias, traçando um histórico de formação do samba a partir da cultura do coco de roda, ritmo de origem associada aos africanos vindos para o Brasil e que, posteriormente, acabou sendo considerado símbolo de vagabundagem junto com uma tentativa de repressão aos costumes e cultura afrobrasileira, devido a uma valorização da cultura europeia em um período que a defendia como símbolo de civilização, para uma posterior utilização no período Vargas como símbolo de uma cultura nacional e genuinamente brasileira - fazendo com que algumas letras passassem também a enaltecer a questão do trabalho - também pensada durante o modernismo no Brasil. Em seguida de maneira bastante dialogada deixar que eles falem sobre figuras negras empoderadoras no Brasil como por exemplo: Karol Conka, rapper curitibana - trabalhar a questão da identidade e formação de uma consciência coletiva enquanto resistência. Falar da questão da exclusão da presença negra no estado do Paraná. Músicas: É o poder; Gueto ao luxo. MC Carol e suas letras feministas. No rap Emicida, Dirk Barbosa, Amiri, Rico Dalasam… Mandume, MC Soffia - Menina pretinha apresentada no plano do ano anterior, Criolo - Sucrilhos- que após anos de carreira no rap este ano lançou um álbum de samba. Nessa aula, dividiremos a sala em grupos para que cada grupo analise uma letra diferente de músicos ligados ao empoderamento negro. Nessa atividade os alunos deverão responder: “Diante da situação encarada por esse músico enquanto uma pessoa negra, qual a maneira que ele lida com ela? Ele denuncia alguma situação ou traz alguma ideia de sentir orgulho? Descreva o que mais chamou atenção na música”.








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