Escola e. E. F. M. José rosales dos santos professor(A)



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#23457
capital cultural

ESCOLA E.E.F.M. JOSÉ ROSALES DOS SANTOS
PROFESSOR(A) _Alexandre Magno__________________TURMA: 1º_______
ATIVIDADE DE:___Arte_________________ BIMESTRE: 4º_ PONTUAÇÃO: _____
ALUNO(A) Mateus Rosa Silvestre.
________________________________________________________Nº ____


O que é capital cultural?
Os indivíduos podem acumular capitais. Estes podem ser social, cultural, econômico e simbólico. No caso do capital cultural é o que se acumula na educação, que podem ser livros, diplomas, conhecimentos apreendidos em geral.
Pierre Bourdieu, sociólogo francês, defendia a assertiva de que existe uma forte relação entre desempenho escolar e origem social.
A cultura são os valores e significados que orientam e dão personalidade a um grupo social. Já capital cultural é uma metáfora criada por Bourdieu para explicar como a cultura, em uma sociedade dividida em classes, se transforma em uma espécie de moeda que as classes dominantes utilizam para acentuar as diferenças. A cultura se transforma em um instrumento de dominação.
O processo de acumulação do capital cultural se inicia na infância. Pais diplomados, que tiveram contato com livros e a cultura em geral darão a seus filhos uma melhor formação. Por exemplo, esses pais colocarão o hábito da leitura em seus pequenos. Ou seja, seus filhos já saem em vantagem desde então, já que eles tiveram contato com a literatura desde cedo.
Segundo Bourdieu, aparentemente a escola é um lugar democrático que passa o conhecimento de forma igual para todos os alunos. Aparentemente. O sociólogo francês percebeu que o ensino não é transmitido da mesma forma para todos os alunos como a escola faz parecer. Segundo ele, alunos pertencentes às classes sociais mais favorecidas, trazem de casa uma herança que ele chamou de capital cultural. Ou seja, capital de cultura.
Com capital cultural, os alunos abastados seriam favorecidos em seus processos de aprendizagem, já que trariam uma certa bagagem de casa. Frequentar museus, ter acesso ao cinema de arte, ir às exposições são fatos corriqueiros para eles. Saberes, informações e conhecimentos que são facilmente acessíveis para os estudantes mais ricos.
Os alunos mais pobres que não tiveram acesso a esses bens, já chegam à escola em desvantagem. Eles são desfavorecidos porque não tiveram contato através da família com o capital cultural. O aprendizado para esses é mais difícil. Além disso, não é que eles não possuem cultura, mas não têm a cultura que a escola demanda.
Ademais, a classe dominante impõe a classe dominada sua própria cultura. Dessa forma, criando o que se chama de “cultura boa”. Bourdieu percebeu isso e batizou esse fenômeno de arbitrário cultural dominante. Que é nada mais nada menos quando uma cultura se impõe sobre outra.
Ele transpôs essa ideia para a escola. O colégio contribui para favorecer esses estudantes que vieram da classe privilegiada. Destarte, prejudicando os alunos de classes menos favorecidas que não tiveram contato com esse capital.
Por isso, o discurso de igualdade da escola não funciona na prática. A escola não cobra dos alunos apenas aquilo que foi ensinado. Dessa forma, os alunos dotados de mais capital cultural se saem melhor.
Um exemplo da importância do capital cultural é o Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM. Neste ano (2015) a prova trouxe questões com autores como Paulo Freire, Simone de Beauvoir, Slavoj Žižek, Sérgio Buarque de Holanda e Milton Santos. Esses teóricos não são tratados na maioria das escolas. Quando muito, são citados.
Por conseguinte, aqueles estudantes que possuem um capital cultural, que vêm de famílias leitoras, que possuem contato com livros, e que, provavelmente, tiveram acesso a esses escritores, tiveram um desempenho maior no teste.
Pierre Bourdieu acreditava existir uma saída para essa violência simbólica exercida inconscientemente pela escola: bastava tornar explícito todo esse funcionamento velado da instituição.
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