Erica cristina gabriela fiorindo haline floriano


A INDÚSTRIA CULTURAL E O MITO



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2.7 A INDÚSTRIA CULTURAL E O MITO

Para análise e estudo da mitologia árabe, consideramos a Indústria Cultural como corrente teórica da comunicação, profundamente relacionada ao conceito de arquétipos.

A partir das ideias de Adorno, Horkheimer e Marcuse, a Indústria Cultural propôs uma crítica à cultura de massa, por conservar marcas de violência e exploração, resultado da utilização dos meios tecnológicos midiáticos pela classe dominante. A Indústria Cultural tem a intenção de demonstrar a padronização dos grandes temas de produtos midiáticos, expondo esses temas arquétipos apropriados através de estereótipos.

Segundo Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço, discípulo de Freud, os arquétipos são conjuntos de imagens que têm origem da repetição progressiva de experiências em diferentes gerações.

A mitologia, que é "de alguma forma uma tomada de consciência, é o poder ver através de outra perspectiva, é termos um elemento para nos identificar, é o encontrar de um valor" (SAVARIS), se apropria dos arquétipos da mesma forma que a Indústria Cultural: uma forma de realização no objeto, que se torna um produto do consciente coletivo.

O arquétipo tem o poder de despertar nos indivíduos fortes emoções, porque evoca uma imagem primordial da memória inconsciente. O mito e a cultura de massa utilizam disso para cumprir os seus propósitos, de explicar as coisas, para o primeiro, e atrair consumidores, para a segunda.

Pensando na proximidade de arquétipos e estereótipos, não devemos deixar de lado a diferenciação. O arquétipo é muito mais profundo, ele é a tendência para caracterizar pensamentos ou sentimentos. Trabalha na inconsciência, o qual se modifica através de sua conscientização. Já os estereótipos são as imagens que estabelecemos com os elementos que existem à nossa volta no decorrer da vida.

Mas além disso, o que a Indústria Cultural faz é justamente reproduzir esses mitos para seu benefício. Morin (1977) diz que a cultura de massa fornece imagens e modelos que dão forma às inspirações do homem comum.

No entanto, a imagem, quando encenação, acaba por constituir-se como falsa tentativa de conexão com o mundo interno. Falsa pois essas imagens estão desligadas de vários aspectos da vida, estão conectadas ao status quo do sistema que as produz.

No mundo interno há uma energia encoberta que atua de forma integrada, que desconhece a separação artificialmente elaborada pelo sistema. A dinâmica da psique, seu funcionamento, não segue a lógica da razão, não está sob as normas e regras do capital.

A compensação fornecida pela Indústria Cultural, não dá conta de satisfazer instintos internos. A lógica racional não revelou os fenômenos da vida. A Indústria Cultural encoraja somente uma visão passiva e acrítica do mundo ao dar ao público apenas o que ele quer superficialmente, desencorajando o esforço pessoal. A mitologia, também tem esse lado passivo, no entanto, entrega explicações de como o mundo atingiu a forma atual, uma tentativa de responder os anseios mais profundos.


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