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A DISCIPLINA
A disciplina é um processo que leva vinte anos e envolve pais, escola, igreja, e outros elementos. A tarefa dos pais é guias para uma vida de responsabilidade e amadurecida. E isso demanda tempo, e exige muita atenção, Aliás, atenção dobrada, se queremos preparar os filhos para uma vida de respeito, uma vida reta, decente para seu bem e o dos outros. Parece missão tão pesada e díficil, mas a disciplina se torna fácil quando a criança se sente amada. Quando se sente rejeitada, a disciplina fica muito pesada. E a reação com ira, com hostilidade, com ressentimento somente surge quando não existe um elo de amor forte.

E que diz a Palavra de Deus? Colossenses 3.21 diz: "Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados"1. Lembremos que a criança é um feixe de energias e emoções que precisam ser ordenadas. A criança, então, é o cartão de visita dos pais. Não se esqueçam disso. Terapeutas de família, psicólogos já têm um resumo da história da família e dos relacionamentos internos, das alianças dentro daquela casa somente pela conduta da criança quando entra no consultório ou quando está com os pais. Esses profissionais lêem a criança, e percebem como é a vida em casa. Isso quer dizer que para a criança ser disciplinada, necessário é que os pais se disciplinem.

Há uma diferença entre "castigar"e "disciplinar". São coisas diferentes. Não estamos falando de castigo, mas, de disciplina. Porque castigar é vingar-se, disciplinar é colocar em ordem. E esses textos de Provérbios 13.24:

"Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga". "Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do Seol".2

Não constituem, como pode parecer, uma apologia do maltrato infantil. Mas da disciplina, justa, e que olha para o futuro.3 Não vai adiantar muito querer disciplinar aos dezesseis anos, quando o irmão deveria tê-lo feito quando a criança tinha três anos.
Mas vamos lembrar que a vara era usada pelo pastor no Oriente (como ainda o é). Era usada para guiar, e não para bater ou espancar a ovelha; o lobo sim, era espancado. A vara era usada para consolar, é como diz o Salmo 23.4,

"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam".

Já imaginaram como seria: "A tua vara e o teu cajado me espancam? Nenhum rapaz tenta obter o amor de uma jovem no tapa: "Quero que você me ame" (e dá um tapa no rosto da moça), "Não, você precisa entender que não posso viver sem você" (e dá-lhe um empurrão). Ninguém exige, ou reclama, mas sendo calmo, considerado, cortejador, agradável. É assim que um coração de moça é conquistado.

Não se esqueça de que a criança também deve ser agradada, e cortejada, e não educada na base do tapa. Agora, ela se comunica pelo comportamento. Já dissemos que a cabecinha da criança pensa ao contrário da nossa; se a nossa cabeça vai no sentido do relógio, a da criança vai ao contrário porque ela quer conquistar o nosso amor, e, assim, ela testa o nosso comportamento. Sabiam disso? Aí a criança faz o seguinte: às vezes tem um sentimento de culpa, aí chamamos de mau comportamento. A criança passou todo o tempo na rua, ou fora de casa (como temos visto por aí mães arrastando criancinhas pequenas no supermercado, a criança chorando, cansadinha coitada, ou visitando adultos numa visita sem interesse para a criança), depois ela começa a se comportar como não devia, e achamos que a criança é mal-educada, mal-comportada?! Não é nada disso, e vai adiantar espancar uma criança cansada porque está fora do que é seu interesse de vida? Fora das suas motivações?

A Escritura fala em criar "na disciplina e admoestação do Senhor"". O Senhor não andava espancando seus discípulos, mas andava com os discípulos, e estava com os discípulos e ficava com os discípulos. Agora, pais que só vão em casa para comer, para dormir já colocaram os filhos em prejuizo.
Finalmente, deve-se bater numa criança Algumas respostas já foram dadas sobre isso. Alguém já disse, até, que o castigo físico foi invenção do Diabo, que a criança deve ser deixada em plena liberdade. Há uma linha pedagógica que adota a prática da "Liberdade para Aprender". É a chamada "Democracia Permissiva". Há o outro extremo: o dos que usam o cinto (de preferência o lado da fivela) como quase forma exclusiva de disciplinar os filhos, ou como primeira medida de correção.
E nós, como ficamos? Os antigos romanos diziam que "in medio virtus", ou seja, "no meio (está) a virtude"; os da linha da Democracia Permissiva enfatizam que o amor é primordial na criação dos filhos, o que não deixa de ser verdade: a disciplina deve ser motivada por profundo amor. Mas o amor que não se preocupa em corrigir é tudo, menos amor.4 O Dr. James Dobson, especialista em doutrinar sobre a criação de filhos, ensina que o castigo não deve ser algo que fazemos na criança, mas para a criança. É como se disséssemos: "Meu filho, eu te amo muito para permitir que te comportes assim". O problema do castigo corporal é a possibilidade de criar traumas e rebelião na aplicação com hostilidade e violência.




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