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III. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ DE C. S. LEWIS



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III. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA EDUCAÇÃO CRISTÃ DE C. S. LEWIS

A. Apre(e)nder pelo sofrimento
Se considerarmos a vastidão das obras de Lewis, perguntar-nos-emos o que o teria impelido a escrever tantos livros (sem falar das milhares de cartas que escrevia a seus leitores) e de forma tão diversificada! E como poderíamos tornar acessível a sua contribuição ao educador brasileiro, no limiar de um novo século? Para responder em parte a essa questão, devemos considerar a história de vida do autor, marcada pela dor desde menino, com a morte de sua mãe, o que deu inicio à sua insistente e contínua busca de “alegria” (curiosamente também o nome de sua futura esposa, Joy). Assim, por exemplo, em O Problema do Sofrimento, Lewis aborda diretamente a questão clássica que o mundo secular levanta contra o cristianismo: “Se Deus existe, como pode haver tanta injustiça, fome e miséria no mundo?”

Não há dúvida de que a vida muitas vezes é cruel e, se quisermos ser realistas, teremos que contar com obstáculos constantes, muitas vezes dolorosos, que nos trazem de volta à vida concreta, destruindo nossas fantasias a respeito de um mundo idealizado e abstrato, como se vê nesse exemplo, citado por Lewis:

Móveis feitos de sonho são o único tipo em que nunca tropeçamos ou esbarramos com o joelho. Nós todos conhecemos um casamento feliz. Mas como a esposa é diferente daquela donzela imaginária dos sonhos da nossa adolescência! Tão pouco adaptada a todos os nossos desejos extravagantes e por esta mesma razão (entre outras) tão incomparavelmente melhor.6

O próprio Deus, que é um ser real e concreto, escolheu manifestar-se ao homem em forma material e concreta, apesar de ser igualmente capaz de usar um sonho para nos comunicar algo. Assim, para os cristãos, uma das primeiras lições a serem aprendidas é que o ser humano não pode viver de sonhos e devemos aprender a lidar com as nossas limitações, que muitas vezes implicam em dor e sofrimento:

É lógico que fomos instruídos em como lidar com o sofrimento — oferecendo-o a Deus em Cristo como mui singela, modesta mesmo, participação no sofrimento de Cristo; por outro lado, como é duro praticá-lo, não é mesmo?7

Devido a essa dureza da vida é que autores como Kreeft procuram ajudar-nos a enxergar o outro lado do sofrimento, já quase esquecido pela maioria dos seres humanos. Isso pode vir a tornar-se uma excelente oportunidade para aprender, como ele expressa no seguinte trecho de uma de suas primorosas obras, na qual busca uma interação com o leitor:






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