Ensino Fundamental II (Segundo Ciclo) e Ensino Médio pierre auguste renoir (1841-1919)



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Europa em movimento: o realismo
Luís Filipe I havia batalhado ao lado dos revolucionários durante a Revolução Francesa e, graças a isso, era conhecido como o “rei burguês”. Sob sua regência, a alta burguesia francesa, banqueiros e novos industriais, se consolidou no poder. Para essa classe, foi a Idade de Ouro, porém, para a maioria da população e para os trabalhadores foi uma época de repressão e de crise financeira.

Na França, a década de 1830 e 1840 foi um momento no qual houve levantes e rebeliões legitimistas, tanto favoráveis à volta dos Bourbon, quanto republicanos. A convulsão, no entanto, não se restringiu somente à França, mas à Europa Central e Oriental em um movimento de derrubada das monarquias absolutistas denominado “Primavera dos Povos”.

A “Primavera dos Povos”, ou “Revoluções de 1848”, foram movimentos ocorridos em diferentes países como fruto da crescente industrialização que passavam no período. De um lado, monarquias que privilegiavam os nobres e a Igreja, de outro, burguesia e operários, novas classes sociais que buscavam espaço de decisão entre as classes que dominavam até então. As Revoluções de 1848 não eram movimentos coordenados, mas se influenciavam mutuamente, já que o que os unia era uma rejeição ao absolutismo. Em cada um dos países, esses processos tiveram caráter distinto, sendo nacionalistas em alguns movimentos e em outros, liberais, socialistas, etc. Na França, o resultado desses levantes foi a nova derrubada da monarquia e a instauração da breve “Segunda República Francesa”, cuja duração foi de 1848 a 1852, quando novo golpe derrubou o governo.

Luís Napoleão Bonaparte, ou Napoleão III, governou de 1852 a 1870, durante o período conhecido como “Segundo Império Francês”, um governo altamente centralizador. Em contrapartida à centralização e sensação de retorno ao absolutismo, esse foi um período de intensa modernização e desenvolvimento econômico no país. Paris se tornou o centro de propagação cultural e tecnológica, exportando ideias e determinando as tendências artísticas europeias a partir da consolidação dos Salões de Arte e das exposições. Isso gerou o aumento da industrialização no país aumentando o fluxo migratório do campo para a cidade, sobretudo para a capital, Paris.



Da intensa efervescência cultural, política e econômica, surgiram os realistas com obras que se contrapunham aos românticos e ao seu mundo idílico de fantasia e imaginação. A intenção dos realistas era retratar o cotidiano, sobretudo o dia-a-dia das pessoas comuns, mais pobres, tanto no campo quanto na cidade. São os primeiros artistas a saírem do ateliê e realizarem obras de observação, tentando captar dos momentos mais simples às mais complexas tensões do período em questão.
“Os Quebradores de Pedras” - Gustave Courbet, 1849.

Disponível em: http://virusdaarte.net/courbert-os-quebradores-de-pedra/




“Pastora com seu rebanho” - Jean-François Millet, 1864.



Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jean-Fran%C3%A7ois_Millet#/media/File:Jean-Fran%C3%A7ois_Millet_Pastora.jpg
Em 1870, tensões entre Alemanha, França e Prússia culminam na Guerra Franco-Prussiana. A Alemanha, em seu processo de unificação nacional, incitou uma disputa entre os dois países, na esperança de colher os louros territoriais da Alsácia e da Lorena, de maioria populacional germânica. Napoleão, contrariando o parlamento, acata a guerra e sofre uma dura derrota, tanto militar quanto popular.

Descontentes com a possibilidade de invasão prussiana em Paris e com as imposições de carestia de vida colocadas pela guerra, a população parisiense tomou a cidade e instaurou o primeiro governo operário da história, ligado a Primeira Internacional dos Trabalhadores e socialista. Chamada de “Comuna de Paris”, os trabalhadores comandaram a capital francesa por cerca de dois meses acelerando o fim da guerra e a queda de Napoleão. A dura repressão ocorrida aos seus participantes ficou conhecida como a “Semana Sangrenta” e foi um episódio de massacres e perseguições que pôs fim ao breve governo dos trabalhadores franceses e gerou, por outro lado, o fim do Segundo Império Francês.
Texto resumido baseado em:
HAUSER, Arnold. “VII. Naturismo e Impressionismo” in: História Social da Arte e da Literatura. Editora Martins Fontes: São Paulo, 2000.


HOBSBAWN, Eric J. Era das Revoluções – 1789-1848. Editora Paz e Terra: São Paulo, 2013.
Plano de aula elaborado pela Prof.ª Mayra Mattar Moraes


Idealização Instituto Net Claro Embratel / Revisão: DirectorAdm / Plano de aula: Prof.ª Mayra Mattar Moraes




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