Ensino Fundamental II (Segundo Ciclo) e Ensino Médio pierre auguste renoir (1841-1919)


França em convulsão: a pintura romântica



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França em convulsão: a pintura romântica
Entre 1789 e 1799, a França passou por um processo revolucionário que não só alterou a ordem política e social de seu território, mas influenciou o mundo inteiro, tendo havido processos semelhantes nos Estados Unidos, no Haiti e reflexos em outros países da Europa. Não foi apenas uma revolução política, mas cultural, na qual até os meses do ano e o calendário foram alterados. A Revolução Francesa é o marco de início do período contemporâneo.

A Revolução Francesa foi um processo violento de tomada de poder e de derrubada da monarquia absolutista que dominava os países europeus até então. Divididos em Girondinos e Jacobinos, a burguesia e a classe média francesa buscava representações de seus interesses em um sistema que privilegiava apenas a nobreza e a Igreja. Durante o período denominado “Primeira República Francesa”, a partir de 1792, os revolucionários franceses implantaram um parlamento, separaram Igreja do Estado, fizeram leis civis de casamento e divórcio, etc.

Ainda durante esse período, o novo governo francês iniciou um processo denominado “Guerras Revolucionárias” nas quais, além de se proteger de outros países de monarquia absolutista que tentavam defender a família real francesa, buscou expandir seu território. O exército francês era comandado por um oficial chamado Napoleão Bonaparte que, ao voltar de campanha, em 1799, realizou um golpe militar e tomou o poder no país. O episódio é conhecido como “18 Brumário”.

Napoleão ficou no poder de 1799 a 1814 e instaurou o “Primeiro Império Francês”, no qual realizou guerras expansionistas, sobretudo na Europa e países africanos, chegando, inclusive, ao México. A Era Napoleônica reorganizou geográfica e politicamente o continente, sendo responsável pela queda definitiva do Império Romano-Germânico e acelerando, dessa forma, a unificação do território italiano e do alemão, favorecendo movimentos nacionalistas de defesa de território. Napoleão foi derrotado ao tentar invadir a Rússia no período de inverno em 1812. Suas tropas não estavam preparadas para enfrentar o rígido frio do território russo.

Em 1815, com a assinatura do Tratado de Paris, Napoleão foi deposto e a monarquia francesa voltou ao poder. O período ficou conhecido como “Restauração Bourbon”, sob o comando do rei Luís XVIII. Napoleão, exilado na Ilha de Elba, tentou tomar o poder mais uma vez, mas foi derrotado na famosa batalha de Waterloo.

Durante o período em que esteve no poder, Napoleão incentivou nas artes plásticas o romantismo. Esse estilo artístico nasce em oposição ao estilo clássico que valorizava as naturezas mortas, figuras estáticas, retratos familiares, e durou do final do século XVIII ao final do século XIX.

Os românticos valorizavam a emoção, a fantasia, o sonho e a natureza. Construíram imagens idílicas em espaços onde a imaginação pudesse ter vazão. Idealizavam a Idade Média, o nacionalismo e os valores individuais realizando obras nas quais o subjetivo aparecia através de expressões faciais e físicas. Por retirarem suas ideias dos acontecimentos e eventos sociais em mistura com a fantasia, os românticos registraram, por um viés subjetivo e objetivo, batalhas, coroações e outras situações políticas e sociais do período. Outra temática explorada é o registro de situações orientais bastante fantasiosas.

“A Batalha de Abukir” - Jean-Antoine Gros, 1806.



Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Pintura_do_romantismo#/media/File:Antoine-Jean_Gros_-_Bataille_d%27Aboukir,_25_juillet_1799_-_Google_Art_Project.jpg
Apesar de Napoleão não ter tido êxito na tentativa de golpe, o período de restauração francesa durou apenas 14 anos e foi marcado por intensas instabilidades civis e revoltas populares e burguesas. Em um processo denominado “Revolução de Julho” ou “Três Gloriosas”, a burguesia republicana, em aliança com a população, tentou uma derrubada novamente da monarquia. O período foi demarcado por um aumento da população urbana e da classe trabalhadora e operária, já que toda a Europa vivenciou a Revolução Industrial. A burguesia, temerosa de um levante maior, derrubou apenas a dinastia Bourbon, mas, em seu lugar, colocou outra casa, a família de Orléans, através do rei Luís Filipe I.

“Liberdade Guiando o Povo” - Eugene Delacroix, 1830.

Disponível em: https://www.historiadasartes.com/nomundo/arte-seculo-19/romantismo/#jp-carousel-12273




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