Ensino fundamental e médio proposta curricular da língua portuguesa ensino fundamental e médio



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portugues


COLÉGIO ESTADUAL PEDRO ARAÚJO NETO
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
PROPOSTA CURRICULAR DA LÍNGUA PORTUGUESA
ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
GENERAL CARNEIRO
2010


APRESENTAÇÃO GERAL DA DISCIPLINA
A Língua Portuguesa, enquanto disciplina escolar passou a integrar os 
currículos escolares brasileiros somente nas últimas décadas do século XIX, e 
desde então vem colaborando para o processo que permite a todos a convivência 
com o outro, influenciando uns no comportamento dos outros, modificando-se 
mutuamente. Esse processo de interação chamamos de socialização do individuo, 
mas a preocupação com a formação do professor dessa disciplina teve inicio apenas 
nos anos 30 do século XX.
A formação da nação brasileira deve à língua muito de sua identidade. Nesse 
aspecto, tencionando o uso culto da língua, emergem o nível popular, coloquial, 
práticas de língua que definem muitos aspectos da tradição que, hoje, correm o risco 
de desaparecer sob os influxos da industria cultural massiva.
Nos primeiros tempos da colônia, houve um confronto de culturas. O 
isolamento dos primeiros colonos fez com que também adquirissem alguns hábitos 
dos indígenas. Nesse período, não havia uma educação em moldes institucionais e 
sim a partir de práticas restritas de alfabetização, determinadas mais por caráter 
político, social e de organização e controle de classes do que pelo pedagógico. 
Depois de institucionalizada e controle como disciplina, as primeiras práticas de 
ensino moldavam-se ao ensino do latim, para os poucos que tinha acesso a uma 
escolarização mais prolongada.
Em meados do século XVIII, o marquês de Pombal torna obrigatório o ensino 
de Língua Portuguesa em Portugal e no Brasil. Em 1837, o ensino de Língua 
Portuguesa foi incluído no currículo sob as formas das disciplinas Gramática, 
Retórica e Poética e por ultimo a Literatura. Somente no século XIX, o conteúdo 
gramatical ganhou a denominação de Português e, em 1871 foi criado, no Brasil, por
decreto imperial, o cargo de Professor de Português.
No Brasil, a partir de 1967, iniciou um processo de democratização do ensino, 
com ampliação de vagas, e eliminação dos chamados exames de admissão.
O processo de Industrialização, iniciado no governo de Getúlio Vargas, 
institucionou-se a evolução da educação voltada para o trabalho. Desse vínculo 
decorreu, para o ensino, a instituição de uma pedagogia tecnicista, na Língua 
Portuguesa, estava pautada nas teorias da comunicação.
Nos anos 80, iniciaram-se os estudos sociológicos da linguagem 
interacionista da literatura.


Final dos anos 90 PCNs – concepção interacionista discursiva – abordagem 
dessa concepção com conceitos pouco reconhecidas pelos professores, habilidades 
e competências (visão do currículo no mercado de trabalho), apresentam assim, a 
leitura de forma utilitarista, o ler para subsidiar o que e como escrever, e uma 
abordagem meramente conceitual da literatura no Ensino Fundamental, ou mesmo, 
a sua desconsideração no Ensino Médio.
A disciplina de Língua Portuguesa e Literatura dentro das diretrizes são vistas 
antes de tudo como uma ação, onde se concretizam práticas de uso real da língua 
materna. Esta delimitação do campo contrapõe à prática que determina o estudo das 
regras gramáticas como objetivo maior do trabalho com a língua, dando ênfase ao 
direcionamento mais amplo e expressivo no processo ensino-aprendizagem, ou 
seja, visando à manipulação das práticas de oralidade, leitura e escrita como 
alicerces de assimilação da norma padrão.
A proposta política pedagógica relaciona as prioridades particulares da 
realidade escolar. E com base nessas concepções é que foram elaborados os 
conteúdos básicos de língua portuguesa, reflexões e práticas estabelecidas pelos 
profissionais da educação. Ao comparar a proposta com os conteúdos básicos 
observa-se que no PPP os conteúdos não estão sugeridos por série, mas obedecem 
as quatro habilidades oralidade, leitura, escrita e análise linguística, tal qual está 
contemplado nos dois documentos.
Nos conteúdos básicos há um acréscimo de sugestões de gêneros 
discursivos: poético, dramático e em prosa, tanto na expressão oral como na escrita. 
Tais gêneros no processo de ensino-aprendizagem estão apresentados como 
elementos fundamentais que auxiliam no trabalho de elaboração no plano docente 
do professor.
Assim sendo, a análise dos conteúdos básicos apresenta exposição de várias 
facetas de um mesmo gênero, pois demonstra e valoriza todos os aspectos dos 
elementos textuais, assim como promove sugestões metodológicas e avaliativas 
com o intuito de formar cidadãos competentemente letrados que possam interpretar 
e reproduzir as ideias apresentadas no texto, em diversos níveis e aspectos.
No mesmo âmbito, observa-se que a análise linguística ganha nova 
abordagem sugerida pelos professores, seus conteúdos perpassam pela prática da 
escrita, leitura e oralidade fortalecendo os elementos textuais e sua compreensão.
Há uma necessidade de melhorar alguns aspectos na proposta, quanto fazer 
a junção das práticas tal qual estão nos conteúdos básicos, não seria uma cópia, 


pois eles estão interligados, mas melhorar e esclarecer cada conteúdo, já que os 
conteúdos básicos foram produzidos pelos próprios professores do Paraná.
Os desafios Educacionais Contemporâneos podem ser abordados a cada 
situação apresentada no cotidiano escolar, seja através de textos, filmes, músicas, 
conhecimentos culturais históricos de outros povos, onde o professor demonstra 
suas ideias através de métodos que contenham os assuntos sociais, políticos, 
históricos e culturais, paralelamente aos conhecimentos básicos, contemplando o 
ensino para uma formação social.
Os conteúdos básicos de língua portuguesa vêm ajudar na produção do 
plano de trabalho docente de cada professor, pois nesse documento estão 
especificados cada conteúdo e ao mesmo tempo proporciona liberdade para cada 
profissional produzir seu planejamento respeitando as particularidades de suas 
turmas. Os conteúdos básicos estão apresentados de forma clara e objetiva, 
facilitando assim a produção e a prática dos planos de cada professor.
Consequentemente, os planos de trabalho docentes organizam o ensino e 
dão ênfase às prioridades de cada turma e suas características organizando e 
proporcionando continuidade entre um conteúdo e outro e de uma série à outra, etc.
Por outro lado, têm como função o acompanhamento e a reflexão do 
desempenho pedagógico, estando aberto a mudanças, adaptações e 
replanejamentos, visando a eficácia do processo de ensino-aprendizagem.


OBJETIVO GERAL – ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO
Ensinar a Língua Portuguesa é mostrar a sua função social, fazendo com que 
o aluno se identifique com a língua materna, percebendo que o domínio desse 
emprego lhe garantirá mecanismos para expressar suas ideias em diferentes 
situações, e que lhe possibilitarão ainda o desenvolvimento de sua criticidade e da 
sua autonomia dentro da escola.
O objetivo do ensino da Língua Portuguesa é formar críticos que possam 
participar ativamente e, que sejam capazes de identificar e interagir com diversos 
tipos de textos que circulam socialmente, pois não basta ler, é preciso aprimorar a 
linguagem para participar com sucesso da vida do bairro, da sociedade e do país.
Ao final do processo educativo espera-se que o aluno consiga compreender o 
mundo e suas evoluções de forma mais articulada e expresse uma visão menos 
fragmentada do que a que tinha no início. Os educandos devem aprimorar-se de 
novos conhecimentos e experiências, de modo (...). Assumindo-se a concepção da 
língua com discurso que se efetiva nas diferentes práticas sociais, os a seguir 
fundamentarão todo o processo de ensino.
Empregar a língua oral em diferentes situações de uso, sabendo adequá-la a 
cada contexto e interlocutor, descobrindo as intenções que estão implícitas no 
discurso do cotidiano.
Desenvolver o uso da língua escrita em situações discursivas realizada por 
meio de práticas sociais, considerando-se os interlocutores, os seus objetivos, o 
assunto tratado, os gêneros e suportes textuais e o contexto de produção e leitura.
Incluir a diversidade étnico-social em um caráter interacional dentro da 
pluralidade cultural, visando erradicar o preconceito linguístico como imperativo a 
uma formação igualitária.
Refletir sobre os textos produzidos, lidos ou ouvidos, atualizando o gênero e 
tipo de texto, assim como os elementos gramaticais empregados na sua 
organização.
Aprimorar pelo contato com os textos literários, a capacidade de 
pensamento crítico e a sensibilidade estética dos alunos, propiciando através da 
leitura, a constituição de um especo dialógico que permita a expansão lúdica do 
trabalho com as práticas da oralidade, da leitura e da escrita.



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