Em noite de premiação labrff anuncia fim do festival Após 13 edições, a falta de apoio público e privado impede a continuidade do evento que conectou os mercados audiovisuais dos eua e do Brasil



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História do LABRFF

Festival de Cinema conecta Brasil e EUA e movimenta indústria cinematográfica nos dois países

Por mais de uma década a capital mundial do cinema abriu as portas para os talentos brasileiros mostrarem o que vinha sendo feito de melhor na sétima arte no nosso país. Essa vitrine de oportunidades para os profissionais do Brasil se repetiu desde 2008, quando foi fundado o Los Angeles Brazilian Film Festival. Idealizado pela produtora de cinema Meire Fernandes, e pelo jornalista Nazareno Paulo, o evento já nasceu forte, com apoio de astros brasileiros e americanos que compreenderam as portas que estavam sendo abertas a partir das conexões que um festival de cinema poderia gerar. “Nós percebemos que faltava algum mecanismo que conectasse as indústrias brasileira e americana de maneira direta, aqui em Los Angeles. O mercado já sentia essa necessidade com o cinema brasileiro chamando cada vez mais atenção. O LABRFF nasceu para preencher essa lacuna”, explica a fundadora, Meire Fernandes.

Logo nas primeiras edições do LABRFF, as presenças de nomes brasileiros em ascensão nos EUA, como do ator Rodrigo Santoro e do diretor Fernando Meirelles (Cidade de Deus), além de astros consagrados em Hollywood, como o ator Dustin Hoffman, já demonstravam que a troca de experiências entre os profissionais dos dois países seria promissora. Mas os resultados gerados ao longo de 12 anos desde a fundação surpreenderam. Mais de mil títulos foram exibidos, e mais de 600 profissionais do cinema brasileiro foram premiados. As conexões feitas entre os intervalos das sessões renderam muitas histórias ao longo de mais de uma década. Talentos que se conheceram no LABRFF, acabaram trabalhando juntos em novos projetos que surgiram de ideias durante o festival. Estudantes de cinema, voluntários da produção do evento, acabaram retornando em edições seguintes com seus próprios filmes na Seleção Oficial. É o papel de incentivo aos novos talentos, que também foi marca do LABRFF.
Mas além do festival ser uma grande comemoração do cinema brasileiro e gerar conexões espontâneas, o evento manteve um papel fundamental para a geração de negócios entre Brasil e Estados Unidos. O Brazilian Film Market (BFM), feira de mercado mantida dentro do LABRFF, foi responsável pela conexão dos talentos brasileiros com a indústria americana. Foi no BFM que foi firmado o contrato para o primeiro filme original NETFLIX do Brasil (“O Matador”, de Marcelo Galvão), além de outros projetos com grandes estúdios, como a comédia “Solteira Quase Surtando”, lançada este ano nos cinemas brasileiros. O longa é uma parceria com MGM Studios graças ao intermédio do BFM.
Observando a força do mercado musical, o LABRFF também acompanhou a demanda crescente por conexões nessa área, e em 2019 fundou o Los Angeles International Music Video Festival (LAMV), que contou com grandes nomes da música brasileira já em sua primeira edição.

Em 2020, o Los Angeles Brazilian Film Festival inovou mais uma vez e se adaptou às necessidades diante da pandemia do novo coronavírus. A 13ª edição do evento foi realizada entre os dias 21 e 25 de outubro na plataforma Filmocracy, que apresentou uma vivência do festival quase que presencial. A Filmocracy funciona como um serviço de streaming avançado, com catálogo de filmes, teatros virtuais com as salas de cinema, além das salas de reuniões e palestras, onde os participantes puderam acompanhar discussões e debates por meio de videoconferências.


O LABRFF anunciou o fim do festival durante a cerimônia de premiação da 13ª edição do evento, no dia 25 de outubro de 2020.




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