Eixo temático: formaçÃo de professores de história O PIBID COMO LUGAR DE PESQUISA PARA formaçÃo de professores de história


O SUBPROJETO DE HISTÓRIA DO PIBIB DA UFRN



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O SUBPROJETO DE HISTÓRIA DO PIBIB DA UFRN

Como esforço permanente pela formação de professores comprometidos com seu trabalho, a UFRN se propõe de forma a contribuir não somente a concessão bolsas de iniciação à docência, mas, visando a permanência dos estudantes dos cursos de licenciaturas potencializando sua formação, fazendo o graduando a pensar a sala de aula de forma crítica, reflexiva e comprometida e torná-lo apto a circular no mundo atual que exige competências de leituras múltiplas. Assim, o curso de História da UFRN tem investido cada vez mais tentando atender às demandas sociais ao longo dos anos desde sua abertura (Decreto no 46.868, Ato normativo 16/09/1959).


Na década de 1990 ampliou a oferta de vagas do curso nas modalidades licenciatura e bacharelado, criou os Laboratórios de Restauração e de Arqueologia (LARQ) e o Núcleo de Estudos Históricos. Em 2004 implantou novos currículos separando o curso de licenciatura do de bacharelado, conforme o novo Projeto Político Pedagógico do curso com 50 vagas para licenciatura no turno noturno e 30 para o turno matutino e 20 vagas para a modalidade de bacharel no turno matutino.
A partir dos encontros do Prodocência na UFRN foi possível identificar, através das avaliações feitas pelos professores da rede pública, que existia um grande “descolamento” da formação pedagógica com a realidade na disciplina de História das escolas estaduais e municipais da educação básica. O distanciamento entre as teorias acadêmicas veiculadas na Universidade e a prática experimentada nas escolas tendenciava a um olhar, pela maioria da população, como uma disciplina que reproduzia as escritas dos livros didáticos, baseado na “memorização” de fatos, datas, nomes e destinada a vestibulares distantes das realidades locais e da experiência dos alunos.
Em 2006 o curso de História da UFRN participou de oficinas internas na busca de melhorias da formação de professores (2006, 2007 e 2008), nas atividades de implantação do Estágio de Docência, no Projeto de Melhoria da Qualidade de Ensino e recentemente, em 2008, na participação do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) as quais visaram um desenvolvimento qualitativo da formação dos novos professores, possibilitando o repensar da prática pedagógica interna e aproximar o conhecimento acadêmico com o conhecimento escolar.
A Associação Nacional de Professores de História (ANPUH) defende que a formação do professor de História deve acompanhar a multiplicidade de linguagens do mundo contemporâneo exigindo a preparação dos novos professores para o domínio de técnicas de análises dessas diferentes formas de expressão, de maneira a possibilitar que eles mesmos proporcionem a seus futuros alunos o desenvolvimento da capacidade das mesmas leituras. Essa proposta faz parte da renovação histórica a qual se ensino História como se faz História, ou seja, dando ênfase nas atividades que envolvam a pesquisa histórica e a experiência local dos alunos.
Diante dessas novas exigências na sociedade contemporânea a disciplina de História “integra o conjunto de disciplinas que foram sendo constituídas como saberes fundamentais no processo da escolarização brasileira”, (BITTERNCOURT, 2009). É nesse contexto complexo que a preparação do professor de História deve acontecer no espaço acadêmico de maneira a que seja habilitado a problematizar a constituição das diferentes relações entre os sujeitos históricos no tempo e no espaço, mas também que, como futuro professor, experimente as atitudes, os modelos didáticos, as capacidades e modos de organização que se pretende que venham ser concretizados nas suas próprias práticas pedagógicas. Assim, é necessário que a Universidade propicie aos seus estudantes as condições para o desenvolvimento destas capacidades, (EDITAL 2009 do Subprojeto de História).
Assim, O PIBID fornece essas condições para trabalhar a formação inicial de professores ampliando o ambiente de aprendizagem dos envolvidos para além dos limites Universidade e proporcionando experiências enriquecedoras. No edital do Subprojeto de 2009 está previsto como objetivo geral a “potencialização da formação inicial de professores de História, por meio de ações, experiências metodológicas e práticas inovadoras que ressignifiquem o ensino de História no ensino médio e fundamental”. Quanto os objetivos específicos podemos relacionar: proporcionar o domínio de diferentes concepções teórico-metodológicas da História que referenciam a construção de categorias para a investigação e a analise das relações sócio-históricas; incentivar a busca de autonomia na interpretação da realidade e do conhecimento produzido; exercitar o pensamento crítico e a leitura acurada de diferentes linguagens; possibilitar a participação na elaboração, gestão, desenvolvimento e avaliação de projetos de ensino, atuando dentro e fora da sala de aula; exercitar o manejo de diferentes estratégias de comunicação dos conteúdos, considerando a diversidade dos alunos, incorporando o uso de recursos tecnológicos no contexto de ensino e aprendizagem de conceitos históricos; identificar, analisar e produzir materiais e recursos didáticos inovadores que redimensionem o ensino de História; desenvolver experiências e práticas docentes de caráter inovador que orientem para a superação dos problemas identificados no processo ensino-aprendizagem da História, tais como a memorização; explorar aspectos metodológicos direcionados para o ensino de História por meio de documentação histórica variada, de modo a dar significado aos conteúdos históricos, dinamizando a aprendizagem. Diante do exposto, as atividades do PIBID História da UFRN procuraram atender a esses princípios servindo de instrumento para formação de professores e para a melhoria da qualidade do ensino de História da escola pública.
Inicialmente em nossos encontros semanais discutimos sobre o Projeto Político Pedagógico do curso de História da UFRN quanto ao perfil que este se propõe a formar e as condições que o curso oferece para isso. Por conseguinte, foi mostrado o programa e a relação que ele pode estabelecer com a formação do professor de História. Foram discutidos entre os bolsistas alguns teóricos da Educação e outros textos específicos da área de ensino de História e do campo escolar como objeto de pesquisa histórica. As discussões feitas ajudaram a pensar sobre a importância desta disciplina nos currículos escolares e sobre a prática do professor. Contribuiu ainda para refletir sobre o projeto e em como suas ações podem trazer mudanças significativas sobre a concepção de ser docente atualmente.
Posteriormente foi pensado na escola a qual o projeto seria implantado, na sua estrutura, os seus recursos, no público que ela recebe, nos seus problemas e no perfil dos dois supervisores que atuariam juntamente com o grupo. Então, foi solicitado ainda aos bolsistas que pensassem em ações conjuntas a serem desenvolvidas na Escola Estadual José Fernandes Machado, localizada nesta mesma cidade, a qual contribuísse para a implementação do projeto.

Algumas escolhas tiveram que ser feitas selecionando as estratégias mais coerentes para o nosso trabalho e pensando nos objetivos destas. Analisamos várias estratégias até a nossa apresentação oficial na escola e nos apresentar enquanto docentes em formação. Foi assim que surgiu a proposta de um “jornal informativo”. Nesse momento, pensamos em algo para atrair a atenção deles para a História e envolvê-los em nossas ações. Era momento de Copa do mundo, usamos então esse tema para conhecer mais sobre as nações envolvidas que disputavam o título com a seleção brasileira de futebol e estudar a realidade de cada um deles propiciando uma visão crítica dos textos encontrados na mídia comum. Outro objetivo foi proporcionar um entrosamento entre os membros do Subprojeto PIBID de História, a apresentação e aproximação dos Pibidianos com a clientela escolar.

A primeira edição do jornal “O Machado”, como foi nomeado pelo grupo, cuja temática central foi a Coréia do Norte, demonstrou ao grupo os processos de uma pesquisa, a elaboração e adequação dos textos aos alunos do ensino médio, experimentaram a vivência diária de um professor que necessita fazer escolhas, selecionar e adequar o seu material didático cotidianamente, proporcionado, assim, um ótimo exercício inicial, além de ter aproximando os bolsistas, supervisores e coordenador que trabalharam conjuntamente para a finalização do informativo, as quais foram impressos 250 exemplares da primeira edição de um jornal “O Machado” em tamanho A3 dobrado (correspondendo a quatro páginas tamanho A4), composta com as seguintes colunas: futebol; informativo Coréia do Norte; política e sociedade; cine-história; cultura; superstições; charge; curiosidades; editorial. Assim, as temáticas seguintes do jornal foram “Costa do Marfim” e “África do Sul”, as quais obedeceram aos mesmos itens da primeira edição.

Ao finalizar o momento de Copa do mundo e a temática do jornal deveria ser alterada. Para acompanhar os assuntos mais discutidos pela nossa sociedade nesse período, trabalhamos sobre “As eleições” com o mesmo formato das edições anteriores.

Iniciava então um novo período e fazia-se necessário repensar novamente sobre as nossas ações em diante. Foi o momento de planejamento para o segundo semestre de 2010. Nesse momento foi refletido sobre nossa atuação na escola. Como pensar em iniciar à docência sem passar pela experiência docente? Essa foi a questão que chegamos. Então, a partir dos “Projetos de Ensino”, propusemos em trios fossem trabalhados os conteúdos por história temática. Os bolsistas assumiriam um horário na escola com uma turma e a acompanharia ao longo do semestre propondo aulas com temas específicos e levando para sala de aula materiais didáticos diferenciados. Essa ação foi acolhida pelos professores-supervisores da turma, embora eles tenham apontado para as dificuldades com os horários iniciais e finais, assim como com as especificidades dos alunos dos turnos trabalhados, vespertino e noturno. Foram também discutidas as propostas para as atividades extraclasses – o Cine-História e os Grupos de Estudo para o Vestibular, mas que foram impossibilitadas por problemas operacionais, visto que para o Cine-História já contávamos com o Data-show, porém a sala de História estava sofrendo reformas no teto e não tinha como acomodar o aparelho. Para os grupos de estudo para o Vestibular foram definidos alguns conteúdos que são permanentes nos editais do processos seletivos, sendo na História Antiga e Medieval, História Moderna, História Contemporânea, História do Brasil Colonial e Imperial, História do Brasil Republicano, mas, essa ação deveria aguardar a definição pela escola do espaço e horário a ser utilizado.

Quanto aos projetos de ensino pensamos em ultrapassar a mera elaboração de aulas segundo o programa ditado pelo livro didático, mas para que os bolsistas pudessem experimentar a elaboração de aulas a partir de um conceito a ser trabalhado em um ou mais períodos históricos. Trabalhamos, então, selecionando os seguintes conceitos e respectivos temas a serem trabalhados: Democracia (Liberdade de expressão e a censura no Período Militar); Cooperação (Surgimento e organização das cidades); Intolerância religiosa (Judeus, as cruzadas e a inquisição) e Identidade (Símbolos nacionais e Revolução Francesa). Os objetivos da atuação em sala com os projetos de ensino foram proporcionar experiência em lecionar para turmas, envolvendo planejamento, pesquisa, elaboração, execução e avaliação de um plano de aulas. Paratanto, as aulas foram programadas seguindo o andamento do programa definido pelos professores para as turmas de 1º, 2º ou 3º anos, com o professor supervisor ministrando previamente aulas sobre o período histórico e a temática escolhidos, para que os bolsistas pudessem ministrar suas próprias aulas planejadas para um aprofundamento de uma temática relacionada ao conceito escolhido

Os Projetos de Ensino aconteceram em várias turmas, com várias aulas por Projeto, fazendo com que os bolsistas do PIBID mantivessem um contato com os alunos da escola de maneira mais efetiva, estabelecendo laços importantes para a continuação do PIBID; os alunos da escola reportaram aos professores supervisores terem gostado das aulas, elogiando e demonstrando interesse em novas aulas; para os bolsistas, a experiência de lecionar para uma turma de ensino básico (a primeira vez para muitos dos bolsistas) foi gratificante e, ao mesmo tempo, quebrou muito do senso comum difundido: que os alunos do ensino público não têm “base” nem conseguem acompanhar as aulas, que os alunos são “bagunceiros” e “desatenciosos”, que as turmas são superlotadas, enfim, que não há espaço para o ensino de qualidade. Além disso, em todos os Projetos de Ensino era obrigatório o uso de material didático diferenciado, o que foi respeitado por todos, introduzindo desde poesias a letras de músicas, a charges e documentos históricos.

Ao longo desse semestre, conseguimos ainda associar as questões do vestibular com a execução do Cine-História. Foram exibidos os filmes: “For All – O Trampolim da Vitória”, a qual trata sobre a participação da cidade de Natal durante a Segunda Guerra Mundial, do filme “Soldado de Deus” sobre um guerreiro religioso no período medieval. No entanto, são tomados alguns procedimentos antes da exibição do filme, pois, faz-se necessário uma preleção acerca da sinopse e do momento histórico retratado pela obra, enfatizando o caráter ficcional da mesma; após a exibição, a temática é discutida e se propõe a resolução de questões (objetivas e discursivas) do Vestibular da UFRN sobre os assuntos selecionados pelos bolsistas. Nesse sentido, em todas as exibições do Cine-História os resultados foram satisfatórios com os alunos participando das atividades pré e pós-exibição, respondendo as questões do Vestibular e tendo êxito. Essa atividade tornou-se válida, pois, trouxe experiência uma perspectiva didática diferente da aula expositiva, mas com grande potencialidade de desenvolvimento da análise crítica com uma linguagem de fácil acesso, como o cinema.

Ao fim do ano letivo na escola (2010.2), o coordenador e os professores-supervisores se reuniram para o planejamento do próximo semestre para as ações do projeto na escola. Conforme informação da direção e dos professore-supervisores, a Escola Estadual José Fernandes Machado, além de estar em obras estruturais, a qual não há definição do prazo para o término, ao que tudo indica retornará à anualidade e incorporará o ensino Profissionalizante de Gestão Hoteleira, não tendo sido ainda definido pela Secretaria Estadual de Educação como as turmas serão distribuídas.

No início do ano de 2011, o PIBID sofre algumas alterações quanto ao número de bolsistas. Trata-se da expansão do Programa de Reestruturação Universitária (REUNI) do MEC, a UFRN recebeu várias bolsas a serem distribuídas pelos projetos institucionais que melhor alavancassem a qualidade do ensino e da formação dos futuros profissionais. Como o PIBID é um Programa Institucional do qual a UFRN tem grande interesse pela formação profissional, algumas bolsas do REUNI foram indicadas para serem distribuídas entre os Projetos das Sub-Áreas para aumentar o alcance da proposta de melhoria da qualidade da formação dos novos professores. O subprojeto de História recebeu 10 bolsas do REUNI, que passaram pela mesma seleção dos bolsistas do PIBID-CAPES.

Logo no início desse ano tivemos alguns problemas as quais nos impossibilitaram de avançar com o planejamento feito anteriormente. A escola, que antes estava por configurada pelo sistema de semestralidade, retornaria ao sistema de aulas anual, mas, a escola continuava passando por obras de reestruturação arquitetônica (iniciada no segundo semestre de 2010), visto que a Secretaria Estadual de Educação a escolheu para implantação do ensino Profissionalizante de Gestão Hoteleira, o que, no entanto, não foi posto em prática no início do ano letivo. Ainda estava em curso também, as adequações de segurança para sustentação da caixa-d’água que ameaçava ruir. Dessa forma, a sala de aula de História (estruturada pelos professores da disciplina com TV, vídeo, caixas-de-som e data-show) foi desfeita, sendo as aulas de história no primeiro bimestre do ano letivo ministrada em salas variadas, em meio ao continuar das obras.

Nossas atividades também foram interrompidas pelo indicativo de greve dos professores da rede estadual. Os professores da Escola Estadual José Fernandes Machado, que antes não haviam optado pela greve, aderiram à convocação desta feita pelo Sindicato dos Professores do Rio Grande do Norte, tendo todas as aulas sido suspensas entre 03 de maio a 28 de julho de 2011. Durante todo este período não houve atividade acadêmica na escola, não tendo, inclusive, condições de segurança para que atividades extraclasses ocorressem. Dessa forma, as atividades do PIBID neste primeiro semestre foram bastante prejudicadas, com as mesmas tendo ocorrido na escola apenas nos meses de março e abril e durante os meses de maio a julho. Enquanto isso, o grupo se reunia semanalmente na UFRN para planejar as ações posteriores e realizar leituras específicas sobre Ensino de História para ajudar nas elaborações das aulas feitas pelo grupo. As atividades dos bolsistas na escola só foram possíveis no mês de Agosto, ao fim da greve dos professores, embora a Escola ainda estava em processo de reformas. A partir de então, as aulas com os bolsistas foram continuadas através dos Projetos de Ensino.

Durante as reuniões do PIBID também foi possível os bolsistas participar de oficinas sobre História local. “História Local e Cidadania: Projetos e aprendizagens”, ministrada pela Profa. Carmen Zeli de Vargas Gil, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS) promovendo o diálogo sobre a importância da escrita da História dos municípios apresentando aos participantes do Subprojeto de História uma experiência coletiva na construção de textos sobre história local, proporcionando ainda a troca de experiências, a reflexão conjunta acerca das potencialidades futuras do Projeto.

Como previsto no calendário escolar, durante a semana cultural o PIDIB História realizou a “I semana de História: de que é feito a História?” dentro das atividades da III Mostra de Linguagem e Feira de Ciência, Arte e Cultura da Escola Estadual Prof. José Fernandes Machado, que aconteceu entre os dias 9 e 11 de novembro nas dependências da escola, a qual foi notória o envolvimento dos bolsistas elaborando em grupos vários temas concernentes às fontes históricas possíveis para o estudo da História (quadrinhos, fotografias, cordel, narrativas orais, narrativas escritas, imagens, música...). As atividades do grupo foram realizadas em três salas específicas para o subprojeto de História e divulgadas pela “Rádio José Fernandes Machado” que foi instalada durante as atividades da Semana de História, divulgando também as músicas utilizadas nos trabalhos apresentados, os textos sobre o cordel, sobre a “disputa eleitoral” entre os “coronéis” do Projeto “A literatura de Cordel como fonte histórica”.

Assim, os projetos apresentados durante a Semana de História foram distribuídos por temas nas salas. Na “Sala das narrativas”, o “Projeto Câmera Cascudo” questionou Como se constrói a História e quem a constrói? O grupo se utilizou da historia oral para demonstrar na prática como é o processo de elaboração do conhecimento histórico. O “Projeto Jogos no ensino de História” tentou de maneira lúdica desenvolver o interesse pela História e ajudar na aprendizagem da disciplina. “A História em Quadrinho no ensino de História” trouxe uma interessante proposta para os alunos: muito mais que divertir, a HQ pode auxiliar aprendizagem da História quando trata de temas históricos.

Na “Sala das minorias” foi mostrado alguns grupos marginalizados pela sociedade. “De Amélia à Pitty: A representação da mulher na música” tentou trazer a reflexão sobre a representação da mulher, através da música como fonte história. Foi abordada a temática da condição da mulher e o processo de formação da imagem construída em torno dela. O Projeto “A condição do negro na sociedade” mostrou ser possível estudar História através das fotografias e como ela pode ser utilizada como fonte histórica, tendo como tema a discussão da imagem e do preconceito em torno do negro e das suas relações de trabalho durante a escravidão e nos dias atuais.

Na “Sala do Nordeste”, o projeto “A literatura de Cordel como fonte histórica: o voto como instrumento de liberdade de expressão” tentou visualizar a Literatura de Cordel como fonte de pesquisa e ensino para as diversas discussões acerca de determinadas temáticas do Ensino de História, especificamente sobre o poder de decisão e o valor do voto. O grupo trouxe ainda a representação do espaço Nordestino como lugar de produção do Cordel; reprodução de músicas regionais; exposição de Cordéis; participação de um cordelista local, apresentando os cordéis e os repentes e simulação eleitoral, com disputa entre dois “coronéis”. O Projeto “A construção do Nordeste na música: Asa Branca e Tropicália” trouxe a percepção sobre a construção da imagem do Nordeste em dois momentos culturais distintos. Na década de 40, com o Baião do pernambucano Luiz Gonzaga compondo e interpretando músicas de um Nordeste sofrido e cheio de saudade. E depois na década de 60, com o baiano Caetano Veloso cantando um Brasil em movimento, e mostrando um Nordeste unido às novas imagens de brasilidade vigentes até então. Na sala duas alunas da escola apresentaram um stand sobre “Mamulengos e as Olimpíadas de História”, trata-se de uma participação destas neste evento a qual foi possível elas entrevistarem o Sr. Raul do Mamulengo. O Mamulengo ou João-redondo é um boneco com cabeça de madeira, vestindo um camisolão de pano, cujo movimento é produzido pela mão. Os personagens são os mais populares na cultura do Nordeste. O diabo, o Cagaceiro, o Coronel, o Cabo, entre outros. Os bonecos são personagens de uma história normalmente curta e com uma moral e foi apresentado também o jornal “A gazeta do jovem historiador” elaborado pelas mesmas alunas.

Dentro da proposta do “professor-pesquisador”, foi sugerida pela coordenadora do PIBID a escrita de textos científicos para a elaboração de um livro com as experiências do programa. No próximo tópico desta pesquisa será apresentado as produções feitas pelos bolsistas.






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