EducaçÃo a distância: breve histórico da ufpb virtual



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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: BREVE HISTÓRICO DA UFPB VIRTUAL

Denis Raylson da Silva – Voluntário/CE/PROLICEN

Maria Gilvaneide dos Santos – Voluntária/CE/PROLICEN

Edilene da Silva Santos – Coordenador/Orientador/CE/DFE/PROLICEN


O presente trabalho tem por finalidade o de discorrer sobre o contexto histórico da Educação a Distância no âmbito da UFPB - Virtual. Para entender o seu processo de implantação nessa instituição, faz-se breve percurso histórico a fim de entender sua origem, seu desenvolvimento e, por fim, suas implicações, desafios e possibilidades atuais.

Portanto, discute-se inicialmente o uso das tecnologias que vem dando mais visibilidade a essa modalidade remetendo às datas e aos acontecimentos mais marcantes dessa história: (i) cursos por correspondência, (ii) experiências radiofônicas e utilização de programas de televisão em projetos educativos e (iii) a inserção das Tecnologias da Informação e da Comunicação no contexto educacional. Em seguida, foca-se a EaD na Instituição de Ensino Superior da Paraíba (Universidade Federal da Paraíba – UFPB): sua história, particularidades e proposta Pedagógica. Por fim, centra-se a discussão nos desafios enfrentados pela EAD, buscando entender as: (i) novas formas de enxergar o currículo, (ii) a integração da modalidade presencial e a distância, (iii) o processo de ensino e de aprendizagem com foco na interação e colaboração e (iv) a formação do professor em uma sociedade em processo de digitalização.

A EaD, efetivada através do intenso uso de tecnolo­gias de informação e comunicação, em que professo­res e alunos estão separados fisicamente no espaço e/ou no tempo, está sendo cada vez mais utilizada na Educação Básica, Educação Superior, em cursos abertos, entre outros. O objetivo deste trabalho é o de apresentar breve revisão do contexto histórico, levando em consideração os conceitos dessa modalidade de educação à luz de alguns autores, evidenciando marcos históricos que contribuíram para a consolidação da EaD no Brasil e no mundo, haja vista a importância e o crescimento dessa modalidade de educação em nível global, tendo se tornado um instrumento funda­mental de promoção de oportunidades para muitos indivíduos.

A Educação a Distância (EaD) vem ganhando força atualmente pela mediação dos recursos tecnológicos utilizados em sua execução. Acompanhando o processo de evolução das telecomunicações pode-se compreender quão grande tornou-se a flexibilização e o acesso da população aos meios de comunicação e de informação. A EaD propõe-se a minimizar os impactos da precariedade do difícil acesso de alguns estudantes ao ensino na modalidade tradicional, a formação das pessoas mais afastadas dos grandes centros, o perfil de cada aluno e o desenvolvimento da autonomia nos estudos. Atualmente, depara-se com grande desafio em busca de mudanças, e quando se observa o surgimento das universidades virtuais percebe-se a elevada expansão em tão curto espaço de tempo. Partindo desse, a EaD deve ser compreendida como uma modalidade de educação, em que a mediação dos processos didático-pedagógicos refere-se à aprendizagem contínua, processada através dos recursos midiáticos de informação e comunicação, mediando as relações entre discentes e docentes a partir do desenvolvimento de atividades educativas, estando geograficamente/fisicamente separados e em tempos diferentes.

O ensino superior à distância teve impulso a partir dos anos 60, como forma de agregar novas oportunidades para os jovens prejudicados com os efeitos da II Grande Guerra Mundial, com destaque na Europa. Surgindo no Brasil em meados dos anos 90, o ensino a distância on-line se constituiu como resposta a uma demanda de jovens e adultos egressos do ensino médio, mas que não ingressava na universidade. Diante desse contexto, a Universidade Federal da Paraíba implanta, no ano de 2007, a modalidade de ensino a distância, atendendo inicialmente aos cursos de licenciatura em Letras, Matemática e Pedagogia, com um número total de 1.366 alunos matriculados em sua primeira entrada, divididos conforme indicado no Gráfico 1, a seguir:

Gráfico 1: Quantidade de alunos matriculados nos cursos a distancia, ano: 2007



Fonte: Núcleo de Tecnologia da Informação - UFPB

O foco principal da UFPB Virtual é atender professores leigos atuantes nas escolas públicas, mas que não possuem a graduação e também jovens e adultos residentes no interior do Estado, ou longe das grandes universidades, e por isso, não tem acesso ao ensino superior. Com o passar do tempo, o modelo de ensino a distância ganha cada vez mais força e representatividade no contexto educacional da instituição, impulsionando posteriormente não apenas o desenvolvimento dos cursos já ofertados, mas também o surgimento e desenvolvimento de novos cursos de graduação, especialização e mestrado.

Atualmente, a UFPB Virtual conta com sete cursos ofertados de licenciatura: Letras, Matemática, Pedagogia, Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências Naturais e Letras/LIBRAS, um curso de Especialização em Gestão Pública Municipal e um Curso de Mestrado em Matemática. Os cursos de graduação apresentados contam com aproximadamente 10.800 alunos matriculados no ano de 2011, representando um crescimento expressivo no atendimento aos novos educandos e consolidando-se como um instrumento de facilitação do ingresso ao nível superior de ensino. A quantidade de alunos matriculados durante este período, e sua divisão dentre os cursos apresentados pode ser visualizados pelo gráfico a seguir:



Gráfico 1: Quantidade de alunos matriculados nos cursos a distância, ano: 2007.

Fonte: Núcleo de Tecnologia da Informação - UFPB

O corpo docente é constituído, em sua maioria, por professores da UFPB dos cursos presenciais. Conta ainda com tutores presenciais na relação, em média, de 1 para cada 25 alunos e com tutores a distância, na média de 1 para cada 100 alunos. No entanto, a presença do professor passa a ser instrucional, ou seja, o docente elabora, planeja e juntamente com um tutor vão criar condições para que o discente realize as tarefas e sane dúvidas. Assim, o professor e o tutor desempenham o papel de mediadores desse conhecimento.

Robin Mason (1998) classifica três modelos que são praticados pelos cursos à distância, são eles: (i) modelo conteúdo mais apoio, (ii) modelo wrap-around e (iii) modelo integrado. O mais próximo da realidade dos cursos da UFPB Virtual é o modelo integrado, na qual as atividades ocorrem através de discussões, acesso, processo de informações e realização e envios de tarefas através da plataforma de acesso entre alunos e professores. As atividades colaborativas, recursos de aprendizagem e tarefas individuais e conjuntas.

O ensino a distância possui características que o distingue dos cursos presencias, sendo a mais visível, a presença do professor como um mediador do conhecimento na relação presencial de ensino e aprendizagem, e que, aqui é virtual. Por isso, para um bom desempenho dessa modalidade faz-se necessário o total interesse do aluno em realizar as atividades, as leituras dos textos base, acessar os vídeos, a participação dos fóruns, dentre outros. É do estudante a atitude de auto gestor do conhecimento.

Diante de tantas informações, nota-se um longo caminho que essa modalidade de ensino tem a percorrer, tendo em vista as dificuldades dos alunos, o acesso, o uso dos computadores, os custos, o suporte necessário para realização de atividades e as barreiras dificulta seus avanços.

Então, considera-se que os ambientes virtuais de aprendizagem fomentam uma múltipla rede de relações entre valores, hábitos, culturas, linguagens e posicionamentos diferenciados diante dos conteúdos e das estratégias metodológicas (problemáticas explícitas ou implícitas expostas nos conteúdos e nas atividades). Contudo, o foco não é a tecnologia em si, mas como podemos aprender através dela, considerando o contexto sociocultural, afetivo, cognitivo e técnico de nossos aprendentes/discentes.

É necessário um olhar mais focado dos pesquisadores nessa política de EaD, devendo ser vista com otimismo, sendo mais uma política de acesso ao ensino superior, transpondo as barreiras impostas pelas políticas excludentes da sociedade. Um olhar mais realista de ampliação e meio de possibilitar aos alunos um ensino superior. Enfim, a política de EaD é muito mais que um modelo de ensino, mas uma integração entre alunos e professores que apesar de interligados por uma rede de computadores, são agentes da construção social do conhecimento.



REFERÊNCIAS
MASON, R. “Models of Online Courses”. ALN Magazine Vol 2, nº 2. Outubro de 1998. Disponivel em:htt://www.aln.org/publications/magazine/v2n2/mason.asp. Acesso em: 11 de setembro de 2011
MORAES, Reginaldo C. Educação a Distância e Ensino Superior: introdução didática a um tema polêmico”. São Paulo: Senac, 2010.


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