Ed & Lorrain Warren: Domonologistas


parte de uma estratégia maior, mais abrangente, da entidade



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Ed & Lorrain Warren Domonologi - Gerald Brittle

parte de uma estratégia maior, mais abrangente, da entidade
demoníaca — estratégia que já está em funcionamento antes
mesmos de sermos chamados a intervir. É apenas em


retrospectiva, depois de o caso ter sido solucionado, que a
relação com esses incidentes perturbadores fica clara. No
entanto, o que realmente sabemos de antemão é que alguma
pessoa ou família está sendo assediada por um espírito que não
quer interferências e fará praticamente qualquer coisa para não
ser detectado.”
À medida que se aproxima o momento em que os Warren se
envolverão em um caso específico, as obstruções e
interferências na sua vida tornam-se cada vez mais ostensivas.
Se alguém está desesperado por ajuda e envia uma carta, é
possível que ela seja entregue no endereço errado. Se alguém
tenta telefonar, o aparelho não vai tocar, embora Ed e Lorraine
estejam em casa e disponíveis. Mensagens de voz deixadas na
secretária eletrônica do casal estranhamente não serão gravadas
ou estarão distorcidas
por intensa estática. Uma vez que a mensagem consiga chegar
aos Warren e eles partam para o local, pode-se esperar que
qualquer coisa lhes aconteça no caminho, inclusive colisões de
frente com carros-fantasma. E, como observa Lorraine: “Quando
vistas de forma isolada, nenhuma dessas obstruções faz
qualquer sentido na ocasião; elas parecem não passar de
curiosas coincidências. E, repito, apenas depois do fato, quando
o quadro total é analisado, é que os atrasos e as obstruções se
mostram parte de uma estratégia mais ampla”.
Informa-nos o dicionário que estratégia é um meio de superar em
astúcia — por truques e artifícios —
a fim de obter uma vantagem. O espírito demoníaco provou ser
classicamente um mestre estrategista contra o homem. Fazendo-
se presentes em um instante e desaparecendo no seguinte, por
muito tempo as complexas manipulações desses famigerados
espíritos permaneceram um mistério. No passado, fatos acerca
do modus operandi da entidade eram poucos e separados por
grandes intervalos. Não dispondo de livros nem instrumentos de
detecção, monges c clérigos podiam tão somente manter relatos


manuscritos de perturbações diabólicas para o possível uso de
futuros historiadores.
Agora, contudo, após séculos de pesquisa e investigação, enfim
começou a transparecer um padrão para o comportamento
demoníaco. Em consequência, o demonologista do século XX —
com o auxílio de livros, tecnologia e comunicação de massa —
tem a mais completa compreensão, até hoje, das estratégias e
motivos ostensivos dessas entidades elusivas.
“Existem três estágios distintos da atividade demoníaca”, revela
Ed, “infestação, opressão e possessão. Em alguns casos raros, a
morte pode ocorrer como um quarto estágio ou no lugar da
possessão. Se ninguém é chamado a pôr um fim na atividade do
espírito e a perturbação fica livre para seguir seu curso, então é
possível prever que cada estágio ocorrerá na ordem 1-2-3.
“Durante o estágio de infestação, a estratégia é provocar medo
— e desse modo gerar energia psíquica negativa —, o que
começa a fragilizar a vontade humana. As crianças Foster
vivenciaram o primeiro estágio do fenômeno, a infestação, assim
como o sr. Zellner. O caso com a boneca de pano, Annabelle,
também teria que ser classificado como infestação. Embora
esses casos não precisassem ter acontecido, eles ilustram que
os fenômenos demoníacos não tendem a ocorrer a menos que
um indivíduo dê alguma espécie de ‘permissão’ para que um
espírito entre na sua vida. As portas têm que estar abertas para
que o fenômeno aconteça”, afirma Ed com veemência.
Portanto, em termos leigos, o espírito demoníaco não tem livre
domínio sobre o homem. Em vez disso, pelo exercício do seu
livre-arbítrio, homens e mulheres escolhem abrir a porta para o
desconhecido e, então, seguem o caminho sombrio. Como
explica Ed: “O espírito demoníaco é um espírito que as pessoas
não precisam conhecer. Especificamente, é uma questão de
necessidade versus vontade. Um fantasma precisa comunicar o
seu problema, ou faz uma visita, na forma de aparição, para dar
informações que uma pessoa viva talvez tivesse que saber. O


espírito demoníaco é diferente: ele se faz presente porque as
pessoas, por meio do próprio livre-arbítrio, querem ou convidam
um contato espiritual quando não há necessidade disso. Com
relação a isso, aplicam-se duas leis: a Lei da Atração e a Lei do
Convite.
“A premissa da Lei da Atração”, explica Ed, “é semelhante atrai
semelhante. Dar atenção ao positivo atrai o positivo; dar atenção
ao negativo atrai o negativo. Portanto, pessoas que fazem coisas
negativas ou claramente contrárias à natureza estão
basicamente ‘fazendo o trabalho do Diabo por ele’ e, de fato,
atraem espíritos negativos para junto de si. Eles estão na mesma
frequência, por assim dizer. O caso Annabelle é um bom
exemplo. Aquelas garotas tinham um vínculo inocente, mas não
natural, com a boneca; essa falta de bom senso foi percebida
pelo espírito demoníaco. Uma vez ali, ele passou a atuar e
oprimiu as garotas para que consultassem uma médium e
acreditassem na mensagem falsa. Em suma, as jovens deram
carta branca para que ‘Annabelle’ entrasse na vida delas. Se o
caso tivesse ido adiante, o rapaz, Cal, correria um risco real de
se ferir de forma bem séria, isso se não fosse morto; e as garotas
poderiam ter sido possuídas pela entidade.”
“Como extensão da Lei da Atração”, acrescenta Lorraine, “o
espírito demoníaco também pode ser trazido como resultado das
ações de uma pessoa. Tipicamente, transgressões numerosas e
gratuitas do bem — maldades praticadas de maneira voluntária
por um homem contra outro — são uma vitória do mal e atuam
como um sinal a espíritos negativos. Quando um indivíduo sente
satisfação ao cometer atos cruéis e perversos, a vibração do seu
corpo se altera, o que resulta em uma aura de cor mais escura
que o normal. Assim como um tubarão segue l um rastro de
sangue, a mudança na aura atrai um espírito negativo para junto
da pessoa.”
A atração também pode ocorrer quando um indivíduo demonstra
um lapso ao permitir que o seu autocontrole vacile. Como coloca


Ed: “Se você não consegue se controlar, então alguma coisa vai
controlá-lo. Ódio, ira, desespero, tristeza profunda, embriaguez e
uma sensação de inferioridade com tendências suicidas vão
atrair o demoníaco em um estalar de dedos. O homem não
recebe nenhum buquê do demônio: esses espírito está ali
apenas para promover a destruição dele”. Em suma, o espírito
demoníaco costuma ser atraído por ações e tendências de
pensamento incompatíveis com o bem-estar saudável e positivo.
“Pela Lei do Convite”, prossegue Ed, “a coisa é ‘peça e
receberás’. Uma pessoa pode deliberadamente invocar o espírito
demoníaco por meio de um ritual ou via um canal de
comunicação sincero. Esse é um gesto ostensivo e voluntário,
que envolve magia cerimonial, encantamentos, sessões espíritas,
o uso do tabuleiro Ouija ou rituais profanos secretos em que o
indivíduo voluntariamente convida uma presença demoníaca
para junto de si. Realizar um dos rituais costuma ser o primeiro
passo em um caminho sem volta. A conjuração pode ser um ato
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