Dona benta: uma scherazade lobatiana do ensino



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DONA BENTA: UMA SCHERAZADE LOBATIANA DO ENSINO

Patrícia Aparecida Beraldo Romano1


Resumo

No universo infantil lobatiano, a figura de Dona Benta é uma espécie de mediadora de leitura entre o texto literário clássico, muitas vezes não destinado a crianças, e o jovem leitor, no caso, os picapauzinhos. Sempre preocupado com a linguagem e o conteúdo dos livros destinados às crianças, Monteiro Lobato faz de Dona Benta uma espécie de “Scherazade do Aprendizado”: alguém que sabe e é capaz de instigar a curiosidade de seus ouvintes, de lhes despertar o desejo por ouvir e de lidar com esse desejo. A partir disso, pretende-se discutir, nesse trabalho, a constituição de Dona Benta como essa figura feminina que carrega na voz/palavra a capacidade de seduzir o jovem ouvinte/leitor, de transformá-lo num futuro leitor em potencial. Essa discussão se dará a partir de trechos de Reinações de Narizinho, de Dom Quixote das Crianças e de Peter Pan, duas obras lobatianas em que a figura da avó Benta demonstra claramente a preocupação com um ouvinte/futuro leitor do texto literário. Além disso, pretende-se também questionar onde estão, hoje, as Donas Bentas/Scherazades do ensino, tanto na questão narradoras/leitoras orais de textos para alunos quanto figuras conscientes e preocupadas com a formação de futuros leitores. Teria o professor assumido esse papel? Seria o professor não apenas leitor de Lobato, mas também profissional preocupado em ser mediador de leitura nos primeiros anos de formação escolar da criança, futuro leitor em potencial?





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