Dirk De Backer Porta-voz do Presidente ( +32 (0)2 281 9768 +32 (0)497 59 99 19



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Tal como afirmou Angela Merkel, também laureada com o Prémio Carlos Magno: “se o 

euro falhar, então a Europa também falha”

Foi a pior ameaça de sempre à unidade europeia e, juntos, ultrapassámo-la. Ganhámos a 

batalha. 

Enquanto Presidente do Conselho Europeu, desde o início que encarei como minha 

responsabilidade atuar como guardião da confiança entre os líderes. A confiança constitui a 

base de decisões difíceis e é um trunfo valioso quando precisamos de tomar uma decisão, e 

somos vinte e oito membros. O sentido do dever, por muito frágil que tenha parecido do 

exterior em certos momentos, nunca faltou na mesa de negociações dos líderes. Todos 

lutaram para preservar a moeda única e demonstraram solidariedade e responsabilidade. 

Durante estes momentos decisivos (e porventura devido a eles), o Conselho Europeu 

desempenhou plenamente o seu papel; não interferindo no trabalho quotidiano da União, 

mas agindo rapidamente quando necessário: definindo prioridades, resolvendo problemas

enfrentando crises. 



  

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Como primeiro presidente permanente da instituição, gostaria de agradecer o trabalho de 



todas as pessoas que servem a instituição assumindo todo o tipo de funções: também eles 

ajudaram a modular este novo gabinete. 

O Conselho Europeu e as suas cimeiras periódicas tornam bastante claro que a União não 

se resume a Bruxelas, mas abrange 28 nações que trabalham intensamente em conjunto. E 

que os acontecimentos em cada um destes países – sejam eles económicos, sociais ou 

políticos – afetam enormemente os restantes. Esta é a realidade da nossa interdependência 

hoje em dia. 

Para as pessoas em toda a Europa, estes anos de árduo trabalho tornaram claro o seguinte: 



A política europeia é política interna. 

Trata-se de uma nova etapa na nossa longa caminhada. 

Estando a União Europeia em vésperas de uma renovação política, é importante olhar para 

o futuro. Desde choques económicos a mutações demográficas, passando pelas tendências 

climáticas – num mundo altamente competitivo, temos de nos concentrar nas prioridades 

certas. A lista é clara: emprego e recuperação, aprofundamento da união monetária, clima e 

energia, liberdades e segurança, ação da Europa no mundo. Mas não vou aprofundar estes 

temas; há outras instâncias para o fazer. 

Nestes momentos em que estamos juntos, gostaria de abordar outro tema importante: a 

vivência que as pessoas têm da União Europeia e como se relacionam com ela. Numa 

época que suscita dúvidas na opinião pública, o desafio é talvez ainda mais profundo. 

Foram há pouco invocados três poderosos testemunhos da promessa da Europa – paz e 

democracia, prosperidade e solidariedade, uma vida civilizada e soberana enquanto nação. 

Gostaria de agradecer calorosamente aos Primeiros-Ministros da Geórgia, Moldávia e 

Ucrânia o facto de terem aceitado o convite para virem a Aachen – num momento tão 

tumultuoso para a sua região – e felicito-os pela sua coragem, pela vossa coragem. 

Estamos todos cientes da situação nos vossos países. A destabilização provocada pela 

Rússia, nossa vizinha comum, é inaceitável e tanto mais lamentável que, 

fundamentalmente, este grande país pertence inteiramente à civilização europeia, à cultura 

europeia. Sem Shakespeare ou Balzac, não haveria um Dostoiévski tal como o 

conhecemos; sem Gogol, não haveria Kafka; sem Tolstoi não haveria Thomas Mann. 

Para os países da União Europeia, não existe nostalgia de um passado "glorioso" que nunca 

mais voltará, não há ambições de alargar as suas fronteiras à custa dos vizinhos, não há 

ciclos de derrota e vingança – todos os Estados-Membros já viraram a página e olham com 

confiança para o futuro. 



  

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Hoje falámos do que a Europa significa para vós, para os vossos países. Para toda a gente 



nesta sala, tal como para mim, as vossas fortes palavras foram uma recordação preciosa, 

uma valiosa dádiva. 





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