Diagnóstico da informaçÃo brasileira na área de comunicaçÃO1



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Carta do editor publicada no primeiro número da revista e assinada por Victor Civita: 

“o Brasil não pode mais ser o velho arquipélago separado pela distância, o espaço 

geográfico, a ignorância, os preconceitos e os regionalismos: precisa ter informação 

rápida e objetiva a fim de escolher rumos novos. Precisa saber o que está acontecendo 

nas fronteiras da ciência, da tecnologia e da arte no mundo inteiro. Precisa 

acompanhar o extraordinário desenvolvimento dos negócios, da educação, do esporte, 

da religião. Precisa, enfim, estar bem informado. E este é o objetivo de Veja

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A revista já vinha sendo modificada sutilmente em sua estrutura desde 1972. 

Para que se recuperasse do infindável rombo que provocava no orçamento da Editora 

Abril, sua receita editorial contou com o acréscimo de gráficos, imagens fotográficas e 

                                                 

35

 Alberto Dines, op. cit., p. 92. 



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 Victor Civita. “Carta do Editor”. Veja, n. 1, setembro de 1968. (grifos meus.) 




 

INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação 

XXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Salvador/BA – 1 a 5 Set 2002

 

 



Trabalho apresentado no NP02 – Núcleo de Pesquisa Jornalismo, XXV Congresso Anual em Ciência da 

Comunicação, Salvador/BA, 04 e 05. setembro.2002. 

 

 



 

ilustrações para que pudesse atender à demanda externa ao seu campo de produção, isto 

é, seus leitores. Afinal, estando num mercado editorial já bastante estruturado, tinha que 

atender aos desígnios de seus consumidores para que sua existência pudesse fazer 

sentido. A partir de 1976, Veja estabiliza-se definitivamente e passa a operar um 

número médio de 170 mil exemplares/semana. Dois anos mais tarde passa por uma 

reforma gráfica, introduzindo maciça e definitivamente o uso da cor em todas as suas 

imagens; sua circulação mantém uma média de 250 mil exemplares/semana, dos quais 

200 mil fazem parte do mailing de assinantes. Em 1979, Élio Gaspari passa a trabalhar 

em sintonia com Guzzo e atribui-se à dupla o novo estilo de talento que se 

potencializou. Gaspari foi responsável pela redação dos principais textos desta fase: o 

Caso  Baungartem, a doença, agonia e morte de Tancredo Neves, dentre outros. Nesse 

período José Roberto Guzzo trabalha diretamente na seção de Economia e Negócios. No 

começo da década de 80, a revista Veja alcança 400 mil exemplares/semana, com 340 

mil assinantes. O parque  gráfico da Editora Abril torna a ser modernizado com a 

aquisição de novas máquinas e com um reajuste na distribuição de suas publicações. 

 Veja atualmente já faz parte do hábito de leitura da classe média brasileira. O 

que segundo Bernardo Kucinski, acontece porque “as revistas semanais ilustradas 

preenchem no Brasil uma necessidade importante de leitura, devido à sua longevidade e 

alcance nacional, especialmente entre as classes médias, que não compram jornais 

diários. Ao contrário dos jornais, possuem um universo grande e próprio de leitores, 

distinto do universo dos protagonistas das notícias, e mantém com esse público um forte 

laço de lealdade. Nas funções de determinação da agenda e produção de consenso atuam 

como usinas de uma ideologia atribuída às classes médias, inclusive no reforço de seus 

preconceitos. A lealdade às classes médias fez dessas revistas as condutoras da 

campanha contra o presidente Collor de Mello, que confiscara suas poupanças”

37

.  


Dados da revista Imprensa

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 apontam que Veja tem uma circulação média 



semanal de 980 mil exemplares/assinantes, e 176 mil exemplares/banca, lidos 

semanalmente por um total de 4,5 milhões de pessoas. Seu investimento publicitário no 

                                                 

37

 Bernardo Kucinski. Síndrome da Antena Parabólica. A ética no jornalismo brasileiro. São Paulo: 



Fundação Perseu Abramo, 1999. 

38

 Revista Imprensa, janeiro de 1999. pp. 34-36. 




 

INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação 

XXV Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Salvador/BA – 1 a 5 Set 2002

 

 



Trabalho apresentado no NP02 – Núcleo de Pesquisa Jornalismo, XXV Congresso Anual em Ciência da 

Comunicação, Salvador/BA, 04 e 05. setembro.2002. 

 

 



 

período de janeiro/outubro de 1998 foi de US$ 165 mil e um volume de publicidade de 

85 páginas editoriais. Ao que parece, os setores médios brasileiros acreditam que a 

publicação da Editora Abril é indispensável, talvez por confiarem no slogan que diz ser 

a revista os olhos do Brasil. 


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