Desenvolvimentos da fenomenologia nos Estados Unidos da América e na Grã-Bretanha


A contribuição de Erwin Straus à antropologia e à psiquiatria fenomenológica



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2. A contribuição de Erwin Straus à antropologia e à psiquiatria fenomenológica 

Nascido em outubro de 1891 em Frankfurt de pai hebreu convertido ao protestantismo e de 

mãe alemã com cidadania estadunidense, Erwin Straus completa seus estudos em medicina 

nas Universidades de Berlim, Zurique, Mônaco e Göttingen. Freqüenta os cursos de Husserl e 

Reinach em Göttingen, os de Lipps e Geiger em Mônaco, e de Riedel, Stumpf e Erdmann em 

Berlim, mostrando um vivo interesse pela fenomenologia e pela psicologia de base 

fenomenológica. 

A partir de 1919 é assistente de Karl Bonhoeffer no Berlin Charité Hospital e em 1927 torna-se 



Privatdozent em Psiquiatria; em 1930 chega a se qualificar como Professor Extraordinário. 

Apenas três anos mais tarde, com o acontecimento do nazismo de Hitler no poder, ele é 

forçado a deixar a docência e em 1938 a abandonar definitivamente o seu país natal para se 

estabelecer nos Estados Unidos da América, onde começará a ensinar Psicologia Antropológica 

no inovador Black Mountain College, na Carolina do Norte. Completados os estudos de 

medicina, desenvolve a atividade de psiquiatria inicialmente no John Hopkins, depois no 



Veterans Hospital de Lexington (Kentucky), onde assume o cargo de Diretor da área de 


  Manganaro, P. (2005). Desenvolvimentos da fenomenologia nos Estados Unidos da América e na Grã-Bretanha

Memoranum, 8, 72-78. Retirado em 

 

 / 



 / , do World Wide Web: 

http://www.fafich.ufmg.br/~memorandum/artigos08/manganaro03.htm. 

 

Memorandum 8, abr/2005



 

 

Belo Horizonte: UFMG; Ribeirão Preto: USP. 



http://www.fafich.ufmg.br/~memorandum/artigos08/manganaro03.htm 

 

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pesquisa, para depois aportar na University of Kentucky como docente de Psiquiatria Clínica. 

Durante esse período profere cinco conferências sobre o tema Phenomenology: Pure and 



Applied, e é um dos fundadores da International Husserl and Phenomenological Research 

Society de Waterloo (Canadá), cuja atividade tem início, formalmente, em abril de 1969. 

A contribuição intelectual de Straus refere-se largamente à antropologia, que ele estuda na 

filosofia do idealismo alemão, e particularmente no criticismo transcendental de Kant filtrado 

pelo pensamento de Fichte, Hegel e Schelling; na concepção bíblica da origem do ser humano 

e da sua salvação; e sobretudo no estudo das conseqüências científicas, culturais e ambientais 

da tomada da postura ereta, considerada um fenômeno peculiar, significativo, privilegiado e 

qualificante do ser humano, de sua vida, sua existência e sua produção cultural. Straus tinha a 

intenção de propor um modelo antropológico que emerge das aulas de Husserl que o interessa 

no que tange o delineamento de uma “psiquiatria fenomenológica”. Seu parecer é de que a 

fenomenologia deriva da concepção de ser humanoAnthropos, como Urphänomen, fenômeno 

originário: é particularmente a experiência do sofrimento que é originariamente cognitiva, por 

produzir uma compreensão mais clara do ser humano e da situação existencial. Pathos e 



gnosis mostram seu inscindível liame no encontro terapêutico entre o paciente – que manifesta 

sintomas patológicos – e o psiquiatra cônscio da peculiaridade e unicidade do indivíduo, ainda 

considerado no conjunto de sua estrutura essencial e constitutiva. 

 



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