Descomplicando a Mobilidade Urbana


CAPÍTULO 7 - A CALÇADA COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO DA CAMINHABILIDADE



Baixar 35.11 Mb.
Pdf preview
Página232/374
Encontro11.08.2021
Tamanho35.11 Mb.
1   ...   228   229   230   231   232   233   234   235   ...   374
CAPÍTULO 7 - A CALÇADA COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO DA CAMINHABILIDADE 
|   225
CAPÍTULO 7 - A CALÇADA COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO DA CAMINHABILIDADE 


Autor / Ano
Localização
Área de estudo
Número de 
segmentos
iCam
Becker et al. 
(2020)
Ilhéus / BA (XVI 
Fórum)
Praia
17 (5 quadras)
0,50 (1)
Becker et al. 
(2020)
Ilhéus / BA (IV 
SIBOGU)
Praia
17 (5 quadras)
0,50 (2)
Brandão et al. 
(2018)
Ouro Preto / MG Centro Histórico 8
0,99
Carvalho (2019)
Vitória / ES
Portuária
5 (trechos)
1,69 (*)
FEPESE (2018)
Videira / SC
Região central
22
1,02
ITDP (2017)
Santo Cristo, Rio 
/ RJ
Portuária
64 (14 ruas)
0,9
ITDP (2016)
Praça Tiraden-
tes, Rio / RJ
Central
153 (28 ruas)
1,4
Lazarin (2018)
Cascavel / PR
Central
16
1,7
Oliveira et al. 
(2019)
Mossoró / RN
Central
11
0,92
Pereira (2019)
Goiânia / GO
Setor central
19
1,67 (*)
Pfützenreuter et 
al.  (2018)
Balneário Barra 
do Sul / SC
Central + praia
8 (4 trechos)
1,13 (*)
Ramos (2019)
Vila Velha / ES
Central + praia
23
1,47 (*)
Roxo (2019)
São Paulo / SP
Vila Olímpia
4
1,67
Rufi no et al. 
(2019)
Monte Carmelo 
/ MG
Central
4 (avenidas)
1,35 (*)
Serpa et al. 
(2019)
Petrópolis / RJ
Central
19 (3 praças)
1,70 (**)
Tonon et al. 
(2018)
Marília / SP
Central
54 (14 quadras)
1,50 (**)
Wolkart (2019)
Vitória e Vila 
Velha / ES
Áreas verdes
13 praças
1,28 (*)
Zorek e Pisani 
(2018)
Av. Paulista, São 
Paulo / SP
Não central
9
2,28
Praia Grande 
/ SP
X
6
2,27
(1) Segurança Viária / (2) Atração / (X) não especifi cada no estudo / (*) média aritmética / (**) 
iCam 1.0 (2016)
Quadro 2. 
Estudos com 
o método de 
aplicação do 
iCam 2.0 (2018) 
do ITDP.
Fonte: Autores
Vale ressaltar, que ambos os estudos do autor Becker (2020) abordaram 
apenas uma categoria cada (respectivamente Segurança Viária e Atração) 
do  iCam  2.0  (ITDP,  2018),  porém  a  pesquisa  total  envolveu  a  metodologia 
completa,  tendo  o  índice  de  caminhabilidade  fi nal  atingido  a  pontuação 
1,10.
A  metodologia  do  ITDP  é  na  atualidade  a  mais  utilizada  em  estudos 
nacionais pela maioria dos pesquisadores brasileiros, portanto, foi com 
base na sua relevância que se selecionaram os 19 estudos apresentados no 
Quadro 2. Dentre eles, os valores do iCam variaram entre 0,90 e 2,28, sendo 
a média aritmética deles igual a 1,43. Como as notas na metodologia iCam 
variam de 0,00 a 3,00 e são qualifi cadas como insufi ciente (0,00 a 0,99), sufi -
ciente (1,00 a 1,99), bom (2,00 a 2,99) e ótimo (3,00), o resultado fi nal geral de 
1,43 é considerado como aceitável ou sufi ciente. 
Dos 19 locais, 3 são considerados insufi cientes, apenas 2 são bons, e os 
demais 14 são aceitáveis
10
. Há muito a melhorar na grande maioria das cida-
des brasileiras, tanto de pequeno, quanto de médio e grande porte. A ferra-
menta aponta os aspectos que podem trazer resultados mais impactantes.
O ICam 2.0 tem correspondência com diversas outras metodologias de 
análise do espaço urbano e uniformiza o modo de diagnosticar o território. 
Sua divisão em eixos temáticos possibilita identifi car aspectos de qualida-
de do espaço, permitindo ao gestor maior clareza quanto às intervenções 
necessárias em cada trecho investigado. Com isso, podem-se orientar recur-
sos humanos, materiais e fi nanceiros de forma mais específi ca, ampliando o 
potencial de efetividade dos investimentos em acessibilidade.
10. Maiores detalhes sobre 
os estudos citados podem 
ser obtidos de acordo com 
as referências bibliográ-
fi cas ao fi nal do Capítulo, 
acessando-se os links dire-
tamente na internet.


Compartilhe com seus amigos:
1   ...   228   229   230   231   232   233   234   235   ...   374


©historiapt.info 2019
enviar mensagem

    Página principal