Descomplicando a Mobilidade Urbana


  |  CAPÍTULO 7 - A CALÇADA COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO DA CAMINHABILIDADE



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CAPÍTULO 7 - A CALÇADA COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO DA CAMINHABILIDADE 
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CAPÍTULO 7 - A CALÇADA COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO DA CAMINHABILIDADE 


Mas afi nal, o que é Mobilidade Ativa?
Mobilidade Ativa é o termo que caracteriza os deslocamentos não moto-
rizados, ou seja, que ocorrem com uso da força física do usuário, e que se 
dividem popularmente entre o uso de bicicletas e o caminhar (Figura 2). 
Dentro deste conceito surge o termo caminhabilidade, que se popularizou 
no mundo e se refere às condições do espaço urbano vistas sob a ótica do 
pedestre, que, de acordo com Park (2008), pode ser defi nido como a qua-
lidade de um ambiente de caminhada e se esse caminho é seguro, con-
fortável e agradável. Segundo Vargas (2015), a caminhabilidade propõe um 
modelo de cidade focado nas pessoas e na facilidade para se deslocar no 
ambiente urbano.
Figura 2. 
Representação 
de modos ativos 
de transporte.
Fonte:
Fórum de 
Mobilidade 
Ativa, 2018.
4
Ainda dentro desse contexto da mobilidade ativa, a cidade precisa pos-
suir infraestrutura cicloviária, composta por ciclovias, ciclofaixas e ciclorro-
tas, as quais têm papel fundamental na promoção do uso da bicicleta como 
alternativa para os deslocamentos curtos na cidade. Destaca-se, também, 
que em alguns trechos as calçadas podem ter uso compartilhado com as 
bicicletas e até outros modos de transporte, o que reforça a necessidade de 
atenção à segurança do pedestre, elemento este de maior vulnerabilidade 
no contexto do trânsito.
4. Disponível em: https://
mobilidadeativa.org/home/. 
Acesso em 13 de janeiro 
de 2021.
O desenho urbano voltado para a mobilidade ativa deve considerar, ain-
da, fatores como a diversidade de usos, como a presença de atividades no 
térreo das edifi cações, por exemplo, as chamadas fachadas ativas. Aliás, as 
fachadas podem contribuir para a sensação de segurança no espaço públi-
co se apresentarem permeabilidade – ou transparência – em relação ao que 
ocorre em seu interior, bem como quando tais usos se integram ao espaço 
da calçada, utilizando, desde que de maneira adequada, parte da mesma 
como forma de extensão de sua área privativa, como a disposição de mesas 
e espaços de espera no exterior dos estabelecimentos, por exemplo.


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