Descomplicando a Mobilidade Urbana


CAPÍTULO 6 - RUAS COMPLETAS E MOBILIDADE URBANA PARA TRANSPORTE PÚBLICO E ATIVO



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CAPÍTULO 6 - RUAS COMPLETAS E MOBILIDADE URBANA PARA TRANSPORTE PÚBLICO E ATIVO
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CAPÍTULO 6 - RUAS COMPLETAS E MOBILIDADE URBANA PARA TRANSPORTE PÚBLICO E ATIVO


Diante disso, a saturação das vias deve ser vista como oportunidade 
para a redistribuição dos espaços de forma mais equitativa e os custos dessa 
medida, em geral, são baixos. Assim, como já mencionado, o conceito de 
ruas completas inclui, justamente, o acesso seguro à via a todos os usuários, 
independentemente do modo de deslocamento utilizado.
Medidas para atrair o transporte coletivo e ativo devem ser aplicadas 
de forma conjunta a estratégias que desestimulem o uso do automóvel, 
incluindo um controle maior da disponibilidade de vagas de estacionamen-
to gratuito, do limite de circulação com a cobrança por congestionamento 
(pedágio urbano) e de zonas com controle de velocidade máxima dos auto-
móveis particulares (zonas 30). A fi gura 12 ilustra o Largo do São Francisco, 
em São Paulo, após intervenção realizada em 2017, onde vagas de estacio-
namento deram espaço a ciclovias e faixas para pedestres.
A intermodalidade cumpre um papel fundamental para a ampliação 
da capilaridade dos sistemas de transporte de média e alta capacidade
uma vez que a bicicleta é mais efi ciente que a caminhada, sendo utiliza-
da como complementar à viagem. É necessário, portanto, a existência de 
infraestrutura de estacionamento cicloviário nas imediações das estações 
de transporte coletivo ou que estes veículos comportem o deslocamento 
das bicicletas. Ao combinar os pontos fortes de ambos os modos, cria-se um 
arranjo efi ciente para viagens mais longas, superiores a 10 km.
Para uma circulação viária segura aos usuários mais vulneráveis, 
pedestres e ciclistas, é necessária uma atenção maior ao desenho viário das 
interseções, uma vez que é nos cruzamentos onde há o maior número de 
acidentes de trânsito. Dito isso, diminuir a distância a ser percorrida por tais 
pessoas, via geometria e sinalização adequadas, diminui também a exposi-
ção delas a possíveis acidentes.
Além disso, é importante também nesses pontos uma boa iluminação 
e elementos redutores de velocidade para os veículos motorizados. As cai-
xas de acumulação dos ciclistas (fi gura 13), “bike box”, são espaços pintados 
na frente dos cruzamentos que permitem aos usuários de bicicletas esperar 
o tráfego com maior segurança e que, graças à uma semaforização priori-
tária, oferecem a partida inicial para as bicicletas em relação aos demais 
veículos, aumentando sua visibilidade.


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