Descomplicando a Mobilidade Urbana



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Descomplicando a Mobilidade Urbana - Manual de Ações para Gestores Públicos
Direito à Cidade.  Este  termo  foi  primeiramente  proposto  por  Henri  Lefebvre  em  1968, 
em seu livro “O direito à cidade”, e traz como ideia fundamental a demanda coletiva por 
um  acesso  digno  e  igualitário  à  vida  urbana.  Destaca-se,  aqui,  a  palavra  “acesso”,  sendo 
possível relacioná-la com o que os capítulos do presente Manual irão tratar, evidenciando a 
importância do mesmo como um direito universal de toda a população.
Dentro  dessa  temática,  tem-se  falado  também  sobre 
Mobilidade Ativa,  termo  que 
caracteriza  os  deslocamentos  não  motorizados,  ou  seja,  que  ocorrem  com  uso  da  força 
física do usuário, e que se dividem, popularmente, entre o uso de bicicletas e o caminhar. 
O estímulo a este tipo de mobilidade tem sido relacionado, ainda, ao modelo de cidades 
compactas,  mais  densas,  bem  conectadas  e  diversificadas,  buscando  uma  melhora  na 
qualidade de vida dos usuários do espaço urbano (Vargas, 2015).
Um  outro  termo  que  você  verá  muito  frequentemente  é 
Externalidade,  que  nada  mais 
é  do  que  um efeito colateral.  Neste  Manual,  discutiremos  sobretudo  as  três  principais 
externalidades negativas relacionadas à mobilidade urbana, isto é, que trazem prejuízos às 
nossas cidades. São elas: os atrasos no tempo de viagem devido aos congestionamentos, a 
poluição atmosférica e os acidentes de trânsito.
Já quando falamos de 
Acessibilidade, a ideia presente no senso comum é de que se trata 
das melhorias no espaço urbano a fim de propiciar um deslocamento mais adequado para 
as pessoas com algum tipo de deficiência motora. Contudo, esse conceito vai além disso, 
significa  também  que  “os serviços de transporte devem atender todos os cidadãos, ou 
seja, toda a população tem o direito de usufruir as oportunidades e os equipamentos das 
cidades” (Carvalho, 2016). Em outras palavras, é a facilidade com a qual o cidadão consegue 
acessar os serviços de ensino e saúde, lazer, oportunidades de emprego, etc.
Com  relação  também  à  qualidade  do  espaço  urbano  para  seus  usuários,  mais 
especificamente para os pedestres, encontra-se o termo 
Caminhabilidade, consistindo na 
análise das condições da infraestrutura urbana sob a ótica do pedestre, observando se ela é 
adequada, segura, confortável e agradável para se caminhar (Park, 2008). Sendo assim, esta 
definição propõe um modelo de cidade focado nas pessoas e na facilidade para se deslocar 
no ambiente urbano (Vargas, 2015).
Outro conceito importante é o de 
Oferta, que diz respeito à disponibilidade do modo de 
deslocamento. Muito usado quando falamos do sistema de transporte público, uma outra 
maneira de expor essa definição é quando falamos de uma rede de ônibus por exemplo: 
a oferta seria a quantidade e a frequência desse sistema ao dispor do cidadão. Logo, uma 
maior oferta implica que há uma maior quantidade de veículos circulando e a intervalos de 
tempo menores, e vice-versa.
Uma definição, de certa forma, complementar à anterior é o da 
Demanda. Nada mais é do 
que a procura por determinado meio de transporte. Exemplificando: trata-se da quantidade 
de pessoas que utilizam a rede de ônibus ou metrô. Daí, fica evidente a relação próxima 
entre oferta e demanda - deve haver um equilíbrio entre as duas, de modo que elas sejam 
compatíveis entre si para um bom funcionamento do sistema. 


Falando agora do espaço viário, temos que definir 

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