DataçÃo absoluta resposta



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DATAÇÃO ABSOLUTA

*RESPOSTA - O texto a seguir corresponde ao capítulo 5 de meu livro (de Michelson Borges) “A História da Vida”, da Casa Publicadora Brasileira. Mais informações podem ser obtidas no livro “Origens” (também da Casa –www.cpb.com.br), ou nos livros da Sociedade Criacionista Brasileira.

Nem Tudo Que Parece É. Podemos confiar nos métodos de datação?

Você liga a televisão para assistir ao noticiário das oito. As costumeiras notícias – fraudes, acidentes, terremotos, terrorismo, guerras – mostram que o mundo ainda é o mesmo. Você fica pensando que, às vezes, estamos tão acostumados com as más notícias que acabamos nos conformando com tudo e perdendo a capacidade de nos indignar com o mal... De repente, uma outra notícia interrompe suas considerações:


– “Osso de dinossauro com 100 milhões de anos é encontrado no Vale do...”


Essa é outra questão polêmica. Na escola e nos meios de comunicação, sempre se ouve falar nessas datas tremendamente antigas: milhões e até bilhões de anos. Como podem ter tanta certeza da idade das coisas?

Provavelmente a primeira tentativa de responder à pergunta sobre a idade da Terra tenha partido do escocês Lorde Kelvin, que acreditava na hipótese nebular da origem do Sistema Solar e opinava que a constante chuva de energia lançada ao espaço pelo Sol fosse o resultado do encolhimento do seu diâmetro. Baseando-se nisso, calculou a idade da Terra entre 20 e 40 milhões de anos. Como Darwin insistia que este tempo era pouco para uma evolução biológica, e como geólogos afirmavam que mais tempo era necessário para concretizar a imensa densidade das rochas sedimentares, os cálculos de Kelvin foram abandonados. Pensou-se, em seguida, em estimar o tempo que deve ter levado para o presente percentual de sal ter-se acumulado nos oceanos. Dependendo do elemento escolhido, a idade da Terra pode variar desde 80 anos (no caso do Césio), até 260 milhões de anos (no caso do Sódio). Depois procurou-se calcular o tempo de formação das rochas sedimentares, utilizando-se como base a atual taxa de sedimentação. Esse método, entretanto, também foi rejeitado por não fornecer idades suficientemente grandes para que pudesse ter ocorrido a evolução biológica de Darwin na Terra.

Outras tentativas de determinar a idade da Terra certamente foram feitas, mas a utilização dos elementos radioativos para datação acabou satisfazendo os evolucionistas. O princípio do funcionamento dos “relógios radioativos” depende, fundamentalmente, da determinação da quantidade de material radioativo existente no objeto a ser datado, e do percentual desse mesmo material que sofreu o processo de decaimento. Por exemplo, se estamos trabalhando com o Urânio, precisamos determinar quais os percentuais de Urânio e de Chumbo (que é o produto do decaimento do Urânio) na amostra analisada. Uma vez que a taxa de decaimento é conhecida, o tempo decorrido desde que o processo começou pode ser calculado, para determinar a idade das rochas.

Talvez seja necessário falar um pouco sobre decaimento. Pois bem, todos os elementos radioativos têm a propriedade de perder espontaneamente sua massa emitindo partículas ou radiações eletromagnéticas. À medida em que emite essas partículas, o núcleo do átomo pode alterar-se, provocando o aparecimento de outro núcleo diferente. Quando uma substância se desintegra e o átomo formado é também radioativo, haverá novas desintegrações, que se sucederão até o aparecimento de um átomo estável, como o do Chumbo.

O problema é que, para se realizar uma datação por esse método, deve-se ter a garantia de que não havia qualquer quantidade de Chumbo por ocasião da formação da rocha a ser datada, ou então, conhecer a quantidade inicial desse elemento. Como isso é totalmente impossível, cientistas costumam lançar mão de hipóteses a respeito dos percentuais iniciais. Dependendo, porém, das condições iniciais admitidas, a conclusão a respeito da idade da rocha em questão pode variar, desde recente até excessivamente antiga.

Como se ter certeza de que nem Chumbo, nem Urânio ou Tório foram acrescidos ao sistema, ou dele retirados, desde a época de sua formação? Sabe-se que com o calor tanto o Urânio quanto o Chumbo podem se esvair das formações rochosas, sobretudo se forem rochas sedimentares. O Urânio também se esvai com a água, por processo de lixiviamento, à medida em que esta se infiltra e penetra no solo; mas o Chumbo é praticamente preservado, por ser menos solúvel na água. Bastaria, portanto, que, no passado, um vulcão tivesse entrado em erupção nas proximidades do local onde se encontrava a rocha, cuja idade está sendo pesquisada, e o calor produzido na região poderia permitir que grande parte do Urânio e do Chumbo ali contidos se esvaísse para regiões mais profundas.

As rochas situadas mais abaixo poderiam, durante esse evento, ter recebido mais Urânio e mais Chumbo das rochas acima. Tais alterações, é claro, teriam se dado fora de qualquer controle e os percentuais finais – de Urânio e Chumbo – certamente não teriam mais nada a ver com os iniciais.

Alagamentos, chuvas excessivas, ou mesmo o efeito continuado das redes fluviais através dos anos, certamente permitiriam constantes alterações na quantidade de Urânio presente no planeta. Assim, é muito remota, senão impossível, a chance de que as proporções hoje detectadas no laboratório tenham qualquer relação com as iniciais. “Utilizar-se o método Urânio/Chumbo ou qualquer outro método radioativo é sustentar a hipótese absurda de que a rocha a ser datada tenha estado na Natureza, supostamente durante bilhões de anos, como se estivesse em um laboratório, apenas se processando a transformação Urânio/Chumbo.”

É bom saber, também, que existe grande variação de método para método. Há uma grande diferença no tempo de decaimento dos elementos radioativos. Enquanto o Urânio 238, por exemplo, tem uma meia-vida de 4,5 bilhões de anos, o Urânio 235 tem meia-vida de 0,7 bilhões de anos. O Tório 233 tem meia-vida de 14,1 bilhões de anos. A meia-vida do Rubídio 87 é de 47 bilhões de anos, e do Potássio 40, 1,3 bilhão de anos. De posse destes resultados, os evolucionistas resolveram que o Urânio 238 era o mais adequado à sua teoria. 0,7 bilhão de anos era pouco; 47 bilhões já era muito. Convencionou-se, então, 4,5 bilhões de anos. No fim, foi mais uma questão de escolha.

E o que é meia-vida? Meia-vida é o tempo necessário para que a massa de uma substância radioativa fique reduzida à metade de seu valor inicial. E como acabei de falar, esse período varia muito de elemento para elemento.




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