Daniella ribeiro do vale e silva vieira


parte nessa construção, ser livres e autônomos para pensarem e julgarem



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parte nessa construção, ser livres e autônomos para pensarem e julgarem. 
 
Freire (2005) reforça que é necessária a tarefa dos homens refazerem o mundo e 
torná-lo mais humano através do ânimo, pois quando são proibidos de agir, frustram-se.  
 
Gráfico 25(AEM) e 26 (AG) - A Ética para os Alunos de Ensino Médio e Graduação  
   
 


91 
 
Gráfico 27 (PEM) e 28 (PG) - A Ética para os Professores de Ensino Médio e Graduação  
  
 
 
4.2
      O certo e o errado, ações e relações éticas 
Esta  categoria  apresenta  situações  em  que  são  discutidos  os  valores,  ações  e 
relações entre escola, alunos e professores.  
Para  os  alunos  do  ensino  médio,  compreender  o  que  é  certo  e  errado  não  é 
possível devido ao fato dos interesses particulares serem considerados um fator presente 
em  todas  as  ações.  Para  os  alunos  de  graduação,  os  interesses  particulares  também 
prevalecem, porém, para a maioria, a frase não é verdadeira no sentido de que é possível 
saber o que é certo ou errado, mas problemas governamentais, valores deturpados e o 
medo por julgamentos acabam por deixar cada vez mais difícil a definição entre o certo 
e o errado. Falta solidariedade e o consumismo é exagerado. Não existe uma relação de 
sinergia entre as partes envolvidas.  
Ao falar sobre valores deturpados, as definições de alunos para valores apresenta 
a confusão de conceitos para valores e princípios. É necessário entender que a crise não 
está nos valores e, sim nos princípios, que são verdades constituídas e reconhecidas por 
uma comunidade, enquanto os valores são verdades constituídas e reconhecidas por uma 
comunidade de acordo com o tempo histórico.  Portanto, cada pessoa possui a ética do 
seu tempo. 
Segundo  Arendt,  o  homem  (...)  não  se  contradiga  e  não  diga  coisas 
contraditórias, que é o que a maioria das pessoas faz, e, no entanto, o que cada um de 
nós de certa forma tem medo de fazer” (ARENDT, 1993, p. 101).  
 
 
 
 


92 
 
(A20) Sim hoje em dia cada um foca mais para seus proprios interesses vizando só a si 
mesmo. 
(A45) A maioria das pessoas vivem para a sociedade, agindo e se comportando para 
que sejam julgadas de forma boa e muitas vezes perdem a noção do certo e errado”. 
(A04) Não. Todos desenvolvemos noção do que é certo e errado, até crianças tentam se 
esconder  quando  fazem  algo  que  suspeitam  ser  errado,  demonstração  de  consciência 
presente, e consciência de certo e errado.  A sociedade é organizada para se sustentar 
como sociedade, algumas pessoas é que são individualistas.  
(A90) Não, porque sabemos muito bem o que é certo e errado; contudo o ego fala mais 
alto que a razão, e priorizamos muitas vezes os nossos interesses particulares . 
 
Entre  os  professores  de  ensino  médio,  a  maioria  acredita  que  não  é  possível 
saber o que é certo ou errado. Assim como para seus alunos, os interesses particulares 
prevalecem. Para esses professores existe uma indiferença na atual geração em relação 
ao  que  é  de  interesse  comum.  As  tensões  aumentam  de  acordo  com  o  aumento  dos 
interesses particulares. O isolamento social está cada vez mais comum e o ter está acima 
do ser, com valores cada vez mais fúteis.  Freire (2005) ao analisar a contradição e a 
superação  já  disse  que  “se  os  homens  são  produtores  desta  realidade  e  se  esta,  na 
inversão da práxis, se volta sobre eles e os condiciona, transformar a realidade opressora 
é tarefa histórica, é tarefa dos homens” (FREIRE, 2005, p.41). 
Os  professores  de  graduação,  também  estão  de  acordo  com  seus  alunos, 
afirmando que a frase não é verdadeira, que é possível saber o que é certo ou errado, 
mas  os  fatores  são  diversos.  O  princípio  da  justiça  está  em  crise,  gerando  valores 
distorcidos.  Aparece  aqui  mais  uma  vez  a  dificuldade  de  conceituação  de  valor.    As 
desigualdades sociais são financiadas pelo consumo, formatando a sociedade. Aqui cabe 
afirmar  que  a  crise  não  está  nos  valores,  e  sim  nos  princípios,  “assim,  se  explica  a 
aparição e sucessão de doutrinas éticas fundamentais em conexão com a mudança e a 
sucessão de estruturas sociais” (VÁZQUEZ, 2008, p.267) 
(P12) Sim. Porque o ser humano é naturalmente egocêntrico. Uns atropelam os 
outros  pensando  apenas  em  interesses  próprios  e  particulares.  É  a  lei  do 
capitalismo selvagem, onde os fortes devoram os fracos. 
(P24)  Sim.  Vivemos numa sociedade em  que se  preza  muito  mais  o ter que o 
ser.  As  pessoas  são,  na  maioria,  individualistas  e  capazes  de  tudo  (ou  quase 
tudo) para obter vantagens financeiras, profissionais ou pessoais. 
(P05)  A  sociedade  atual  está  "formatada"  para  cuidar  dos  seus  interesses 
pessoais deixando de lado o coletivo. 
(P10)  Sabemos  a  diferença  entre  o  certo  e  o  errado,  porém  buscamos  o 
conforto  e  com  isso,  vamos  nos  distanciando  do  correto  para  nos 
enquadrarmos  no  modismo.  A  falsa  visão  de  democracia.  A  democracia  é  a 



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