Daniella ribeiro do vale e silva vieira


CAPÍTULO I  AGIR ÉTICO, VITA ACTIVA, DIÁLOGO



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CAPÍTULO I 
AGIR ÉTICO, VITA ACTIVA, DIÁLOGO 
Formação Política e Humana na Escola 
 
...o trabalho assegura...a vida da espécie,... 
a obra...a futilidade da vida mortal,....  
...a ação cria a condição ....para a história. 
(ARENDT, 2010, p.10) 
 
Com  intuito  de  conhecer  como  se  dá  a  formação  no  processo  educacional,  do 
agir  ético  humano  como  condição  existencial  na  imersão  do  mundo  social  e  da 
cotidianidade escolar de cada um, esta pesquisa objetivou investigar, a partir da postura 
docente, sob a dimensão da ética e das escolhas políticas realizadas, que ética possuem 
os alunos ao terminarem o ensino médio e a educação superior. Este período de final e 
de início de outro nível de formação, seja acadêmico ou profissional, foi entendido aqui 
como propício para manifestação do agir humano, amparado em muitos valores, dentre 
eles, o da ética. 
Sob as perspectivas geradas pelos seguintes questionamentos: Em qual princípio 
ético  está  pautada  a  escola  atual?  Qual  postura  frente  à  diversidade  humana?  O  agir 
pedagógico docente é capaz de extrapolar para sua ação ética social?  E, na tentativa de 
promover  uma  compreensão  da  ética  do  agir  fundamentada  em  Arendt  (1993,  1999; 
2008;  2011;  2012;  2014)  e  Freire  (2001,  2005,  2007,  2010;  2014),  todo  trabalho  de 
análise e compreensão carrega esta preocupação. 
A constituição humana, segundo Arendt (2014), é carregada de tradição e para 
esta  explicação  forja  o  termo  vita  activa
2
,  que  significa  as  condições  básicas  da 
atividade humana que determinam sua própria  existência, o trabalho, a obra e  a ação.                                     
Entende-se que a escola atual, de início de século vinte e um, esteja impregnada pelas 
determinações  da  sociedade  capitalista  que,  cega  pelo  lucro,  incentiva  a  todo  custo  a 
sociedade  ao  consumo.  Esta  mesma  sociedade  exige  da  escola  mão  de  obra  cada  vez 
mais especializada, com isso a escola passa a cumprir o papel de formar o trabalhador, 
que se encontra alienado à sociedade de consumo. 
                                                           
2
 Vide Glossário  


22 
 
Em Arendt (2014), o trabalho é, naturalmente, um processo biológico do corpo 
humano,  tornando-se  a  própria  vida  do  homem,  sendo  assim,  o  trabalho,  atividade 
exclusiva da sociedade dos homens, com objetivo de transformação de seu mundo para 
um mundo melhor, tem o propósito apenas de alienação do trabalhador e de sua força de 
transformação  em  prol  da  produção,  que  gera  lucro  ao  seu  empregador.  A  obra 
representa  a  mundanidade
3
  da  condição  humana,  no  século  vinte,  mundanidade  esta, 
abordada  pela  filósofa,  está  contaminada  pela  instrumentalização  da  força  de  trabalho 
do  homem  e  sua  alienação  à  sociedade  de  consumo.    E  por  último,  a  ação  como 
condição  política  de  cada  um  na  sua  pluralidade
4
,  como  única  atividade  humana  que 
ocorre  sem  a  mediação  das  coisas  ou  das  matérias,  pois  corresponde  a  que  o  homem 
vive e habita o mundo. 
Estas  três  dimensões  arendtianas  atuam  na  constituição  do  humano,  frente  à 
realidade do profissional docente atual, inserido numa época histórica, em que os jovens 
possuem muitas informações, devido à globalização e à evolução rápida informacional 
do final do século vinte ao vinte um. Mas estes mesmos jovens correm um sério risco de 
não  saberem  o  que  fazer  com  estas  informações  todas.  O  que  aparenta  ser  da 
responsabilidade  escolar,  do  profissional  docente  em  formar  para  o  mercado  de 
trabalho, gera uma atitude ética que advém deste agir discente. Mas que atitude é esta? 
 
1.1.
 
Hannah Arendt: da trajetória biográfica à dimensão política do agir ético 
Na busca pela apropriação e construção do conceito da ética do agir, como foco 
desta pesquisa na reflexão da formação humana apontada por Arendt (2014), prender-se 
à  virtude  ética  que,  apesar  de  ser  adquirida,  “parece  aperfeiçoar  o  sujeito  que  ela 
qualifica e propiciar-lhe uma atividade perfeita.” (PHILIPPE, 2002, p.44). Sendo assim, 
de  acordo  como  objeto  deste  trabalho  que  foi  investigar  se  há  influência  do  agir  do 
educador, espelhado nas escolhas e atitudes dos  seus educandos, seja pela forma  com 
que o professor age ao realizar opções, escolhas e até nos momentos de decidir por algo 
e não por outro, pode sim, tornar-se para seu aluno um espelho que leva a um reflexo na 
reprodução desta ética do agir no seu dia a dia. 
 Na  visão  fenomenológica  de  Arendt  (2010),  a  necessidade  de  compreender  a 
realidade existencial do fenômeno ético nas relações de alteridade e de reflexão sobre 
                                                           
3
 Vide Glossário 
4
 Vide Glossário  


23 
 
cada agir, pressupõe-se uma ética construída de forma refletida ou alienada.  Segundo 
Arendt (2010) a política surge entre homens, e depende da liberdade e espontaneidade 
para  a  criação  de  um  espaço  genuinamente  político.  Portanto,  o  homem  não  nasce 
político, ele se torna político quando há as condições necessárias para isto.  
Como  cientista  política  e  judia,  Arendt  (2008)  focou  seus  estudos  em  temas 
como a banalidade das ações humanas e na burocracia presente no cotidiano social que 
afeta existência humana, para isto recorreu à sua experiência do mal no regime nazista e 
comungou  com  a  visão  existencialista  do  filósofo  alemão  Heidegger,  seu  mestre  e 
mentor. Defendia que as razões pelas quais as pessoas agem podem ser o fato de elas 
sucumbirem às falhas de pensamento e julgamento.  
Por trabalhar o contexto sociopolítico e cultural, suas maiores referências estão 
em Heidegger e Jaspers, seus mentores. Viveu e presenciou todo século vinte, em que 
vários  acontecimentos  da  história  marcaram  sua  obra.  As  origens  do  totalitarismo 
(2012),  obra  fundamental  para  a  discussão  da  passagem  do  século  dezenove  para  o 
vinte,  escrito  em  1951  nos  EUA,  aprofunda  seus  estudos  sobre  os  regimes  políticos 
ditatoriais e depois do julgamento dos nazistas revê o conceito de mal radical, na obra 
de Eichmann em Jerusalém (1999), aborda a banalização do mal.  
Seus  pais  eram  do  partido  social  democrata  que  abrigava  os  marxistas  e  os 
comunistas, além dos filiados nas décadas de trinta e quarenta com a radicalização do 
antissemitismo.  Com  a  discussão  da  assimilação,  de  se  tornar  apátrida,  abriu-se  uma 
possibilidade para os Judeus, permanecerem como judeus ou assimilar a cultura alemã; 
assim como Hannah Arendt na França, mas não era francesa.   
Na  educação  escolar,  a  condição  de  assimilação,  diante  o  estranhamento  de 
quem se é e do que se faz neste espaço de educação, torna-se questão relevante. Estar, 
mas  não  ser  da  escola,  pode  ser  que  os  estudos  ainda  não  respondam  a  isso,  pois  o 
problema epistemológico se apresenta, com dimensão política, segundo Arendt (2014). 
Mas,  pode-se  refletir  sobre  o  referencial  arendtiano  quanto  a  ficar  na  periferia 
intelectual,  escrever  de  forma  clara,  porém  firme.    E,  onde  situa  a  atualidade  do  seu 
pensamento?  Por  que  suas  questões  ultrapassam  o  tempo  histórico?    Arendt  (1988) 
levanta questões fundamentais para exercer a reflexão ética, aborda, em seu único texto 
escrito  para  educação
5
,  sobre  a  forma  com  que  a  escola  sucumbe  ou  camufla  os 
conflitos. Questiona o sentido de o jovem ir para a escola estudar, pois compreende que 
                                                           
5
 Texto A Crise na educação 


24 
 
há  alunos  na  escola,  mas  nunca  estiveram  na  escola.  Permite  e  defende  que  se  deve 
pensar a partir de situações, de um contexto, para se entender a educação. 
A visão existencialista de Heidegger (2012) difere da visão de Arendt quanto a 
conceitos  relacionados  ao  Ser  e  Tempo
6
.  Enquanto  que,  para  seu  mestre,  o  ser  e  o 
tempo,  com  um  existencialismo  aberto,  enfraquecem  a  inteligência  para  a  história 
humana, na visão arendtiana o ser e o tempo (temporalidade), apresentam a relação com 
a comunidade, o diálogo, a amizade, a pluralidade, a natalidade e a ação. 
A visão de mundo arendtiana é pautada na hermenêutica  (interpretação),  posta 
na sua concepção contaminada pela fenomenologia, que faz uso da descrição e análise 
dos  fatos  e  não  somente  pela  descrição  única  de  conceitos  abstratos.  O  que  importa 
nesta visão é a compreensão do significado da ação humana, do seu agir, o que mostra 
uma dialética, ao ser confrontada com o mundo pela questão judaica, pois foi adepta ao 
sionismo
7
 alemão em resposta ao antissemitismo
8
, afirma Lafer (2008).   
Arendt (2008) sempre teve afeição pela vida existencial, e segundo esta visão, é 
nas relações intersubjetivas, que os seres humanos se revelam e o sujeito é desvelado 
através das histórias construídas, como resultados da ação e do discurso. Arendt morreu 
em 4 de dezembro de 1975, interrompendo a conclusão da obra A vida do espírito, que 
assim como a Condição Humana está dividido em três partes – Labor, Trabalho e Ação; 
sua última obra também conceberiam três atividades básicas – O Pensar, O Querer e O 
Julgar, estando este último não concluído, devido sua morte.  
Ninguém é autor da sua própria vida, mas sim seu sujeito – na dupla acepção 
da  palavra. Toda  vida  humana  compreendida  entre  o  nascimento  e  a  morte, 
constitui  uma  história,  que  se  insere  na  História  –  livro  de  muitos  atores  e 
narradores, mas sem autores tangíveis. (ARENDT, 2014, p. 231) 
 
Lafer  (2008),  que  foi  aluno  e  estudioso  de  Arendt,  a  partir  dos  conceitos 
arendtianos aponta para a capacidade de julgar o particular sem dissolvê-lo do geral, faz 
com  que  os  fatos  particulares  percam  sua  eventualidade  ao  adquirir  o  significado 
humano, aceitando a história como ela é.  Com a capacidade arendtiana de abstração de 
fatos  e  situações  concretas,  preocupou-se  em  explorar  a  partir  desta  condição,  temas 
como o totalitarismo, a falta de democracia no campo político, as garantias de direitos 
individuais e a revolução.  
                                                           
6
 Categorias trabalhadas por Heidegger, presentes na obra O Ser e o Tempo, 1927. 
7
 Vide glossário. 
8
 Vide Glossário  


25 
 
A partir destas abordagens temáticas concebe-se a condição humana diferente de 
natureza humana, pois a condição humana difere de acordo com o contexto histórico e a  
que  o  homem  impõe-se  para  sobreviver.  Em  seus  relatos,  afirma  Lafer  (2008),  estas 
análises arendtianas tratam das pessoas no mundo e não do mundo das pessoas, fazendo 
assim  uma  distinção  entre  o  público  e  o  privado.  Através  de  suas  histórias,  esclarece 
conceitos e categorias, o íntimo e o público, sendo o íntimo entendido como do domínio 
público que se transforma. 
 
A banalização de grandes crimes
9
, como exemplo, não deixa Arendt à margem 
do holocausto, mas explica a posição pária consciente. O pária é aquele que não exerce 
seu papel social, tem potencial, mas não faz sua parte, explicando não só a banalidade 
do mal que leva o ser humano cometer erros ou crimes, como bem mostra ao abordar o 
totalitarismo nazista.  Lafer (2008) ressalta que a visão arendtiana sobre o vínculo entre 
o bom homem e o bom cidadão através de estudos sobre o mal levaram à reflexão de 
como  construir  uma  pólis  onde  o  homem,  qualquer  que  seja  ele,  não  seja  visto  como 
supérfluo,  tendo  a  liberdade  e  a  justiça  como  princípios  da  ação  política,  sendo  esta 
condição  de  dignidade,  exige  a  pluralidade,  para  que  o  senso  comum  seja  uma  livre 
discussão.  
Lafer  (2008)  coloca  que  a  visão  arendtiana  sofre  influências  marxistas  por  um 
período histórico, e graças ao seu contato com pessoas politizadas da esquerda alemã, 
pessoas  estas  formadas  na  escola  marxista  da  teoria  e  da  práxis  (luta  de  classes), 
condição  de  apátrida,  contribuiu  para  o  seu  modo  de  vida  ser  marcado  pela  simpatia, 
pela  força  da  amizade  e  pelo  amor,  dimensões  estas  que  confirmavam  sua  dignidade 
humana.  Tinha  vocação  para  amizade  e  foram  os  amigos  que  a  ajudaram  a  enfrentar 
todos os momentos conflituosos que viveu
10
.  
Sendo uma feminine generis
11
, refletiu sobre a condição humana, questionando 
movimentos  isolados  de  mulheres,  mas  que  todas  fossem  atentas  às  discriminações 
políticas  e  jurídicas  com  igualdade  renegada.  Sentia-se  incomodada  por  ocupar  um 
espaço de mulher excepcional.  
 
                                                           
9
 Para Arendt abdicar de pensar também é crime. 
10
 Referimo-nos aqui, desde sua infância e adolescência sem pai, sua capacidade ímpar e  inteligível de 
conquistar  para  si  todos  os  espaços  de  conhecimentos  buscados,  da  fuga  da  Alemanha  nazista,  da 
sobrevivência  e  fuga  do  campo  de  concentração  da  França,  sua  chegada  na  condição  de  apátrida  nos 
Estados Unidos e sua conquista pela cidadania americana. 
11
 Vide glossário 


26 
 
Não  pertenço  ao  círculo  de  filósofos.  Meu  oficio  –  para  exprimir  de  uma 
maneira geral – é a  teoria política. Não  me sinto em  absoluto  uma filósofa, 
nem  creio  que  seria  aceita  no  círculo  de  filósofos,  ao  contrário  do  que 
você(Gunter Gaus), afirma com tanta amabilidade. (... ) na verdade, correndo 
o  risco  de  parecer  antiquada,  sempre  pensei  que  existiam  determinadas 
atividades que  não convinham às  mulheres, que não combinavam com elas, 
se posso assim me expressar.  (Arendt, 1993, p.123) 
 
Também acreditou que a velhice poderia trazer grandes feitos como produtos do 
pensamento,  caráter  e  juízo.  Aponta  Lafer  (2008)  que  Arendt  acreditava  que  é  na 
velhice que acontece o tempo da meditação. O seu reconhecimento público era algo que 
levava a tentação que dificultava o juízo, lembrando-se das catástrofes políticas após o 
poder  da  fama.  Por  isso  tinha  certo  distanciamento  pelo  reconhecimento.  Mas 
maravilhava-se diante do espetáculo do mundo, este com beleza e significado.  
 
1.2
 
Da visão arendtiana à constituição do agir ético humano 
Como  base  teórica  da  compreensão  desta  pesquisa,  surgiu  a  necessidade  de 
compreender em obras diferentes de H. Arendt conceitos que compõem a dimensão do 
agir humano, situação esta que permitiu identificar princípios éticos implícitos em sua 
maneira de pensar e  agir, pois nenhum tratado filosófico sobre ética Arendt escreveu. 
Contaminada  pelo  contexto  do  nazismo,  de  sistemas  totalitários  e  por  ser  judia  e 
apátrida, a visão arendtiana ao conceituar o humano em seu agir político, entende que 
unir um só povo, um só império a um só líder poderia ser uma  condição para refletir 
sobre a questão de um mundo melhor e mais justo.  
Para Arendt (1999), estar perto de um fato, envolvido ou não com ele,  sem uma 
reflexão do mesmo, faz com que o mal presente se transforme em algo  banal, onde o 
conveniente se torne permitido, ou melhor, o mal se justifique pela própria normalidade 
do  fato,  pois  se  tornou  corriqueiro  e  não  pela  dualidade  entre  dever  e  consciência.  
Suscita com isto o seguinte questionamento: Não sou responsável pelo mal que cometo 
quando assumo minha posição de obediência às ordens hierárquicas?  
Neste  questionamento,  pode-se  identificar  uma  preocupação  ética  na 
constituição do sujeito que pode deixar de se tornar responsável pelo seu agir, uma vez 
que  não  exerce  o  pensar  sobre  as  ações  em  que  se  encontra  envolvido.  Para 
exemplificar,  situação  comumente  em  educação,  quando  um  aluno  ou  um  professor  é 
questionado  por  coisas  banais,  mas  que  inseridos  na  cultura  de  não  assumir  suas 
responsabilidades  e  do  comodismo  em  se  alienar  às  possíveis  ordens  emanadas  da 


27 
 
gestão  educacional,  expressam-se  numa  postura  de  obediência  às  ordens  sem  parar 
nenhum instante para pensar e refletir sobre seu agir nesta situação. Se a ação for para o 
bem ou mal das pessoas envolvidas não lhes cabe refletir, pois sua atitude está presa à 
obediência cega da hierarquia de poder. 
O pensamento, na visão arendtiana, permite que cada ser humano possa voltar às 
origens  para  dar  dignidade  a  sua  existência,  para  que  a  política  “frequentemente 
reduzida  à  ética  e  à  determinação  dos  valores  morais  que  deveriam  guiar  o 
comportamento do homem de ação” (ARENDT, 1993, p.8) possa salvar o hábito de um 
pensamento que corrói o envolvimento de todos em prol de seus posicionamentos. 
Arendt  (1999),  ao  se  preocupar  com  a  condição  do  ser  humano,  entende  que, 
pela existência desta condição, o homem sofre a tentação de ser bom. Assim se reporta 
ao texto do mandamento bíblico que afirma não matarás, na busca por respostas para o 
bem e o mal, e quando se vê, no julgamento de um nazista
12
 e consegue fazer análises 
que  signifiquem  a  condição  humana,  na  reflexão  que  leva  à  compreensão  de  que 
entender  é  diferente  de  perdoar.  Com  isto  vive  a  experiência  do  mal  e  suas 
consequências,  ao  definir  o  homem  como  um  ser  pensante,  condição  que  antecede  o 
agir.  É  possível  afirmar,  então,  que  segundo  Arendt  (1999),  um  pensar  técnico, 
pragmático, longe da ética da responsabilidade apresenta um mal que é sempre extremo 
na sua natureza de ser. 
Arendt  (1999)  sofreu  todas  as  consequências,  do  abandono  dos  amigos  ao 
repúdio da comunidade de judeus na América, ao colocar em sua obra Eichemman em 



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