Da violncia



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ARENDT, Hannah. Da Violência
Authority  de minha autoria in Between Past and Future: Exercises in Political Thought, Nova Iorque, 1968, 

assim como a Parte I do valioso estudo de Karl-Heinz Lübke, Auctoritas bei Augustin, Stuttgart, 1968, 

acompanhado de extensa bibliografia. 

67 – Wolin e Schaar, in op. cit, estão inteiramente certos: As leis estão sendo violadas porque as autoridades e 

administradores universitários, assim como a própria congregação, perderam o respeito de muitos dos 

estudantes”. Concluem eles: “Quando a autoridade se omite, entra o poder”. Também isto é verdadeiro, 

porém não exatamente no sentido em que o proferiram. O que primeiro entrou em Berkeley foi o poder 

estudantil, obviamente o mais forte poder em qualquer “campus” simplesmente porque os estudantes 

predominam em número. Foi para sobrepujar esse poder que as autoridades recorreram à violência, e é 

precisamente porque a Universidade é essencialmente uma instituição baseada na autoridade, e portanto a 

exigir respeito, que lhe é tão difícil lidar com o poder em termos não violentos. A Universidade hoje em dia 

solicita à policia proteção exatamente como fazia a Igreja Católica anteriormente à separação entre Estado e 

Igreja, que forçou-a apoiar-se apenas na autoridade. É talvez mais do que uma peculiaridade o fato de que a 

mais severa crise da Igreja como instituição coincida com a mais severa crise da história da Universidade, a 

única instituição secular ainda baseada na autoridade. Ambos podem de fato ser atribuídos à progressiva 

explosão do átomo “obediência” cuja estabilidade era supostamente “eterna”, conforme observou Heinrich 

Bõll a respeito da crise nas igrejas. Ver Es wird immer später, in Antwort an Sacharow, Zurique, 1969. 

68 – Ver o New York Times, janeiro, 1969, pp. 1 e 29 

69 – Assim afirma Franz Borkenau, refletindo sobre a derrota da revolução espanhola: “Nesse tremendo 

contraste com revoluções anteriores, um fato se reflete. Antes destes últimos anos, a contra-revolução 

dependia geralmente do apoio dos poderes reacionários, que eram tecnicamente e intelectualmente inferiores 

 

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às forças da revolução. Isto mudou com o advento do fascismo. Agora, todas as revoluções poderão enfrentar 

o ataque da mais moderna, mais eficiente e mais inclemente maquinaria existente. Tal coisa significa que a 

era das revoluções livres para desenvolverem-se de acordo com as suas próprias leis está finda”. Estas 

palavras foram escritas há mais de trinta anos atrás (The Spanish CocA:pit, Londres, 1937; Ann Arbor

1963, pp. 288-289) sendo agora citadas, com aprovação, por Chomsky (op. cit., p. 310). Acredita ele que a 

intervenção americana e francesa na guerra civil no Vietnam prova ser exata a predição de Borkenau, “com a 

substituição do imperialismo liberal” pelo “fascismo”. Penso que este exemplo poderá provar o oposto. 

70 – Raymond Aron, La Rivolution lntrouvable, 1968, p. 41. 

71 – Stephen Spender, op. cit., p. 56, discorda: “O que era muito mais claro do que a situação revolucionária 

(era) a não-revolucionária”. Pode ser “difícil pensar em uma revolução se realizando quando (...) todos 

parecem particularmente bem humorados”, mas é isto que acontece no inicio das revoluções – durante o 

grande êxtase inicial de fraternidade. 

72 – Ver o apêndice XII 

73 – Na Grécia antiga, uma tal organização de poder era a polis, cujo maior mérito, de acordo com Xenofonte era 

de que permitia aos cidadãos atuar como guarda-costas uns dos outros contra escravos e criminosos de 

maneira que nenhum das cidades morreria violentamente. (Hiero, IV, 3.) 

74 – Can We Limit Presidential Power? in The New Republic, 6 de abril, 1968. 

75 – Ver o apêndice XIII 

76 – Ver o apêndice XIV 

77 – Nikolas Tinbergen, “On War and Peace in AnimaIs and Man,” in Science 160: 1411 (28 de junho, 1968). 

78 – Das Tier ais soziales Wesem, Zurique, 1953, pp. 237-238: “Wer sich in die Tatsachen vertieft ... der wird 

festsfellen, dass die nelUn EinbliblicA:e in die Differenzienheit tierischen Treibens uns zwingen, mit 

allzu,einfachen Vorstellungen von hOheren Tieren ganz entschieden aufzurii umen. Damit wird aber nicht 

etwa-wie zuweilein leichtlin gefolgert wird-das Tierische dem Menschlichen immer mehr geniihert. Es zeigt 

sich lediglich, dass viel mehr von dem, was wir von uns selbst A:ennen, auch beim Tier vorA:ommt”. 

79 – Ver Erich von Holst, Zur Verhaltensphysiologie bei Tieren und MenschenGesammelte Abhandlungen, Vol. I, 

Munique, 1969, p. 239. 

80 – Para fazer face ao absurdo dessa conclusão, faz-se uma distinção entre instintos espontâneos, como por 

exemplo, a agressão, e os impulsos reativos como a fome. Mas uma distinção entre a espontaneidade e a 

reatividade não faz sentido em uma discussão sobre os impulsos inatos. No mundo da natureza não existe 

espontaneidade, propriamente falando, e os instintos e impulsos manifestam apenas a maneira altamente 

complexa pela qual todos os organismos vivos, inclusive o homem, adaptam-se aos seus processos. 

81 – O caráter hipotético do trabalho de Konrad Lorenz On Agression (Nova Iorque, 1966) esclarece-se na 

interessante coleção de ensaios editados por Alexander Mitscherlich sob o titulo Bis hierher und nicht weiter. 




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