Da ideia os Desenhos, dos Desenhos as Tecnologias



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Criatividade Emergentiva: poucos são aqueles que alcançam esse nível do pensamento produtivo, que requer uma série de habilidades para observação das experiências que são comuns à vida, a partir das quais se pode produzir algo completamente original, diferente e divergente de tudo aquilo que se conhece ou se tem pré-estabelecido.


Considerações finais
Devido à complexidade da ideia, em teorizar sobre o desenho e sobre a tecnologia, sua ciência e suas origens, sua natureza e seus limites enquanto conhecimentos abstratos estabeleceram valores que possam permitir ver de uma forma articulada. Há várias maneiras pelas quais o homem pode construir um conhecimento sobre o mundo, sendo uma delas, o Desenho, que mediada pelos sentidos, estabelece relações entre a percepção do que vemos, sentimos e escutamos. O Desenho, ressignifica interior do ser humano, possibilitando o recriar para, novamente, tornar-se objeto de fruição por si mesmo e pelos outros.
Consideramos essa grande aventura da afirmação da linguagem do processo ocorrido desde a ocupação dos continentes há um milhão de anos, quando determinado componente do grupo dos Homo Erectus – Gênero de primatas simiiformes, hominídeos, ao qual pertence o homem. Espécie desse gênero, como exemplos, Homo Habilis, a Homo Erectus, a Homo Sapiens, firmando-se sobre seus pés ergueu a cabeça por sobre a rala vegetação da savana – vegetação caracterizada por dois estratos: um estrato baixo, dominado por gramíneas com subarbustos de folhas grandes e duras, e outro formadas de árvores baixas, retorcidas e afastadas entre si, de cascas grossas e fendidas e se per­guntou o que haveria além das montanhas. Pode-se deduzir que sendo o homem um ser essencialmente social, em dado momento, sentiu a necessidade de partilhar suas experiências com o seu grupo, não podemos afirmar, mas os estudos sugerem que os grafismos primitivos trazem esse legado de conquistas, evolução, identidade, costumes e rituais presentes no cotidiano dos primeiros homens.
Nesta perspectiva, os diálogos dos grafismos rupestres trouxeram consigo as marcas das transformações tecnológicas registradas desde os seus sentimentos como suas alegrias, as aflições, os prazeres e a dor, a superioridade e a dependência, por isso essa lógica de ambivalências – Atitude que oscilante entre os valores diversos e, às vezes, antagônicos não permitiu a eliminação dessas qualidades, mesmo diante das transformações cotidianas presenciadas do nosso Planeta. Assim, não há duvidas quanto à contribuição dos Desenhos Rupestres, e sua contemplação para as modernas formas da comunicação gráfica da tecnologia.

Referências
Eisner, W. (2005). Narrativas Gráficas. São Paulo: Del Mundo.
Fischer, Ernst. A Necessidade da Arte. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1983.
Gomes, L. V. N. (1998). Desenhando: um panorama dos sistemas gráficos. Santa Maria: Editora da UFSM.
Gomes, L. V. N. (1996). Desenhismo. Santa Maria: UFSM.
Joly, M. (1996). Introdução á Análise da Imagem. Campinas: Papirus.
Machado, A. (2007). Arte e mídia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Vygotsky, L. S. (1987). Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes.


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