Da ideia os Desenhos, dos Desenhos as Tecnologias


Ferramenta de Desenhos e Imaginações



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Ferramenta de Desenhos e Imaginações

O uso de computadores em quase todas as atividades da engenharia, da ciência, dos negócios e da indústria é praticamente de conhecimento de todos nós. O computador alterou os procedimentos nos processos de criação dos projetos, nas fabricações, nos métodos usados em educação e técnicas do desenho, propiciando uma constante mudança e evolução. Essa ferramenta tornou-se praticamente indispensável para solucionar problemas práticos de criação de desenhos técnicos, modelos 3-D, bem como desenvolvimento de novos conceitos em automação e robótica.


A primeira demonstração como ferramenta de Desenho e Projeto foi realizada no MIT (Massachusetts Instituto de Tecnologia) no ano de 1963, pelo Doutor Ivan, utilizando uma caneta ótica para desenhar e tubos de raios catódicos chamado de SAGE, desenvolvido para defesa aérea americana. O primeiro CAD – Computer Aided Design foi introduzido em 1964 pela IBM. Todavia qualquer pessoa, segundo Gomes (1996), tendo um pouco de conhecimento e consciência da importância da expressão gráfica através dos desenhos sabe-se que está além de contribuir para escrita, com as letras e números, está também a desenvolver uma linguagem que colabora com processos de modernização e subsistência de uma cultura e uma sociedade.
O desenho não é um acontecimento independente e representa um conjunto mutável de habilidades de imagens mentais no seu processo de tratarem e estão sujeitos a várias interpretações e leituras. Segundo Fischer (1983), podemos colocar a questão da seguinte maneira: toda arte é condicionada pelo seu tempo e representa a humanidade em consonância com as ideias e aspirações, as necessidades a as esperanças de uma situação histórica particular. Mas, ao mes­mo tempo, esse artifício supera essa limitação e, de dentro do mo­mento histórico, cria também um momento de humanidade que promete constância no desenvolvimento. Desenhar, portanto, [...] pode elevar o homem de um estado de fragmentação a um estado de ser íntegro total. A arte capacita o homem para compreender a realidade e o ajuda não só a suportá-la como a transformá-la, aumentando-lhe a determinação de torná-la mais humana e hospitaleira para a humanidade. A arte, ela própria, é uma realidade social (FISCHER, 1983, p. 57).
Jamais devemos subes­timar o grau de uma continuidade em meio às lutas, apesar dos períodos de mudança e de revolução social. Como acontece com a evolução do próprio mundo, na história da humanidade não é apenas uma contraditória descon­tinuidade, mas também uma continuidade. Coisas antigas, apa­rentemente há muito esquecidas, são preservadas dentro de nós, continuam a agir dentro de nós – frequentemente sem que as percebamos – e de repente vêm à superfície e começam a nos falar. Em diferentes períodos, dependendo da situação social e das necessidades das classes em as­censão ou em declínio, que permaneciam laten­tes ou eram dadas como perdidas são trazidas a luz do dia e despertam para uma nova vida.
As diferentes classes e sistemas sociais, embora desenvolvendo suas respectivas consciências contribuíssem para a formação de uma consciência moral humana universal e o Desenho sempre esteve presente ao longo do tempo.
A manipulação de determinados campos de saber parecia ser o segredo das novas engenharias subordinadas a Matemática, Física, Geometria, Astronomia, Astronáutica e Arquitetura. Que razão se esconderam atrás dessa animosidade perante a uma ciência emergente? É difícil dizer, mas, sem dúvida os fundamentos de uma cultura vazada aos atributos éticos do comportamento humano voltado às batalhas, nas relações desconfiadas em épocas em que critérios meritórios pesavam aos cargos de chefia militares. Os engenheiros militares faziam valer sua destreza e habilidades técnicas, sua familiarização com a Geometria e a prática do desenho seriam assim desígnios naturais dos cursos, e por maioria das vezes a especialização profissional tornou exigente o seu nível de conhecimento.
Assim, a Geometria e o desenho se transformaram numa forma privilegiada de transmissão do conhecimento e das representações das coisas além do meio didático reconhecido ao alcance prático. A capacidade de abstração do Desenho implicava ao domínio de regras básicas de projetos de engenharia, arquitetura, que em tempos passados não estavam ao alcance de todos.



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