D. João VI: perfil do rei nos trópicos



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D. João VI: perfil do rei nos trópicos

Marieta Pinheiro de Carvalho

Doutoranda em História Política – UERJ

Quando se estuda a história do Império lusitano na conjuntura de fins do século XVIII e inícios do XIX, sobretudo relacionando aos acontecimentos referentes aos conflitos intraterritoriais europeus, o nome do então príncipe regente d. João se subleva como um dos personagens principais. Estava a direção do reino num dos períodos mais críticos da história de Portugal, que envolveu ocupação do seu território, perda da sua principal colônia e redução do poder absolutista. Apesar de não ter sido preparado desde a infância, como foi seu irmão d. José, para assumir o trono, não deixou de ser um rei com características administrativas e habilidades políticas que livraram a monarquia portuguesa de humilhações sofridas por outros governantes europeus, cujo poder soberano foi tomado pela França, como ocorreu com Fernando IV, rei de Nápoles em 1805 e com Fernando VII, rei de Espanha, em 1808.

Infelizmente, a grande imagem que ficou de d. João apresentada pelos livros didáticos, filmes e memórias foi a de um rei tolo, bobo e indeciso. Um exame da trajetória política e pessoal desse personagem permite melhor compreensão sobre esse rei que nas palavras do seu principal especialista no Brasil, Oliveira Lima, foi o fundador da nacionalidade brasileira; de igual maneira, contribui para a desmistificação de mais um vulto histórico, dimensionando suas atitudes ao contexto em que ocorreram.




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