Cristologia a ira de Deus e a Propiciação do pecado



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Cristologia

A Ira de Deus e a Propiciação do pecado

A IRA DE DEUS E A PROPICIAÇÃO DO PECADO

Como seres humanos somos responsáveis pelo grande estrago que fizemos na criação.

Começaremos, então com o fato de que Deus não vai de forma alguma ignorar o pecado. Isto não quer dizer que ele julga o pecado imediatamente.

Em seguida estudaremos sobre a ira de Deus e, depois o aspecto propiciatório do sacrifício de Jesus.

Terminaremos refletindo sobre o texto de Romanos 11:22: “Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.”

DEUS NÃO IGNORA O PECADO

Deus não ignora o pecado no sentido de estar alheio à sua existência.

Js 7.11

Israel pecou, e violaram a minha aliança, aquilo que eu lhes ordenara, pois tomaram das coisas condenadas, e furtaram, e dissimularam, e até debaixo da sua bagagem o puseram.

Deus não ignora o pecado no sentido de passar vista grossa diante da sua presença.

Quando da rebelião de Lúcifer no céu, Deus o expulsou e aos seus anjos. Talvez Satanás pensasse que seria diferente com Adão e Eva.

Hab 1.13a

Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar;

Deus não permitirá que o pecado continue na sua criação.

1ª Jo 3.4-8

Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei. Sabeis também que ele se manifestou para tirar os pecados, e nele não existe pecado. Todo aquele que permanece nele não vive pecando; todo aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu. Filhinhos, não vos deixeis enganar por ninguém; aquele que pratica a justiça é justo, assim como ele é justo. Aquele que pratica o pecado procede do diabo, porque o diabo vive pecando desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo.

O PECADO SUSCITA A IRA DE DEUS

O problema moderno com a ira de Deus

Depois de uma grande ênfase na a ira de Deus no século passado, hoje há uma ênfase quase exclusiva sobre o amor de Deus.

O fato é que o assunto da ira de Deus tornou-se um tabu na sociedade moderna, e os cristãos em geral têm aceito o tabu e se condicionado a nunca levantar o assunto.

Por causa das dificuldades com a ira de Deus, o homem moderno tem muita dificuldade em entender o porquê da morte de Jesus, e sua absoluta necessidade de aceitá-lo como Salvador.

Rm 1.18

A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça;

Na 1.2-3

O SENHOR é Deus zeloso e vingador, o SENHOR é vingador e cheio de ira; o SENHOR toma vingança contra os seus adversários e reserva indignação para os seus inimigos. O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés.

A dificuldade que temos com a ira de Deus é que transferimos para ela todas as características da ira humana. A epístola de Tiago diz em Tg 1.20, que a ira do homem não produz a justiça de Deus.

AS CARACTERÍSTICAS DA IRA DE DEUS

A ira de Deus na Bíblia é sempre judicial, ou seja, a ira do juiz aplicando a justiça.

O “dia da ira” é também o dia da “revelação do justo juizo de Deus, que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento”. (Rm 2.5-6)

Lc 12.47-48

Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites. Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão.

A ira de Deus na Bíblia é uma coisa que os homens escolhem por si mesmos.

Jo 3.18-19

Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

A ira de Deus nem sempre se manifesta em castigo direto. De um lado o homem abandona a Deus para depois ser abandonado por Deus.

Rm 1.24

Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si;

Um exemplo disso é Balaão.

Nm 22.22


Acendeu-se a ira de Deus, porque ele se foi; e o Anjo do Senhor pôs-se-lhe no caminho por adversário.

A história bíblica está cheia de exemplos do juízo de Deus. Não podemos ignorar isso como a igreja de hoje tem feito.

A PROPICIAÇÃO APLACA A IRA DE DEUS

Na teologia moderna o conceito de Propiciação tem sido confundido com Expiação.

EXPIAÇÃO: Cobrir ou compensar a ofensa.

Fazer uma restituição (oferta) que paga o preço do pecado.

Exemplos:

Gn 3:21


Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu.

Rm 6:23


porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.

Mt 26:28


porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.

PROPICIAÇÃO: O reparo do relacionamento ou intimidade entre o homem e um Deus irado.

Reconhece a necessidade de reparar o relacionamento transtornado. Exemplos:

2ª Co 5.19

a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.

Rm 3.25a


a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça,

1ª Jo 4.10

Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados.

Caiu sobre Jesus a ira de Deus, por isso, se aceitarmos a Ele a ira de Deus será desviada de nós. Se desprezarmos o sacrifício de Jesus, nada poderá nos salvar no dia do juízo.

A BONDADE E A SEVERIDADE DE DEUS

Rm 11.22


Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Deus, se nela permaneceres; doutra sorte, também tu serás cortado.

O mal teológico que vivemos hoje é uma polarização doentia entre a bondade e a severidade de Deus.

Enquanto gerações passadas focalizaram a severidade de Deus, a nossa geração focaliza somente a sua bondade.

Assim se crê que o pecado não traz problema algum e o sacrifício se torna desnecessário.

Assim se imagina que a generosidade de Deus se estende tanto aos que desobedecem suas ordens quanto aos que as cumprem.

Exemplos da bondade e da severidade de Deus aparecem através da Bíblia inteira:


  • Deus julga Adão e Eva no Éden, mas veste a sua nudez com pele de animal.
  • Noé é orientado a construir uma arca. Quando vem o juízo quem está na arca se salva, quem está fora se perde.
  • Jesus salvou o criminoso arrependido na cruz, mas o outro, não arrependido, foi condenado.

  • Jo 3.16-18

    Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.



Principio aplicado
  • Por trás de toda manifestação da bondade de Deus encontra-se uma ameaça de severidade no julgamento se essa bondade for desprezada.
  • Se não deixarmos que ela nos conduza a Deus por amor, seremos culpados quando Deus se voltar contra nós.

  • CONCLUSÃO

    O assunto: A ira de Deus e a Propiciação do pecado.

    Aprendemos que o homem é antes um criminoso do que uma vítima.

    Somos responsáveis e responsabilizados pelo estrago que fizemos na criação de Deus.



Como inimigos de Deus é inútil falar de Salvação antes que tratemos da violenta ruptura que houve em nosso relacionamento com Deus.

Deus não irá de forma alguma ignorar o pecado, ainda que não o julgue imediatamente.

Isto nos leva a um entendimento do aspecto propiciatório do sacrifício de Jesus na cruz.

Ele desviou a ira de Deus de nós tomando-a sobre si e nos reconciliou com Deus.



Qualquer ideia que limita o sacrifício a apenas o pagamento dos nossos pecados é muito superficial.

FIM


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