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partes, estou muito exausta, preciso de um tempo para me refazer,   saltei



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partes, estou muito exausta, preciso de um tempo para me refazer,   saltei 
demais brejo a fora.
-  Eu  precisei    deixá-lo  para  sua  segurança,  à  noite  enquanto  você 
dormia, apareceu aqui uns, homens, donos de um grande restaurante, fora do 
sítio, que vendiam rãs ensopadas e ouviram falar que aqui havia em grande 
quantidade, resolveram certificar-se  e confundiram eu e seu pai, o Dominó, 
com rãs de viveiro, nossa luta foi muito grande tentando provar que somos 
sapos e ainda não conseguimos, pois eles me libertaram, porém  fizeram seu 
pai de refém , permitiram que eu viesse com o compromisso de levar para 
eles uma grande quantidades de rãs.
Nisso, todos ouvindo aquele sinistro relato. Apavorados! E a rã chefe falou em 
tom sério:
- Nem pense Dama, usar as rãs do nosso brejo para salvar Dominó.
Outra que pula descontroladamente;
- Engraçado, quer se salvar, tirando nossa pele fria, você perdeu o juízo, 
Dama? Todos coaxando em protesto:
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- Fora daqui!
- Aqui você não fica!
-  Nem  o  seu  filho  Xadrez,    a  quem  queremos  bem,  vamos  mais 
proteger. 
- Não queremos correr riscos de sermos capturados por estes donos de 
restaurantes.
-  Infelizmente  temos  que  tomar  uma  atitude,  cercar  todo  o  brejo, 
impedindo a entrada de estranhos e a permanência de sua família também 
será proibida.
Dama coaxa em prantos:
- Não tivemos culpa!
- Não sabemos quem deu esta informação tão cruel.
‘Denise cuida dos ferimentos do beija-flor, enquanto ouve o lamento da mãe 
de Xadrez. E, de súbito, exclama:
- Calma aí, Dona rã, sabemos que esta história é de meter medo, mas, 
não podemos julga,r sem saber o que, na verdade, aconteceu.
-  Vamos  abrir  outra  linha  de  investigação  já  que  Dama  apareceu  e 
conhece o paradeiro  de Dominó.
- Justo é que descubramos o que está por trás de tudo isso.
- E aí ,sim, tomarmos as devidas providências.
- O beija-flor agonizando de tanta dor, por canta das picadas no corpo 
consegue  interferir:
- Não tenho certeza, mas acho que tudo isso sai das antenas de uma 
abelha abelhuda e muito má. Ela nunca aceitou que, por entre este sítio, de 
tantas árvores, onde ela e sua colônia produzem  mel, existisse este lago, este 
jardim florido onde, também, tiramos nosso alimento e nem que formasse o 
brejo para que  os sapos e rãs pudessem viver.
- Por isso insisto, foi a abelha abelhuda, ela é a rainha, ela é egoísta.
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- Vejam minha situação. Que mal fiz a ela para merecer este ataque?
Nisto o zangão, marido da abelhuda, pede a palavra:
-  Olha  aqui,  seu  magricela,  explorador  de  rosas,  não  fala  de  minha 
esposa sem provas.
- Ela jamais saiu daqui destas árvores, sua vida é comandar a colmeia.
- Como se atreve?
Denise deita o beija-flor em uma folha verde e se levanta dizendo:
-Não há motivos para tanta intriga.
- Vamos resolver de forma amigável.
O peixe vermelho com paciência:
- como faremos isso?
Assim,  olha,  Senhor  Zangão,  chame  aqui  sua  abelhuda  para  dar  uns 
esclarecimentos à  comunidade.
O Zangão, nervoso, pois conhece a companheira que tem:
- Ela está trabalhando na produção de mel, depois de ser quase expulsa 
daqui, resolveu se dedicar mais à colônia.
O calango com voz forte:
- Tente, o Senhor é o marido. Ela lhe deve atenção.
O Zangão sai com seu zumbido nervoso; 
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz e logo desaparece.
Todos permanecem na beira do lago, aguardando o desenrolar deste enredo. 
Denise  chama  a  atenção  de  todos  para  que,  se  a  abelhuda  vier,  não  haja 
tumulto, pois é hora de calma e agir com sabedoria, para que ninguém saia 
prejudicado, pois todos têm direito de viver no sítio em paz como uma única 
família. Pede que procurem se acomodar da mesma ordem em que fizeram 
pela manhã, e  terem  muita calma.
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Xadrez dirigi-se à, Denise e diz:
- Deve está tão exausta!
- Já passa da hora do almoço, Denise.
- Dama abraça Xadrez cheia de saudade  e fala;
- Pobre filhote, como sofreu nossa ausência.
Xadrez fala ainda preocupado:
- Só fico feliz quando tudo isso passar e meu pai estiver de volta para o 
brejo e todos em paz,  sem briga e sem egoísmo.
-Claro,  meu  bem,  vai  ficar  tudo  bem.    Diz  Dama,  calorosamente. 
Denise  vai  ao  pomar  e  colhe  muitas  frutas  maduras  e  gostosas  em  uma 
cestinha, que sempre carrega em sua pequena mãozinha de menina de sete 
anos. Mais à frente olha a horta e diz:
- Vou levar estas vargens, Xadrez vai gostar. E estas verdurinhas, tão 
verdes,  para quem não quiser frutas.
 Chegou  e com as maçãs do rosto muito vermelhas falou:
- Hora do almoço!
- Cheguem todos, vamos fazer um piquenique bem animado.
E fizeram aquela roda em volta do lago e todos gostaram muito da ideia.
De longe se ouviu:
-zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz
 e Denise fala;
- São eles, o zangão e a abelhuda.  Calma.!
Ao chegar ,ficam sobrevoando o brejo e a abelhuda sem cerimonias:
- Cheguei, o que querem de mim?
 O beija- flor grita:
- Maldita, ainda pergunta.
- Você quase me mata sem, piedade, e ainda vem cheia de arrogância!
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Denise pede ao beija-flor que não diga mais nada, quer queira ou não, as 
abelhas são bem mais forte, e se não podemos com o   inimigo, vamos nos 
juntar a ele, esta é a ideia. O pobre pássaro inconformado, recolhe-se a sua 
dor. Denise solicita que a abelhuda se aproxime com calma, pois a situação é 
de  vida  ou  morte  para    todos,  pois  hoje  estão  comendo  as  rãs  nos 
restaurantes. E depois, vão entrar no sítio com tochas de fogo e matar as 
abelhas queimadas e levar todo o mel.
É hora de pensar melhor, se unir como uma única família e resgatar 
Dominó das mãos   do inimigo e armar um plano para acabar com eles. A 
abelha se rende:
- Grande ideia, mas qual é o plano?
Denise continua;
- Primeiro, quem atraiu os donos de restaurantes  para o sítio?
- Alguém tem coragem de assumir esta história?
Todos olham para a abelha  simultaneamente. Ela desconfia e reclama:
- Êpa, êpa, êpa! Eu não fiz isso, já cometi muitos erros, esse, não.
- Ninguém tem provas contra mim.
A  Dama,  embora  muito  magoada,  pede  que  tenhamos  cuidado  com  as 
acusações. Lá da beira do brejo, a velha rã, que se sente a dona do lugar por 
conta de sua idade, pede  a  palavra;
- Fui eu. Um dia, saí para me aquecer no sol da calçada e lá fui pegue por 
um homem que me colocou em um saco e fiquei muito aflita, e na tentativa de 
negociar com ele, lembrei-me que a família de Dominó e Dama  era de uma 
espécie de pele lisa e clara, que seria fácil confundi-los com rãs e sobretudo, 
era um casal do jeito que eles queriam para o criatório. Então, não medi as 
consequências , combinei para que viessem enquanto eles tomavam banho 
de sol com o pequeno Xadrez e assim fizeram, capturaram o casal, deixando 
o pobre sapinho na solidão.
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Todos atentos às explicações exclamam!
- Dona Rã, que crueldade!
-Agiu com frieza e premeditação.
Denise interfere pasma:
- Que horror!
- Quanta maldade, a senhora fingindo-se de boazinha, não passa de 
uma traidora.
-  Mas,  tudo  bem,  vamos  em  frente,  não  há  tempo  para  discussões 
agora, precisamos  resgatar Dominó.
A abelha revoltada;
- Mereço um pedido de desculpas e lançando um olhar de desprezo:
- Essa aí, toda calminha, não passa de uma criminosa.
Denise pede a todos que mantenham a linha de calma:
- Amigos, o próximo passo é resgatar Dominó.
-Como  faremos isso? Dama pergunta.
Denise prossegue:
-  Dona  Rã,  que  armou  esta  cilada,  vai  desfazer  tudo,  da  seguinte 
maneira: a senhora vai ao restaurante levando uma linha escondida, quando 
chegar lá, vai descobrir onde é o criatório e tendo descoberto, ficará como 
uma maluca dentro do restaurante, aos pulos. O dono, perturbado   com a 
agitação da senhora vai colocá-la no criatório e estando dentro, combine com 
Dominó que esteja preparado para o resgate. 
Amarre a linha na pata dos dois ao mesmo tempo, e nisso   coloque a outra 
ponta com a   ponta fora do recipiente. E aí entra a ação do calango, por ter 
acesso ao restaurante quase sem ser visto, puxará  com força a ponta da linha, 
que, de imediato, o criatório de vidro, cairá no chão  quebrando todo e nisso,  
a rã e sapo  saem aos pulos, escapando assim de se tornar  alimento de turista.
- Entendido, dona  Rã?
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- E seu calango?
Responderam ao mesmo tempo:
- Sim, conte conosco.
A Rã, arrependida, dirige-se à Dama;
- Perdoem-me, tive medo, agora tudo farei  para protegê-los.
Denise finaliza dizendo:
- Este é o plano de resgate e ainda vamos traçar uma ação para eliminar 
os inimigos e quero saber se podemos contar com as formigas mordedoras?
Do formigueiro, elas em  fileiras respondem: 
-  Estamos  aqui  para  morder  e  deixar  a  pele  dos  monstros  roída  e 
ardendo, pegando fogo.
Xadrez  animado:
- Valeu! Formiguinhas, vamos salvar minha família!
Dama ainda sem acreditar:
-  Calma  Xadrez  ,  vamos  torcer  para  que  tudo  dê  certo,  dentro  do 
previsto.
O zangão se manifestou de maneira bondosa:
-  Todos  pensam  que  fazemos  ataques  por  maldade,  mas  isso  não  é 
verdade.
- Agimos em defesa de nossa colônia, nossa família e nosso alimento.
- Espero que entendam, pois  resolvemos auxiliar no resgate.  
Eu e minha rainha vamos fazer frente às formigas e vamos vencer! Todos 
gritam empolgados;
- Vitória!
-Vitória!
Denise agradece a todos e tira do bolso de seu casaco um apito e diz:
- Ao som do apito vamos ao resgate!
Todos:
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- Só se for agora!
A abelhuda se manifesta;
- Vamos lá, beija- flor, não tem mais cura?
- Levanta desta folha e faça a trilha do resgate.
O  passarinho  foi  devagar,  devagar,  tomou  força  nas  finas  patinhas, 
exercitou o bico,  sacudiu as  penas e levantou voo.
Todos gritavam de alegria;
- Ê Ê Ê Ê viva!!!!!!!!!!!!!!!!!! 
Ao  chegar  ao  restaurante  a  rã  fez  exatamente  como  o  combinado, 
jogou a linha deixando uma ponta para o calango atracar. Quando o sapo 
Dominó  viu-a, sem nada  entender, perguntou:
-O que significa isso?
A rã responde:
-Psiuuuuu! É um plano para lhe tirar daqui, ou quer virar comida de 
turista?
-Amarre-se bem e siga as instruções.
-  Vou  me  amarrar  em  você,  para  que  tenhamos  maior  força  para 
derrubar este criatório.
O sapo descrente:
- É de vidro, é pesado e pode nos machucar!
A rã: 
 - Apenas obedeça, seu sapo molenga.
- Não quer rever sua esposa e seu filho Xadrez?
O sapo choraminga:
- É tudo que mais quero.
A rã pede a ele paciência para executar mais uma parte do plano. Ela sai do 
vidro e dirige-se ao homem que cuida do restaurante:
-Lembra-se de mim?
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-Pois é, voltei para negociar uma enorme quantidade de rãs.
O homem animado, sem perceber a armação:
- Claro.
- Quando posso ir buscar?
- Hoje à noite no brejo haverá uma festa e todas as rãs estarão no baile 
na beira do lago, vou preparar uma bebida para elas adormecerem e então, 
vocês atacam.
- Que tal?
O homem interessado;
- Perfeito.
- Mas, só quero rãs novinhas, rãs velhas como você têm a carne muito 
dura.
A rã  fingindo-se compreensiva:
- Com certeza. Já não sirvo mais para nada. Espero apenas a morte. 
Numa desatenção do homem, a rã está de volta ao vidro, de longe avista o 
calango agarrando-se a ponta de linha, de repente, sente uma força externa e 
diz:
- É agora!
E o vidro cheio de água cai com muita força e quebra-se no chão, alagando 
todo  o  restaurante  e  molhando  as  pessoas  que  se  encontravam  lá.   
Revoltados,  levantaram-se  e  saíram  sem  pagar  a  conta.  O  gerente 
desesperado gritava aos pulos:
- Quem fez isso?
E
 
Dominó, a rã e o calango aproveitaram a confusão e escapuliram pelo 
buraco do muro que dava para o pequeno sítio.  Foram  chegando  e,  muito 
cansados, se espicharam   no chão, porém não tiveram tempo para relaxar, 
outros bichos foram se aproximando, ansiosos, para saber do resultado da   
operação resgate.
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Denise pegou, mais uma vez, seu megafone de lata e fez o anúncio:
- Atenção! A  primeira parte da operação foi um sucesso.
Todos gritaram de contentamento;
- Viva! Viva!
Denise continuou:
- Porém, precisamos exterminar o inimigo comedor de rãs deste brejo.
Dama havia ido com Xadrez até a loca para um banho, nisto Dominó sentiu 
falta de sua  família e, aflito, perguntou:
- Onde estão Dama e Xadrez?
- Será que?...
Denise sorrindo: 
-Não se preocupe eles estão vindo, foram tomar banho para recebê-lo.
E o peixe vermelho com graça:
- E sapo precisa de banho?
- pelo que sei, eles só vivem molhados.
Todos riram com bastante alívio. A pequena investigadora previne a todos:
-Logo  mais  todos  devem  se  recolher  aos  seus  lugares,  o  dono  do 
restaurante vem em busca de rãs para um novo criatório. Então peço que 
todos fiquem em total silêncio, para  que, mais uma vez, sejamos vencedores 
e livres. Temos dois exércitos , os das formigas mordedoras e o das abelhas
acredito que elas  darão conta de tudo.  Agora preciso ir em casa, minha mãe 
deve está me procurando, estou com fome, as frutas acabaram, volto logo.
Quando Denise entrou viu a casa em silêncio. 
De repente, a voz de sua mãe  assustou-a:
- Onde andava, mocinha?
Denise responde:
 - No quintal, mamãe, estava numa missão de resgate.
Mamãe sorrindo:


- Seu almoço está na mesa e suco na geladeira, depois venha se deitar 
um pouco.
- Não tem atividade da escola?
Denise responde tranquila:
- Mamã,e esqueceu que hoje não houve aula?
Sua  mãe  se  afasta  para  a  varada  da  casa  para  bordar  toalhas  de  banho. 
Rapidamente Denise come a comida deliciosa  de sua mãe, passa em frente a 
televisão e para um pouco para assistir;
-Oba! O filme da Bela Adormecida!
Desconcentrou-se um pouco da vida do brejo. Quando olhou pela janela a lua 
já vinha saindo e ela apressou-se para voltar  ao pequeno riacho que corta o 
sítio  ao  meio.  Enquanto  ela  assistia  ao  filme  as  abelhas  e  as  formigas 
realizaram  uma  falsa  festa  para  atrair  o  gerente,  de  longe  Denise  ouviu  a 
música, porém não pode mais se aproximar, pois sua mãe vinha correndo a 
caminho de casa arrastando um homem alto e de pele branca, arrastava pela 
gravata e gritava :
- Socorro!
- Um homem foi atacado pelas abelhas!
- Se não socorrer ligeiro, ele vai morrer!
Finalmente a mãe alcançou a área da casa, mesmo assim o enxame mostrava 
muita  violência.  Denise  ainda  pode  observar  a  quantidade  de  formigas 
mordedoras em filas. Entraram em casa carregando o homem, Denise fechou 
as portas e mesmo assim as   abelhas continuavam insistindo em entrar. A 
menina reconheceu a abelhuda e saltou de alegria. E pensou:
- Como ela é valente, tomara que  tenha aprendido a fazer tudo para o 
bem ,e aí, sim, o  brejo será um paraíso para todos os bichinhos.
- Depois tenho que ir por lá vê como estão.
Ouve a voz da mãe:
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- Denise,  atenda a porta,  chamei uma ambulância!
Denise corre:
- Sim, mamãe.
Entraram com a maca, o rosto do homem  estava completamente destruído. 
Fizeram  um  procedimento  de  primeiros  socorros  e  saíram.  A  pequena 
investigadora olhou pela fresta da porta e viu as abelhas e as formigas se 
afastando,  em  disparada,  rumo  ao  riacho.  Logo  ela  ouviu  o  estampido  do 
sinalizador deixado na bolsa esquecida  na beira. Ela entendeu que aquele era 
o sinal de que tudo estava bem.
Fim
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